Quinta-feira, dia 1º de dezembro, será dia de largada para a nova temporada da Série Mundial de Sevens Feminina 2016-17, que tem três grandes novidades. O palco é Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com o tradicional Dubai Sevens abrindo tanto a temporada masculina como a feminina e com promessa de casa cheia para seus 50 mil lugares disponíveis.

Todos os torneios do circuito terão transmissão online pelo www.worldrugby.org.

 

A primeira novidade é que pela primeira vez na história, o Brasil é uma das 11 seleções fixas do circuito, garantido em todas as seis etapas. “É sempre bom participar no circuito mundial, mas agora talvez possa ter um gostinho especial como time fixo. Queremos continuar nossa evolução como um grupo e também continuar competindo bem contra as melhores do mundo”, afirma a capitã brasileira, Luiza Campos.

 

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A segunda novidade é o aumento no número de torneios da temporada, de cinco para seis. Barueri e Atlanta, nos Estados Unidos, deixaram o circuito e não terão mais etapas da Série Mundial, mas Sydney, na Austrália e Kitakyushu, no Japão, farão suas estreias como sedes nesta temporada, ao passo que ainda resta ao World Rugby confirmar a sexta etapa, que na verdade deverá ser a terceira, com Las Vegas sendo especulada para receber o torneio feminino ao mesmo tempo que recebe o masculino.

 

E a terceira novidade está no formato de disputas. A partir de 2016-17, a partida final de cada torneio da Série Mundial não terá mais 2 tempos de 10 minutos. Agora, as finais em torneios oficiais de sevens terão os mesmos 2 tempos de 7 minutos que as demais partidas. Além disso, o World Rugby alterou a nomenclatura das taças em disputa nos torneios, não havendo mais as taças Cup, Plate e Bowl. A partir de 2016-17, haverá disputas de medalha de ouro, prata e bronze para os primeiros colocados, com o objetivo de trazer o sabor olímpico para o circuito. Haverá ainda disputas de 5º e 7º lugares, enquanto a disputa de 9º, para as equipes que não chegarem às quartas de final, passará a valer o Challenge Trophy, novo troféu instituído para o circuito. Por fim, segue a disputa de 11º lugar.

 

A Série Mundial Feminina ainda valerá vagas na Copa do Mundo de Sevens de 2018. As 4 melhores entre Austrália, Inglaterra, França, Rússia, Fiji, Brasil e Irlanda ganharão vaga no Mundial, já que Nova Zelândia, Canadá, Espanha e Estados Unidos já estão garantidos como os 4 melhores da edição passada da Copa do Mundo, em 2013.

 

Ainda não foi anunciado o sistema de promoção e rebaixamento da temporada 2016-17 para 2017-18.

 

O que esperar já para Dubai?

As grandes favoritas para a nova temporada da Série Mundial são, evidentemente, as medalhistas olímpicas Austrália e Nova Zelândia, com o Canadá correndo por fora. Isso no papel, mas na prática quem dará um melhor diagnóstico após a ressaca olímpica é Dubai, já que todas as seleções apostaram em renovação.

 

O Brasil terá pela frente um grupo favorável. As Tupis estão no Grupo C e irão encarar Canadá, Inglaterra e Espanha. Canadá e Inglaterra farão um duelo quente pelo primeiro lugar da chave, sendo que ambas disputaram o Bronze no Rio 2016, com vitória canadense, e duelaram também com o Brasil, vencendo os dois jogos. Sem Jen Kish, lesionada, o Canadá terá como capitã a artilheira Ghislaine Landry, ao passo que as inglesas estão mais renovadas, com apenas 5 atletas olímpicas no elenco.

 

Para as brasileiras, a grande adversária na luta por alcançar as quartas de final é a Espanha. As Leonas têm histórico amplo de vitórias sobre o Brasil, mas a diferença definitivamente caiu nos últimos tempos, com o Brasil quebrando seu jejum e vencendo a Espanha justamente na edição passada de Dubai. Depois disso, foram duas derrotas brasileiras por menos de um try de diferença na Série Mundial 2015-16. Com técnico novo, o neozelandês Reuben Samuel, como estímulo e a permanência de 7 jogadoras que estiveram nos Jogos Olímpicos (a experiente Baby, com a equipes desde sua origem em 2004, a capitã Luiza, Raquel, Haline, Izzy, Amandinha e a “pocket rocket” Edninha), o Brasil tem uma base sólida para projetar seu crescimento contínuo no circuito.

