Brasil pronto para encarar o Uruguai!

ARTIGO ATUALIZADO – Vai começar o Campeonato Sul-Americano de 2016! Nesse sábado, Brasil, Uruguai, Chile e Paraguai entrarão em campo pela 38ª edição do Campeonato Sul-Americano, que segue o mesmo formato das últimas duas temporadas, com brasileiros, uruguaios, chilenos e paraguaios se enfrentando em turno único valendo o título da competição. Desde 2013, a Argentina não faz parte do torneio, disputando somente a Copa Sudamérica Rugby, que reúne os argentinos e os dois primeiros colocados do Sul-Americano do ano anterior. Com isso, o Sul-Americano de 2016 tem como prêmio a seus dois primeiros colocados as vagas para enfrentar a Argentina em 2017.

 

Os jogos em casa do Brasil já tiveram transmissão assegurada pela Rede TV, ao vivo.

 

Tupis no Palestra e na TV aberta

A largada dos Tupis no Sul-Americano será contra o Uruguai, campeão de 2014 e vice campeão do ano passado. Pela primeira vez na história, o Brasil irá jogar no Allianz Parque, o estádio do Palmeiras, em São Paulo, com ingressos sendo vendidos a R$20,00 (10,00 para a meia entrada), em partida que também marca a volta do rugby à TV depois de cerca de 30 anos, com a Rede TV exibindo ao vivo a partida.

 

Muitas novidades, mas contra um adversário que não é nada novo. Brasil e Uruguai já se enfrentaram neste ano, em fevereiro, pelo Americas Rugby Championship, a Arena Barueri, em jogo emocionante encerrado em vitória uruguaia por 33 x 29. O Brasil flertou com a vitória histórica em Barueri, que seria a primeira sobre os Teros desde 1964.

 

Rodolfo Ambrosio anunciou o XV brasileiro que buscará a tão aguardada quebra de tabu. O Brasil não contará com Monstro e Harvey, que não foram trazidos do exterior para a partida. No total, 8 dos 15 titulares da partida anterior contra o Uruguai são os mesmos, além de 3 reservas, que também atuaram contra os Teros naquela oportunidade. Já com relação ao time que jogou a última partida do Americas Rugby Championship, contra a Argentina, 10 titulares foram mantidos, além de 7 reservas que estiveram naquele jogo, totalizando 17 dos 23 nomes. Mas, é com o time que derrotou os Estados Unidos em fevereiro, em Barueri, que o XV brasileiro do Sul-Americano mais se parece, com um total 11 titulares sendo mantidos. O que prova a continuidade e coerência no trabalho de Ambrosio.

 

Daniel Sancery, que vem se provando uma das grandes armas brasileiras, manteve a camisa 15 e terá Laurent como ponta ao lado de Stefano, Felipe Sancery completa o fundo do campo com a 13, repetindo o quarteto que derrotou da vitória histórica em Barueri. A camisa 12 terá uma grande novidade: Phil, do Desterro, que debutará no time principal do Brasil, suprindo a ausência de Harvey. Um teste e tanto. Já as camisas 9 e 10 têm donos, e são os mesmos que também fizeram dupla na vitória contra os EUA: os irmãos Duque.

 

A terceira linha terá mais uma vez Nick e Ige dando a experiência e solidez que o Brasil precisará e muito no embate físico do breakdown contra os Teros. E, ao lado dos dois veteranos estará o jovem Gelado, que provou ao longo do Americas Rugby Championship sua qualidade e força. A segunda linha terá, como sempre, Bruxinho, ao lado de Diegão, que ganha sua vaga com a ausência de Monstro. A primeira linha foi mais mudada, tendo apenas o hooker Yan entre os jogadores que começaram a última partida. Caique terá mais uma chance de causar impacto, agora ao lado de Chabal, que parece voltar para ficar. A potência física da primeira linha brasileira é inegável e será crucial diante de um time tão bom nas formações como o Uruguai.

 

O banco terá ainda uma novidade: Big, do Jacareí, foi pela primeira vez relacionado. Buda e Wacko dão opção para a terceira linha, enquanto Abud e Carnaval poderão ingressar na primeira linha. Beukes é a alternativa criativa para o Brasil, tendo Robert e Coghetto como as opções para o fundo.

