Jogar em Montevidéu contra o Uruguai jamais é tarefa fácil. O Brasil abriu sua campanha no Sul-Americano de XV duelando com os uruguaios fora de casa e, como esperado, foi derrotado. No primeiro tempo, os Tupis mostraram grande evolução, chegaram brevemente a liderar o placar, graças aos pés de Grilo, mas foi ao intervalo em desvantagem de 18 x 9. Na segunda etapa, no entanto, o Uruguai dominou por completo e atropelou nos minutos finais, assegurando confortável vitória por 48 x 9.

Usando uma escalação mais forte do que no ano passado, de olho na Copa do Mundo (com 11 dos 23 atletas que venceram a Rússia), o Uruguai começou forte e arrancou um penal logo aos 3′, para Etcheverry abrir o placar. Jogando de calções azuis, o Brasil mostrou que o trabalho de Rodolfo Ambrosio com o pack vem evoluindo a equipe, que mostrou igualdade no jogo de contato, quesito no qual os Teros sempre foram superiores. O resultado foi penal aos 11′ para Grilo empatar para os Tupis, 3 x 3.

Aos 13′, os dois times foram reduzidos a 14 homens, com amarelos para Abud, do Brasil, e Palomeque, do Uruguai, por agressão mútua. O Uruguai cresceu e, aos 17′, após scrum roubado, os Teros cravaram o primeiro try da partida, com Blengio. A conversão acertou a trave, 8 x 3. O time brasileiro passou a propor um jogo mais curto e foi ganhando espaço, enquanto o Uruguai buscava passes mais longo. O troco veio após justamente interceptação de passe uruguaio, que resultou em penal para o Brasil, bem batido por Grilo.

O penal de Grilo deu ânimo novo ao Brasil, que cresceu na partida e mostrou uma grande qualidade no jogo de chutes táticos, com Grilo explorando muito bem o fundo uruguaio. Os Tupis arrancaram novo penal aos 26′ e Grilo garantiu a virada no placar, dando a frente ao Brasil, 9 x 8. Mas, a vantagem foi por pouco tempo. Etcheverry, aos 31′, arrematou novo penal para os Teros, que não largaram mais a frente. Antes do intervalo, a cobertura pela lado cego do scrum falhou e Silva fez para os uruguaios o segundo try. 18 x 9 no apito final, com a força brasileira nos rucks marcando o embate.

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O segundo tempo começou igualmente parelho e com os Tupis mostrando grande força no contato. No reinício, o Uruguai apostou no maul, mas o Brasil se defendeu bem. Os erros de mãos dos Teros se seguiram e foi somente aos 59′ que os donos da casa mexeram no marcador, com Blengio chutando penal com precisão. 21 x 9, que foram sentidos pelos Tupis. Aos 65′, Blengio voltou a ampliar com penal e, aos 69′, lindo try uruguaio, com Gibernau arrancando de sua metade do campo para garantir o try que acabou com as chances brasileiras no jogo.

A porta se abriu e, aos 73′, Alonso fez mais um try para os celestes, após lateral. Tinha ainda mais dos uruguaios e, aos 76′, Gibernau correu para o quinto try, pegando o Brasil já cansado. No minuto final, ainda houve tempo para o sexto try uruguaio, com Durán. Fim de jogo, 48 x 9, mas que não refletiram a realidade da partida, na qual os Tupis jogaram em pé de igualdade por 60 minutos.

No próximo sábado, dia 25, o Brasil enfrenta o Chile em Santiago, com cobertura in loco do Portal do Rugby.

 

48versus copiar09

Uruguai 48 x 9 Brasil, em Montevidéu

Árbitro: Jason Mola (Argentina) / Auxiliares: Victor Silvero (Paraguai) e Juan Silva (Paraguai)

 

Uruguai

Tries: Gibernau (2), Blengio, Silva, Alonso e Durán

Conversões: Etcheverry (1), Blengio (2)

Penais: Etcheverry (2), Blengio (2)

15 Rodrigo Silva, 14 Leandro Leivas, 13 Joaquín Prada, 12 Rodrigo Bocking, 11 Jerónimo Etcheverry, 10 Manuel Blengio, 9 Alejo Duran, 8 Matías Braun, 7 Diego Magno, 6 Fernando Bascou, 5 Ignacio Dotti, 4 Mathías Palomeque, 3 Juan Echeverria, 2 Carlos Arboleya, 1 Alejo Corral.

Suplentes: 16 Germán Kessler, 17 Oscár Duran 18 Mateo Sanguinetti, 19 Jorge Zerbino, 20 Santiago Vilaseca, 21 Agustín Alonso, 22 Federico Favaro, 23 Santiago Gilbernau.

 

Brasil

Penais: Grilo (3)

15 Lucas Tranquez “Zé” (SPAC), 14 Claudio Medeiros “Macaxeira” (URA), 13 Mateus Estrela (Niterói), 12 Martin Schaefer (SPAC), 11 Lucas Muller (Desterro), 10 Rafael Morales “Grilo” (São José), 9 Beukes Cremer (Pasteur), 8 Nick Smith (SPAC), 7 Matheus Daniel “Matias” (Jacareí),  6 João Luiz da Ros “Ige” (Desterro), 5 Felipe Tissot (Curitiba), 4 Lucas Piero “Bruxinho” (Desterro), 3 Jardel Vettorato (Brummers), 2 Nelson Oliveira (São José), 1 Lucas Abud (Jequitibá Campinas).

Suplentes: 16 David Prates (Pasteur), 17 Bruno Cardoso Carvalho “Manteigão” (San Diego), 18 Vitor Ancina “Vitão” (Curitiba), 19 Saulo Oliveira (São José), 20 Pedro Rosa (Band Saracens), 21 Laurent Bourda (Band Saracens), 22 Pedro di Pilla (Pasteur), 23 Eduardo Melotto “Duka” (Curitiba).

 

Foto: Sofia Balda/URU