Sexta-feira a noite, dia 9, é quando começa o carnaval. E tudo começará com rugby, torcida pelos Tupis e terceiro tempo noite adentro, é óbvio. Afinal, Brasil e Uruguai vão duelar no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, pela segunda rodada do Americas Rugby Championship (ARC), às 20h10, com transmissão ao vivo da ESPN.

O palco é uma fortaleza. Os Tupis já fizeram 6 jogos no Pacaembu e, depois da derrota na estreia de 2015 contra a Alemanha e do empate contra o Chile em 2016, foram 4 vitórias consecutivas no estádio em 2017, sobre Chile, Canadá, Paraguai e Portugal. Mas, pela frente nessa sexta estará um daqueles duros tabus: o Brasil não vence o Uruguai desde 1964. Nos últimos anos, o Brasil chegou a flertar com o triunfo, mas os Teros sempre acabaram dando a volta por cima e se impondo.

O Uruguai vem ao Brasil com um time bastante mudado com relação àquele que derrotou duas vezes o Canadá nas duas últimas semanas e conseguiu a classificação à Copa do Mundo de 2019. Do time titular do jogo passado, os Teros mantiveram somente 2 jogadores da linha, Rodrigo Silva e Juan Manuel Cat, mas apostaram na base do pack de forwards – ponto alto do time – com Nieto e Gaminara na terceira linha, Dotti na segunda linha e a primeira linha inteiro intocada, de Sanguinetti, Kessler e do experiente Sagario, que tem passagem pelo Munster, da Irlanda.

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Os atletas que atuam na Europa, como o abertura Berchesi e o segunda linha Capó Ortega, não vieram a São Paulo, com o técnico Esteban Meneses usando a profundidade de seu elenco, apoiado em um sólido trabalho de categorias de base, para mexer no time e trabalhar mais atletas. A dupla de scrum-half e abertura aparece como um ponto chave do time, pois foi toda mudada, com Albanell, que enfrentou o Brasil como abertura no último ARC, jogando com a 9 e Andrés De León, destaque do Campeonato Uruguaio, assumindo a camisas 10, ao passo que a 12 será do jovem Agustín Della Corte, destaque da seleção M20 de 2017.

Rodolfo Ambrosio, técnico do Brasil, manteve o time que derrotou o Chile no último sábado em Santiago, fazendo somente duas troca no XV inicial: Robert ganhou a camisa 14, com Lucas Muller indo para o banco. A confiança no elenco vitorioso é importante para o Brasil, dando sequência à boa forma da equipe.

No último ARC, os Tupis fizeram uma boa partida contra os uruguaios, perdendo no Uruguai por somente 23 x 12, em jogo que Albanell desperdiçou muitos chutes. O Brasil, naquela oportunidade, não fez nenhum try, mas foi perfeito nos penais com Moisés. Ambrosio terá quase a mesma linha daquele jogo, apenas com Laurent no lugar de Cruz e Zé no posto de Daniel Sancery, mas o pack de forwards será essencialmente diferente, com somente Gelado e Bruxinho tendo começado aquele duelo.

Depois, em maio, no Sul-Americano, também em solo uruguaio, os Teros venceram por 41 x 27, em uma partida completamente diferente, em jogo de 5 tries a 3 a favor dos uruguaios, porém com o Brasil produzindo muito com a bola em mãos e chegando até o segundo tempo com chances de virada. Os uruguaios tiveram tries em formações, com um penal try de scrum e um try nascido de maul, o que são pontos delicados para o Brasil contra os celestes. Contudo, o Brasil foi superior ao Uruguai na zona dos rucks, teve Josh pontuando com drop goal e com a bola sendo trabalhada de mãos com qualidade, num dos melhores jogos dos Tupis diante dos Teros.

Daquele grupo brasileiro, Daniel Sancery, Stefano, Tanque, Ige, Nick, Bengaló e Chabal serão as ausências. Com isso, o processo de renovação vem ocorrendo no elenco Tupi e um desempenho consistente contra os uruguaios provará que a equipe segue em transformação sem perder qualidade.

 

Melhores momentos de Uruguai e Brasil de 2017


versus copiar

20h10 – Brasil x Uruguai, em São Paulo (Pacaembu) –  Clique aqui para comprar ingressos

Árbitro: Federico Anselmi (Argentina) / Assistentes: Murilo Bragotto (Brasil) e Cauã Ricardo (Brasil) / TMO: Xavier Vouga (Brasil)

Histórico: 25 jogos, 22 vitórias do Uruguai e 3 vitórias do Brasil. Último jogo: Uruguai 41 x 27 Brasil, em 2017 (Sul-Americano);

Brasil: 15 Lucas “Zé” Tranquez, 14 Robert Tenorio, 13 Felipe Sancery, 12 Moisés Duque, 11 De Wet Van Niekerk, 10 Josh Reeves, 9 Laurent Bourda-Couhet, 8 André “Buda” Arruda, 7 Cléber “Gelado” Dias, 6 Arthur Bergo, 5 Lucas “Bruxinho” Piero, 4 Gabriel Paganini, 3 Jardel Vettorato, 2 Yan Rosetti (c), 1 Lucas Abud;

Suplentes: 16 Endy Willian, 17 Michel “Vanzinha” Olimpio, 18 Wilton “Nelson” Rebolo, 19 Michael “Ilha” de Moraes, 20 Matheus “Matias” Daniel, 21 Will Broderick, 22 Lucas Muller, 23 Ariel Rodrigues;

Uruguai: 15 Rodrigo Silva, 14 Joaquin Prada, 13 Juan Manuel Cat, 12 Agustín Della Corte, 11 Gastón Mieres, 10 Andrés De León, 9 Germán Albanell, 8 Alejandro Nieto, 7 Rodolfo Garese, 6 Juan Manuel Gaminara (c), 5 Diego Magno, 4 Ignacio Dotti, 3 Mario Sagario, 2 Germán Kessler, 1 Mateo Sanguinetti;

Suplentes: 16 Matías Benitez, 17 Carlos Pombo, 18 Juan Echevarría, 19 Diego Ayala, 20 Manuel Diana, 21 Gonzalo Soto Mera, 22 Tomás Inciarte, 23 Manuel Blengio;

EquipeApelidoPJVED4+-7PPPCSP
Estados UnidosEagles2455004019768129
ArgentinaArgentina XV2154014116969100
UruguaiTeros1453022016815711
CanadáCanucks115202301321293
BrasilTupis451030063159-96
ChileCóndores150050171218-147
- Vitória = 4 pontos;
- Empate = 2 pontos;
- Derrota = 0 pontos;
- Anotar 4 ou mais tries = 1 ponto extra;
- Perder por 7 pontos ou menos de diferença = 1 pontos extra;

 

Mesa Oval com Ige, debatendo os Tupis

 

Foto: Fotojump