 

O Uruguai ainda não revelou seu XV, mas o grupo do técnico Esteban Meneses é forte, sendo que dos 23 uruguaios convocados, 12 enfrentaram o Brasil em fevereiro no Americas Rugby Championship. Desfalques, novamente, serão os atletas que atuam no exterior, além de alguns nomes importantes, como o segunda linha Lamanna, que fez 2 tries contra os Tupis em Barueri, e o jovem scrum-half Arata, que deu muito trabalho naquela partida e fez seu try também. Gonzalo Campomar retona ao time após quatro anos de ausência, enquanto Joaquin Prada, que jogou a Copa do Mundo, também volta depois de ter passado os meses seguintes ao Mundial focado em seu trabalho como médico. Germán Kessler, Carlos Arboleya, Diego Magno, Juan Diego Ormaechea e Alejandro Nieto são nomes perigosos no pack uruguaio, enquanto a linha de Facundo Klappenbach, Federico Favaro e Santiago Martinez já é bem conhecida pelos brasileiros. O ponto frágil uruguaio poderá estar na dupla de 9 e 10, que estará longe de ser a melhor que os Teros podem ter, já que não contarão com nenhum dos atletas que jogou o Mundial.

 

No jogo passado entre brasileiros e uruguaios, apesar do placar apertado, o Uruguai poderia ter saído com uma vitória mais ampla, uma vez que os Teros cruzaram o in-goal amarelo 5 vezes, contra apenas 2 tries brasileiros. Os erros seguidos nas conversões, em dia péssimo dos chutadores uruguaios (não apenas nos chutes ao H, mas também no jogo aberto) abriram as possibilidades para o Brasil sonhar com a vitória.

 

Relembrando as estatísticas do último encontro, o Brasil mostrou um jogo de mãos excelente e arrancou mais turnovers que os Teros e levando o oponente a muitos erros de manuseio, enquanto o scrum verde e amarelo sofreu, com os Teros conquistado um de seus tries a partir de um scrum favorável nas 5, arrancando um penal try. Logo após o penal try, os uruguaios cresceram com o Brasil não sabendo lidar com a desvantagem numérica após amarelo. A defesa brasileira ruiu e a virada uruguaia acabou acontecendo. O Uruguai teve grande vantagem em posse de bola e, levando isso em consideração, qualquer chance de vitória brasileira no Palestra Itália exigirá mais disciplina e maior controle de bola da parte brasileira. Caso o Brasil seja colocado mais uma vez para se defender durante a maior parte do tempo poderá não contar mais com os erros uruguaios a seu favor. Nunca o Brasil esteve tão próximo de vencer o Uruguai nas últimas décadas, mas muitos pontos a evoluir a equipe tem, pois o placar de Barueri pode iludir sobre outros aspectos daquele confronto.

 

Chile vai em busca do bi

Após um Americas Rugby Championship sofrido, encerrado com a lanterna na classificação, o Chile coloca seus esforços na luta para defender seu título do Sul-Americano, conquistado no ano passado com grande vitória sobre o Uruguai. A estreia do time do técnico Elías Santillán será contra o Paraguai, que fará seu primeiro jogo oficial em 2016, deixado de lado na organização do campeonato pan-americano. O Chile não contará com seus atletas que atuam no exterior, mas o restante do elenco manteve a base da equipe que jogou o Americas Rugby Championship. O Chile teve resultados oscilantes, sofrendo pesadas derrotas contra os oponentes mas badalados, mas vencendo o Brasil e perdendo por apenas 3 pontos para o Uruguai.

 

O adversário é muito perigoso, pois os Yakarés, do técnico argentino Eduardo Acosta, fizeram preparação intensa, treinando com os argentinos (recebendo inclusive a visita do técnico dos Pumas, Daniel Hourcade). A vontade paraguaia de derrotar os demais sul-americanos só aumentou após ficar de fora do Americas Rugby Championship e o elenco é o melhor possível, com a convocação de atletas com experiência no exterior, como Carlos Plate, Diego Argaña, Miguel Jara, Eymard Brizuela, Omar Rojas e Leonardo Glitz.

 

Campeonato Sul-Americano

1ª rodada – Dia 23 de abril

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16h00 – Chile x Paraguai, em Santiago

Árbitro: Damian Schneider (Argentina)

 

Chile: 15 Pablo Casas, 14 Pedro Verschae, 13 Matías Nordenflycht, 12 Germán Herrera, 11 Matías Contreras, 10 Rodrigo Fernández, 9 Juan Pablo Perrotta, 8 Benjamín Soto, 7 Javier Richard, 6 Cristóbal Niedmann, 5 Raimundo Piwonka, 4 Ignacio Álvarez, 3 José Tomás Munita, 2 Manuel Gurruchaga, 1 Claudio Zamorano.

