Um olhar sobre a história do Circuito Mundial em Barueri

ARTIGO COM VÍDEOS – Nesse sábado e domingo, 12 das melhores seleções femininas do planeta entrarão em campo pelo Super Desafio BRA de Rugby Sevens, ou São Paulo Sevens, na Arena Barueri, a segunda etapa da temporada 2015-16 da Série Mundial de Sevens Feminina.

 

Hoje, em nota da CBRu, o evento já foi exaltado. “Com os Jogos Olímpicos cada dia mais próximos, nós, da World Rugby, ficamos muito honrados em trazer a Série Mundial para São Paulo. Esta é uma grande oportunidade para o rugby feminino, pois o esporte está se tornando cada vez mais forte. Estamos muito ansiosos para o retorno da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto. O evento será uma chance maravilhosa de mostrar ao mundo o esporte e, também, para que possamos apresentá-lo a novos territórios”, comenta Bernard Lapasset, Chairman da entidade.

 

“Estamos no ano olímpico e construindo um grande legado para o esporte no país. Temos o compromisso em oferecer um evento excepcional do Circuito Mundial de Sevens Feminino, apresentando as melhores atletas da modalidade ao mundo”, declara Sami Arap Sobrinho, presidente da Confederação Brasileira de Rugby.

 

“Estamos muito focados em nossos objetivos. O planejamento a longo prazo reflete nossas ambições, e a participação em torneios, como a Série Mundial, é fundamental para o desenvolvimento das atletas e o aumento de experiência com jogos diante de potências mundiais do esporte”, analisa Chris Neill, técnico do Brasil.

 

Desde 2014

Esta será a terceira vez que a Arena Barueri e o Brasil recebem uma etapa do circuito. A história começou em 2014, quando nos dias 21 e 22 de fevereiro pela primeira vez tivemos a oportunidade de acompanhar um evento de nível mundial no Brasil, em qualquer modalidade de rugby.

 

Naquela oportunidade, o Brasil festejou uma vitória sobre a Irlanda, 30 x 0, repetindo a vitória inédita ocorrida no torneio anterior, no mesmo mês, em Atlanta.

 

Na primeira fase, a Nova Zelândia passou como um foguete por Inglaterra, Estados Unidos e Irlanda na primeira fase, enquanto a Austrália ganhou seu grupo passando por Rússia, Japão e Argentina, que teve sua única participação no torneio brasileiro naquele ano. Já o Brasil acabou sendo derrotado por Espanha (21 x 5, com Zazá fazendo o try das Tupis), Canadá (40 x 7, com try de honra de Edna) e Holanda (20 x 14, com Edna fazendo dois tries e dando trabalho às laranjas) na fase de grupos. No segundo dia, no entanto, veio o triunfo por 30 x 0 sobre as irlandesas nas semifinais de Bronze, com tries de Paulinha (2), Julia, Edna, Mari e Raquel. Mas, na final Bronze, a vitória foi dos Estados Unidos sobre o Brasil, 21 x 0.

 

O espetáculo ficou por conta da Austrália, de Cherry, Caslick & cia,  que fez 27 x 0 no Japão nas quartas de final, 31 x 0 na Inglaterra nas semifinais e derrotaram a Nova Zelândia – que viria a ser campeã mundial – por 24 x 12 na grande final.

 

Em 2015, o torneio ganhou corpo e deu um passo adiante em termos de organização, com direito a food trucks – que voltarão a estar presentes em 2016 – e a show ao vivo de Sebá Arietti, ex jogador da seleção. E a seleção brasileira igualmente mostrou evolução, fazendo um primeiro dia de gala, no qual, pela primeira vez em sua história na Série Mundial de Sevens, encerrou a fase de grupos com duas vitórias e em segundo lugar.

 

O Brasil começou com uma esperada derrota por 40 x 0 para as campeãs australianas, mas fez festa o segundo jogo contra Fiji, 26 x 14, com tries de Luiza, Karina, Paulinha e Amanda. Depois, o Brasil voltou a encantar batendo a China por 24 x 14, com Paulinha cruzando duas vezes o in-goal e Julia e Haline deixando os seus tries também.

 

Nos demais grupos, a Nova Zelândia, da majestosa Portia Woodman, terminando em primeiro lugar na frente de França, Estados Unidos e Espanha, enquanto o Canadá dominou sua chave, terminando em vantagem sobre Rússia, Inglaterra e África do Sul.

 

Nas quartas de final, o Brasil acabou não aguentando o ritmo da França e perdeu por 31 x 0, sendo ainda superado por 19 x 0 pelos Estados Unidos na Semifinal de Prata e pela Rússia, 12 x 5 (try brasileiro de Juka), na decisão do 7º lugar, alcançando o 8º lugar, sua melhor colocação em Barueri e sua melhor classificação em qualquer torneio do circuito – repetido algumas outras vezes.

 

Na grande final do torneio, Nova Zelândia produziram um grande espetáculo, uma das melhores finais da temporada, e as Black Ferns deram o troco nas Wallaroos, conquistando o título com vitória por 17 x 10, com Woodman fazendo 2 tries, incluindo o da vitória no finzinho. A torcida presente em Barueri foi brindada com uma inesquecível haka e com uma épica selfie das campeãs junto do público. Um fim de semana perfeito.

 

E você? Não vai perder o torneio de 2016, não é? A prévia dos Jogos Olímpicos merece casa cheia e recorde de público.

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