Brasil defende título do Sul-Americano Feminino nesse fim de semana

Elas são donas de uma das mais longas dinastias do rugby mundial. Ou melhor, da mais longa série de invencibilidade de uma seleção de sevens em qualquer competição continental oficial no mundo. Falamos, é claro, da Seleção Brasileira Feminina, que nesse final de semana irá encarar a defesa de sua invencibilidade histórica no Campeonato Sul-Americano da modalidade, a ser disputado na cidade argentina de Carlos Paz, a menos de 40 km de Córdoba.

 

Este será a 13ª edição do Campeonato Sul-Americano, que nasceu em 2004 e teve o Brasil como campeão em nada menos que 11 torneios. Do time brasileiro que irá a Carlos Paz, duas atletas inclusive foram onze vezes campeãs: Baby e Paulinha, histórias vivas do rugby feminino nacional.

 

A única vez que as brasileiras não foram campeãs foi em 2015, quando o Brasil não participou do Sul-Americano, que valia como torneio pré olímpico. As campeãs naquela oportunidade foram as colombianas, que conseguiram vaga para o Rio 2016. Ao todo, o Brasil já disputou 53 partidas pelo Sul-Americano Feminino, com 53 vitórias (a mais apertada um 15 x 10 na final de 2004 contra a Venezuela e a mais larga um 70 x 00 em 2007 contra o Peru). Mais que isso, até hoje o Brasil sofreu apenas 16 tries no Sul-Americano, menos de 1,5 por torneio! Em 2016, as Iaras sofreram apenas 1 try, contra a Argentina, na vitória na final por 27 x 05.

 

Novamente, as brasileiras entrarão como favoritas incontestáveis ao título e o técnico Reuben Samuel levou ao país vizinho um elenco muito forte, com 10 atletas que estiveram na última etapa da Série Mundial de Sevens. O torneio acontece justamente duas semanas após a etapa de Sydney e duas semanas antes da etapa de Las Vegas, servindo de preparação para a sequência do circuito.

 

Para as demais seleções, estará em jogo uma vaga no torneio de Las Vegas da Série Mundial na condição de convidada, além de duas vagas no torneio de Hong Kong, que servirá como o torneio da segunda divisão mundial do circuito feminino (a ser confirmado pelo World Rugby). Colômbia e Argentina são as seleções mais fortes e Las Pumas deram o troco nas Tucanas no ano passado, ficando com o vice campeonato. “Troco” porque em 2015 a Argentina perdeu sua vaga no Rio 2016 ao cair em casa contra as colombianas. Na disputa histórica entre colombianas e argentinas, as argentinas terminaram na frente 7 vezes, contra 5 das colombianas.

 

Além de Colômbia e Argentina, apenas a Venezuela já foi vice, no torneio inaugural de 2004. As venezuelanas terminaram 2015 em 3º lugar e 2016 em 4º e são as concorrentes mais próximas de colombianas e argentinas, no papel. Para Uruguai, Chile e Paraguai as semifinais são o grande objetivo. As uruguaias têm uma história forte e as Teras são as únicas na América do Sul que já venceram as brasileiras (no Valentin Martinez, em 2011), mas desde o 3º lugar obtido em 2014 o Uruguai só decaiu, tendo acabado em último em 2016. O Chile vem se mantendo estável, oscilando entre o 5º e o 6º lugares, almejando mais, ao passo que o Paraguai largou a eterna briga com o Peru contra o último lugar para dar um salto de qualidade e alcançar o 5º lugar nos dois últimos anos, ficando acima de chilenas e uruguaias. As peruanas, por outro lado, conseguiram um 6º lugar em 2011 e nunca mais superaram o 7º lugar.

 

A competição terá transmissão ao vivo online no site da Sudamérica Rugby.

 

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Campeonato Sul-Americano Feminino – em Carlos Paz, Argentina

*Horários de Brasília

Sábado, dia 18 de fevereiro

14:00 – Venezuela – Paraguai

14:22 – Brasil – Uruguai

14:44 – Colômbia – Chile

15:06 – Argentina – Peru

16:30 – Venezuela – Uruguai

16:52 – Brasil – Paraguai

17:14 – Colômbia – Peru

17:36 – Argentina – Chile

18:45 – Paraguai – Uruguai

19:07 – Brasil – Venezuela

19:29 – Chile – Peru

19:51 – Argentina – Colômbia

 

Domingo, dia 19 de fevereiro

Finais – Das 14h00 às 20h10

 

Brasil

Beatriz Futuro “Baby” (Niterói), Bianca Silva (São José), Cláudia Jaqueline Teles (Niterói), Edna Santini (São José), Isadora Cerullo “Izzy” (Niterói), Juliana Michele da Silva (Curitiba), Lariane Prunner (Desterro), Luiza Campos (Charrua), Maíra Bravo (SPAC), Milena Silva “Mille” (São José), Paula Ishibashi (SPAC), Raquel Kochhann (Charrua);

 

Ano Sede Campeão Vice-campeão 3º lugar 4º lugar 5º lugar 6º lugar 7º lugar 8º lugar
2004 Barquisimeto (Venezuela) Brasil Venezuela Colômbia Argentina Uruguai Chile Paraguai Peru
2005 São Paulo (Brasil) Brasil Argentina Venezuela Colômbia Chile Uruguai Paraguai Peru
2007 Viña del Mar (Chile) Brasil Colômbia Venezuela Argentina Chile Uruguai Peru
2008 Punta del Este (Uruguai) Brasil Argentina Venezuela Uruguai Colômbia Chile Peru Paraguai
2009 São José dos Campos (Brasil) Brasil Argentina Venezuela Uruguai Colômbia Chile Peru Paraguai
2010 Mar del Plata (Argentina) Brasil Colômbia Uruguai Argentina Chile Venezuela Paraguai Peru
2011 Bento Gonçalves (Brasil) Brasil Argentina Chile Uruguai Colômbia Peru Venezuela Paraguai
2012 Rio de Janeiro (Brasil) Brasil Colômbia Uruguai Argentina Chile Venezuela Paraguai Peru
2013 Rio de Janeiro (Brasil) Brasil Argentina Uruguai Venezuela Colômbia Chile Peru Paraguai
2014 Santiago (Chile) Brasil Argentina Uruguai Colômbia Chile Paraguai Venezuela
2015* Santa Fé (Argentina) Colômbia Argentina Venezuela Uruguai Paraguai Chile Peru Costa Rica
2016 Rio de Janeiro (Brasil) Brasil Argentina Colômbia Venezuela Paraguai Chile Peru Uruguai
2017 Carlos Paz (Argentina) Brasil Argentina Colômbia Paraguai Venezuela Chile Peru Uruguai
2018

*Em 2015, o Brasil não disputou porque o torneio valia como Pré-Olímpico para os Jogos Olímpicos do Rio 2016

 

Foto: Fotojump

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