Suplentes: 16 Sebastián Parra, 17 Nicolás Venegas, 18 Hernán Amigo, 19 Francisco Hurtado, 20 Gustavo Carrasco, 21 Beltrán Vergara, 22 Francisco Gonzalez, 23 Jan Hasenlechner.

 

Paraguai: a definir

 

Histórico: 25 jogos, 24 vitórias do Chile e 1 vitória do Paraguai. Último jogo: Paraguai 25 x 35 Chile, em 2015 (Sul-Americano);

 

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16h15 – Brasil x Uruguai, em São Paulo – Rede TV AO VIVO

Árbitro: Juan Silvestre (Argentina) / Assistentes: José Covassi (Argentina) e Victor Silvero (Paraguai)

 

Brasil: 15 Daniel Sancery, 14 Laurent Bourda-Couhet, 13 Felipe Sancery, 12 Phil Ramos, 11 Stefano Giantorno, 10 Moisés Duque, 9 Lucas Duque, 8 Nick Smith, 7 Cléber Dias “Gelado”, 6 João Luiz da Ros “Ige” (c), 5 Diego Lopez, 4 Lucas Piero “Bruxinho”, 3 Caique Silva, 2 Yan Rosetti, 1 Lucas Abud.

Suplentes: 16 Rafael Carnivalle “Carnaval”, 17 Jonatas Paulo “Chabal”, 18 Luan Almeida “Big”, 19 André Arruda “Buda”, 20 Mark Jackson “Wacko”, 21 Beukes Cremer, 22 Robert Tenório, 23 Guilherme Coghetto.

 

Uruguai: 15 Federico Favaro, 14 Mauro Daverio, 13 Joaquin Prada, 12 Facundo Klappenbach, 11 Nicolás Freitas, 10 Martín Seco, 9 Guillermo Lijtenstein, 8 Alejandro Nieto (c), 7 Gonzalo Campomar, 6 Juan Diego Ormaechea, 5 Diego Magno, 4 Ignacio Dotti, 3 Carlos Arboleya, 2 Germán Kessler, 1 Mateo Sanguinetti.

Suplentes: 16 Rafael Mones, 17 Diego Arbelo, 18 Ignacio Seco, 19 Matías Palomeque, 20 Joaquín Dell Acqua, 21 Gastón Nicolás, 22 Mateo Tortorella, 23 Santiago Martinez.

 

Histórico: 23 jogos, 20 vitórias do Uruguai e 3 vitórias do Brasil. Último jogo: Brasil 29 x 33 Uruguai, em 2016 (Americas Rugby Championship)

 

Valor do ingresso: R$ 20 (meia-entrada: R$ 10) / Gratuito para crianças de até 12 anos e maiores de 60 anos

Garanta o ingresso pelos sites: https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=48685#!/tickets http://entretix.com.br/

Pontos de venda:

Teatro Tuca (a partir de 19/4)
Endereço: Rua: Monte Alegre, 1024 – CEP: 05014-001 – Perdizes – São Paulo – SP

Bilheteria do Allianz Parque (no dia do jogo)

2ª rodada – Dia 30 de abril

Paraguai x Uruguai, em Assunção

Brasil x Chile, em São Paulo

 

3ª rodada – Dia 07 de maio

Uruguai x Chile, em Montevidéu

Paraguai x Brasil, em Assunção

 

Sudamérica Rugby Cup

Dia 28 de maio

Uruguai x Argentina, em Colônia

 

Dia 04 de junho

Chile x Argentina, sede a confirmar

 

