Ex astro dos All Blacks, Joe Rokocoko enfrentando os Tupis,. Foto: União Georgiana de Rugby/Gogita Bukhaidze

ARTIGO COM VÍDEOS – A derrota era natural, mas o Brasil teve um momento de brilho contra o poderoso clube francês Racing 92, em jogo realizado em Tbilisi, na Geórgia.

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Começando ainda sua pré temporada, o vice campeão europeu usou o jogo contra os Tupis para por em campo atletas jovens mesclados com novas contratações e veteranos que não estiveram nos amistosos internacionais da seleções em junho. Ainda assim, mesmo com um elenco longe da força real do clube, os parisienses foram fortíssimos no estádio do Locomotivi e comprovaram o favoritismo com 45 x 07 no marcador.

O Racing deu o cartão de visitas na primeira bola, com o escocês Finn Russell abrindo a defesa brasileira e entregando para Simon Zebo disparar rumo ao primeiro try no primeiro minuto – com as duas novas contratações do Racing mostrando qualidade.

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Mas o Brasil logo brilharia, com uma bela ação de mãos e fases muito bem concatenada para Zé furar a linha de defesa francesa e guardar o try do 7 x 7 muito celebrado pelos Tupis.

A resposta foi rápida com o samoano Census Johnston rompendo na força a defesa brasileira para impor o segundo try parisiense. Josh teve chance de penal na sequência, porém errou. O Brasil nesse momento conseguia jogar no campo de ataque, ainda que sem invadir as 22 do oponente.

Demorou até os 32′ para o time francês conseguir novo try com o ex All Blacks Joe Rokocoko, mesmo com 35 anos, mostrou sua habilidade e deixou de offload para o jovem Diallo marcar na ponta.

O Racing cresceu. Rokocoko deu outra arrancada, mas os Tupis foram salvos com tackle de Stefano. Mas teve mais: Finn Russell foi poupado e em seu lugar entrou o abertura Lagarde, que guardou novo try, achando o espaço pelo meio da defesa brasileira. 26 x 07 no intervalo.

No segundo tempo, muitas substituições dos dois lados, com os dois times rodando seus elencos. Nelson recebeu amarelo aos 49′ e Hamel e o argentino Imhoff guardaram mais 2 tries para os parisienses. Iribaren também ainda criou novo try para Volavola definir, coma dupla de scrum-half e abertura que começou no banco produzindo. Mas foi só. O Racing ainda foi reduzido a 14 homens com amarelo para Palu, mas o Brasil não pontuou, já exausto. 45 x 07, números finais.

Os Tupis voltarão a campo na sexta-feira contra a Geórgia XV, que hoje venceu a Argentina XV por 23 x 22.

07versus copiar45

Brasil 07 x 45 Racing (França), em Tbilisi (Geórgia)

Árbitro: Saba Abulashvili (Geórgia)

Brasil

Try: Zé

Conversão: Josh

15 Daniel Sancery, 14 Lucas “Zé” Tranquez, 13 Felipe Sancery, 12 Moisés Duque, 11 Stefano Giantorno, 10 Josh Reeves, 9 Lucas “Taque” Duque, 8 André “Buda” Arruda, 7 Arthur Bergo, 6 Cléber “Gelado” Dias, 5 Gabriel Paganini, 4 Lucas “Bruxinho” Piero, 3 Jardel Vettorato, 2 Yan Rosetti (c), 1 Lucas Abud;

Suplentes: 16 Caique Segura, 17 David Páscoa, 18 Wilton “Nelson” Rebolo, 19 Luiz “Monstro” Vieira, 20 Michael “Ilha” Moraes, 21 Daniel “Maranhão” Lima, 22 Robert Tenório, 23 De Wet Van Niekerk;

Racing

Tries: Zebo, Johnston, Diallo, Lagarde, Hamel, Imhoff e Volavola

Conversões: Lagarde (3) e Russell (2)

15 Simon Zebo, 14 Joe Rokocoko, 13 Léonard Paris, 12 Olivier Klemenczak, 11 Anatole Pauvert, 10 Finn Russell, 9 Xavier Chauveau (c), 8 Antoine Claassen, 7 Ibrahim Diallo, 6 Esteban Abadie, 5 Edwin Maka, 4 Donnacha Ryan, 3 Census Johnston, 2 Issam Hamel, 1 Vasil Kakovin;

Suplentes: 16 Ole Avei, 17 Ben Tameifuna, 18 Boris Palu, 19 Baptiste Chouzenoux, 20 Teddy Iribaren, 21 Raphael Lagarde, 22 Juan Imhoff, 23 Georges-Henri Colombe, 24 Antoine Gibert, 26 Théo Costoseque;