ARTIGO COM VÍDEO – Brasil e Alemanha se tornaram velhos conhecidos em pouco tempo. Foram já 2 jogos entre as duas seleções em 2015, em São Paulo e Blumenau, e 2 jogos na Alemanha em 2016. Agora, os dois países mais conhecidos pelo futebol vão voltar a duelar em solo alemão, pela segunda vez seguida no estádio Bruno-Plache (o mais antigo do futebol alemão), do Locomotive Leipzig. O jogo é nesse sábado, dia 11, às 12h00, hora de Brasília, com ESPN ao vivo. A previsão do tempo é de 7ºC com pancadas de chuva.

Depois de 4 triunfos alemães (29 x 12 e 31 x 07, em 2015; 16 x 06 e 36 x 14, em 2016), os Tupis irão a campo com a missão de quebrarem o recente tabu, iniciando sua segunda gira na história da seleção pela Europa.

No jogo passado contra os alemães, os Tupis enfrentaram problemas no pack, sendo dominados nos scrums, sofrendo nos mauls e levando um try a partir de trabalho simples no lateral. Além disso, o Brasil cometeu erros na recepção de chutes, com um dos tries também nascendo desse maneira. Porém, o jogo brasileiro cresceu nos minutos finais e uma combinação de boas ações da linha, rucks rápidos e eficientes e um drop goal certeiro mostraram que em termos de qualidade técnica o Brasil não fica em nada devendo para os alemães. Tendo vencido a poderosa Romênia neste ano, o time alemão é muito capaz no jogo físico, já tendo provado isso ao Brasil nos encontros anteriores. Se a chuva se confirmar, o jogo físico alemão será favorecido.

O técnico sul-africano da Alemanha, Cobus Potgieter, manteve a base do pack de forwards do time que venceu o Brasil, confirmando nomes que levaram problemas aos Tupis, como o segunda linha Michael Poppmeier e a dupla da terceira linha Jaco Otto (que marcou tries nos 4 jogos contra o Brasil) e Sebastian Ferreira (todos os três sul-africanos de nascimento). A dupla de abertura e scrum-half é perigosa e conhece bem o Brasil, com o australiano Sean Armstrong de 9 e o sul-africano Raynor Parkinson de 10. O restante da linha mudou, tendo como novidade o centro Mathieu Ducau, francês do tradicional Tarbes. Mas o destaque de trás também encarou o Brasil no jogo passado, o fullback também sul-africano Marcel Coetzee.

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Rodolfo Ambrosio, treinador do Brasil, só manteve 7 dos 15 titulares que encararam os alemães em novembro passado em Leipzig e 8 dos 15 titulares do jogo de junho contra a Romênia, o último oficial dos Tupis. Os Tupis terão uma primeira linha liderada pelo capitão Yan, com Abud e Caique de pilares, apostando numa combinação nova para encarar o scrum teutão. Na segunda linha, Bruxinho e Paganini estarão juntos em uma combinação que já vem se firmando e que terá um desafio grande diante de uma forte dupla alemã, enquanto a terceira linha de Buda, Bergo e Gelado tem mobilidade e qualidade para encarar um dos pontos altos do time da casa, que talvez ganhe em força física, mas não em qualidade técnica. Esse será um ponto central da disputa e Gelado foi um dos grandes nomes brasileiros no jogo passado na Alemanha, fazendo um try e dando muito trabalho aos oponentes.

A linha teve mudanças considerável. Moisés foi outro nome central dos jogos em novembro, tendo inclusive chutado um belo drop goal. Mas desta vez estará no banco, com Ambrosio apostando em Josh como o 10 e De Wet como 12, liberando espaço para as pontas com Stefano e Zé. O jogo de chutes de Josh poderá ser uma importante arma em caso de chuva, levando perigo aos receptores alemães, enquanto De Wet oferecerá solidez defensiva pelo meio.O scrum-half será novidade, com Rauth ganhando a posição de Cruz, que começará no banco.

Os irmãos Sancery seguem sendo destaque e com vagas cativas na equipe. Se nos jogos de 2015, os Tupis não conseguiram imprimir boas ações de mãos contra os alemães, em 2016 a situação mudou e o Brasil se beneficiou quando impôs um jogo aberto.

Agora, é esperar por um grande jogo entre Brasil e Alemanha e uma primeira vitória em solo europeu para os Tupis.

 

versus copiar

12h00 – Alemanha x Brasil, em Leipzig – ESPN AO VIVO / web rádio Gol e Rock AO VIVO

Árbitro: David Wlkinson (Irlanda)

Histórico: 4 jogos e 4 vitórias da Alemanha. Último jogo: Alemanha 36 x 14 Brasil, em 2016 (amistoso);

Alemanha: 15 Marcel Coetzee, 14 Nikolai Klewinghaus, 13 Mathieu Dacau, 12 Wynston Cameron-Dow, 11 Pierre Mathurin, 10 Raynor Parkinson, 9 Sean Armstrong, 8 Ayron Schramm, 7 Jaco Otto, 6 Sebastian Ferreira, 5 Eric Marks, 4 Michael Poppmeier, 3 Samy Füchsel, 2 Dash Barber, 1Jörn Schröder;

Suplentes: 16 Gilles Valette, 17 Anthony Dickinson, 18 Julius Nostadt, 19 Jarrid Els, 20 Marcel Henn, 21 Tim Menzel, 22 Jamie Murphy, 23 Steffen Liebig;

Brasil: 15 Daniel Sancery, 14 Lucas “Zé” Tranquez, 13 Felipe Sancery, 12 De Wet Van Niekerk, 11 Stefano Giantorno, 10 Josh Reeves, 9 Douglas Rauth, 8 André “Buda” Arruda, 7 Cléber “Gelado” Dias, 6 Arthur Bergo, 5 Gabriel Paganini, 4 Lucas “Bruxinho” Piero de Moraes, 3 Caique Silva Segura, 2 Yan Rosetti (c), 1 Lucas Abud;

Suplentes: 16 Endy Willian Pinheiro, 17 Matheus “Blade” Rocha, 18 Michel Olimpo, 19 Mauricio Canterle, 20 Matheus”Matias” Daniel, 21 Matheus Cruz  22 Moisés Duque, 23 Lucas Muller;

 

Foto: Tárlis Schneider – 2016

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