Ano Sede Campeão Vice campeão 3º lugar 4º lugar 5º lugar
1951 Buenos Aires (Argentina) Argentina Uruguai Chile Brasil
1958 Santiago e Viña del Mar (Chile) Argentina Chile Uruguai Peru
1961 Montevidéu (Uruguai) Argentina Chile Uruguai Brasil
1964 São Paulo (Brasil) Argentina Brasil Uruguai Chile
1967 Buenos Aires (Argentina) Argentina Chile Uruguai
1969 Santiago (Chile) Argentina Chile Uruguai
1971 Montevidéu (Uruguai) Argentina Chile Uruguai Brasil Paraguai
1973 São Paulo (Brasil) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
1975 Assunção (Paraguai) Argentina Chile Uruguai Brasil Paraguai
1977 Tucumán (Argentina) Argentina Uruguai Chile Paraguai Brasil
1979 Santiago e Viña del Mar (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
1981* Montevidéu (Uruguai) Uruguai Chile Paraguai Brasil
1983 Buenos Aires (Argentina) Argentina Uruguai Chile Paraguai
1985 Assunção (Paraguai) Argentina Uruguai Chile Paraguai
1987 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Paraguai
1989 Montevidéu (Uruguai) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
1991 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai Brasil
1993 Todos os países Argentina Uruguai Paraguai Chile Brasil
1995 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai
1997 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai
1998 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai
2000 Montevidéu (Uruguai) Argentina Uruguai Chile
2001 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai
2002 Mendoza (Argentina) e Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Paraguai
2003 Montevidéu (Uruguai) Argentina Uruguai Chile Paraguai
2004 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Venezuela
2005 Buenos Aires (Argentina) Argentina Uruguai Chile
2006 Todos os países Argentina Uruguai Chile
2007 Todos os países Argentina Uruguai Chile
2008 Todos os países Argentina Uruguai Chile
2009 Montevidéu (Uruguai) e Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
2010 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
2011 Puerto Iguazu (Argentina) Argentina Chile Uruguai Brasil Paraguai
2012 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil
2013 Montevidéu (Uruguai) e Temuco (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil
2014 Todos os países Uruguai Paraguai Brasil Chile
2015 Todos os países Chile Uruguai Paraguai Brasil
2016 Todos os países Uruguai Chile Brasil Paraguai
2017 Todos os países
Ranking Títulos Vices 3ºs lugares 4ºs lugares 5ºs lugares
Argentina 34 0 0 0 0
Uruguai 3 27 8 0 0
Chile 1 10 25 2 0
Paraguai 0 2 3 12 8
Brasil 0 1 2 14 3
Venezuela 0 0 0 1 0
Peru 0 0 0 1 0
Copa Sul-Americana**
2014 Montevidéu, Paysandu (Uruguai) e Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile
2015 Montevidéu (Uruguai) e Assunção (Paraguai) Argentina Uruguai Paraguai
2016 Colonia de Sacramento (Uruguai) e Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile
Ranking Títulos Vices 3ºs lugares
Argentina 3 0 0
Uruguai 0 3 0
Chile 0 0 2
Paraguai 0 0 1
Sul-Americano “B”
Ano Sede Campeão Vice campeão 3º lugar 4º lugar 5º lugar
2000 São Paulo (Brasil) Brasil Venezuela Peru
2001 Todos os países Brasil Venezuela Peru Colômbia
2002 Lima (Peru) Brasil Peru Venezuela Colômbia
2003 Bogotá (Colômbia) Venezuela Brasil Colômbia Peru
2004 São Paulo (Brasil) Paraguai Brasil Peru Colômbia
2005 Assunção (Paraguai) Paraguai Brasil Peru Colômbia Venezuela
2006 Caracas (Venezuela) Brasil Colômbia Venezuela Peru Costa Rica
2007 Lima (Peru) Brasil Peru Colômbia Venezuela
2008 Luque (Paraguai) Brasil Paraguai Venezuela Colômbia Peru
2009 San José (Costa Rica) Colômbia Venezuela Peru Costa Rica
2010 Medellín (Colômbia) Peru Venezuela Colômbia Costa Rica
2011 Lima (Peru) Venezuela Peru Colômbia Costa Rica
2012 Valencia (Venezuela) Paraguai Colômbia Venezuela Peru
2013 Luque (Paraguai) Paraguai Colômbia Peru Venezuela
2014 Apartadó (Colômbia) Colômbia Venezuela Peru Equador
2015 Lima (Peru) Colômbia Peru Venezuela Equador
2016 Lima (Peru) Colômbia Venezuela Peru Equador
2017 a definir
Sul-Americano “C”
Ano Sede Campeão Vice campeão 3º lugar 4º lugar
2012 Cidade da Guatemala (Guatemala) Costa Rica Guatemala Equador El Salvador
2013 San José (Costa Rica) Equador Costa Rica Guatemala El Salvador
2014 Balboa (Panamá) El Salvador Guatemala Costa Rica Panamá
2015 San Salvador (El Salvador) Guatemala Costa Rica El Salvador Panamá
2016 Cidade da Guatemala (Guatemala) Guatemala Costa Rica Panamá El Salvador
2017 a definir

* Argentina não participou em 1981;

**A partir de 2014, a Argentina não participa do Campeonato Sul-Americano de Rugby. Mas, os dois primeiros colocados da competição enfrentam no ano seguinte a Argentina na Copa Sul-Americana (Copa CONSUR em 2014 e 2015, Copa Sudamérica Rugby a partir de 2016), que passou a ser o título máximo do continente.

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