 

No Grupo A, as atenções recaem sobre a campeão mundial e olímpica Austrália, tida hoje como a equipe a ser batida e munida da de 7 das medalhistas no Rio 2016, incluindo a melhor do mundo Charlotte Caslick. Correndo atrás das aussies estão os Estados Unidos, de temporada apagada, e a Rússia, que decepcionou ficando de fora do Rio 2016. A África do Sul, que não joga um torneio desse nível desde 2015, completa a chave como convidada, buscando se reconstruir após ter sua vaga no Rio 2016 rejeitada por seu próprio comitê olímpico.

 

Por fim, no Grupo B, a Nova Zelândia começa vida nova após a decepcionante temporada passada, que teve as Black Ferns ficando com a prata no Rio e sem nenhum título de etapa no circuito. As neozelandesas têm técnico novo, Allan Bunting, e seguem com um elenco estrelado, mesclando atletas de renome como Sarah Goss e Portia Woodman, com novatas, mas tendo a pressão de não vencerem nenhum torneio desde abril de 2015.

 

A França, com 7 atletas olímpicas, é a principal concorrente da Nova Zelândia, enquanto Fiji aparece como outra grande candidata, evoluindo a cada dia. A Irlanda, agora seleção fixa, tem a missão de passar a desempenhar no sevens o sucesso que tem no XV. Olho na evolução das verdes.

 

Calendário 2016-17

1ª etapa: 01 e 02 de dezembro de 2016 – Dubai (Emirados Árabes)

2ª etapa: 03 e 04 de fevereiro de 2017 – Sydney (Austrália)

3ª etapa: a confirmar (provavelmente em Las Vegas, Estados Unidos, em março)

4ª etapa: 22 e 23 de abril – Kitakyushu (Japão)

5ª etapa: 27 e 28 de maio – Langford/Victoria (Canadá)

6ª etapa: 24 de 25 de junho – Clermont-Ferrand (França)

 

Sistema de pontuação:

– Medalhista de Ouro: 20 pontos / – Medalhista de Prata: 18 pontos / – Medalhista de Bronze: 16 pontos / – 4º lugar: 14 pontos / – 5º lugar: 12 pontos / – 6º lugar: 10 pontos / – 7º lugar: 8 pontos / – 8º lugar: 6 pontos / – Campeão da Challenge Trophy: 4 pontos / – 10º lugar: 3 pontos / – 11º lugar: 2 pontos / – 12º lugar: 1 pontos;

 

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Dubai Sevens – 1ª etapa da Série Mundial de Sevens Feminina 2016-17 – em Dubai, Emirados Árabes Unidos

Grupo A: Austrália, Estados Unidos, Rússia e África do Sul

Grupo B: Nova Zelândia, França, Fiji e Irlanda

Grupo C: Canadá, Inglaterra, Espanha e Brasil

Clique aqui para conferir a lista oficial de atletas do torneio.

 

Quinta-feira, dia 1º de dezembro

Das 06h00 às 14h10

Inglaterra x Espanha

Canadá x Brasil – às 06h22 (histórico no circuito: 6 jogos, 5 vitórias do Canadá e 1 empate)

França x Fiji

Nova Zelândia x Irlanda

Estados Unidos x Rússia

Austrália x África do Sul

 

Inglaterra x Brasil – às 08h56 (histórico no circuito: 7 jogos e 7 vitórias da Inglaterra)

Canadá x Espanha

França x Irlanda

Nova Zelândia x Fiji

Estados Unidos x África do Sul

Austrália x Rússia

 

Espanha x Brasil – às 11h53 (histórico no circuito: 9 jogos, 8 vitórias da Espanha e 1 vitória do Brasil)

Canadá x Inglaterra

Fiji x Irlanda

Nova Zelândia x França

Rússia x África do Sul

Austrália x Estados Unidos

 

Sexta-feira, dia 2 de dezembro

Das 03h00 às 11h30

Finais

 

*Horários de Brasília

 

Foto: Barueri Sevens 2016 – Fotojump

1 COMENTÁRIO

  1. Novamente a etapa não será fácil para a nossa Seleção. Entretanto espero que a defesa seja
    mais eficiente que era de costume. Se estudar o vídeo da primeira partida contra o Japão na
    Olimpíada é nítido que foi um tackle não realizada por nossa linha que deu a iniciativa à equipe
    Japonesa furar a nossa linha de defesa. Ao chegar perto da nossa linha de gol a infeliz cartão
    amarela facilitando para as adversárias fizerem try culminando no Brasil não se classificando
    para as quartas porque o nosso saldo de pontos foi um pouco pior que a da Espanha. Espanha
    dai terminou os jogos no 7º lugar.