Foto: Marcello Zambrana/Fotojump

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Nesta segunda-feira, o World Rugby confirmou a distribuição de vagas para a Copa do Mundo de 2023, com 2 vagas diretas sendo destinadas às Américas. Entretanto, o anúncio oficial sofreu uma edição ao longo do dia. Primeiramente, foi revelado que as duas vagas seriam definidas por meio do Americas Rugby Championship, a competição anual com Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Chile e Brasil. Depois, no entanto, a informação foi omitida, deixando expresso apenas que as Américas terão 2 vagas diretas e 1 na Repescagem Mundial.

O motivo da mudança na informação é a falta de acordo da Sudamérica Rugby (a confederação sul-americana) com a Rugby Americas North (a confederação norte-americana). A entidade da América do Sul quer uma vaga garantida para países sul-americanos e, com isso, não quer que as vagas sejam decididas pelo torneio unificado das Américas (o Americas Rugby Championship).

Esta, na verdade, seria a primeira vez que o Americas Rugby Championship valeria como parte das Eliminatórias. Para a Copa do Mundo de 2019, a primeira vaga das Américas foi destinada ao vencedor do confronto entre Estados Unidos e Canadá, ao passo que a segunda vaga das Américas foi disputada em confronto entre o melhor sul-americano e o perdedor do duelo entre canadenses e estaduninenses. Na oportunidade, os Estados Unidos se classificaram com a primeira vaga e o Uruguai venceu o Canadá para ficar com a segunda vaga, condenando os canadenses à disputa da Repescagem Mundial.

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Em matéria do site uruguaio El Observador, a Sudamérica Rugby defende que uma vaga seja do Norte e uma do Sul, enquanto a vaga na Repescagem seria definida pelos vices de cada lado. Isto é, o Brasil disputaria uma vaga contra Uruguai, Chile e o vencedor de um Sul-Americano B (entre Colômbia, Paraguai, Peru, etc). Uma decisão deverá ser tomada em breve pelo World Rugby sobre qual formato será adotado.

Segunda a reportagem, o desacordo entre norte-americanos e sul-americanos nasceu de Canadá e Rugby Americas North terem votado pelo inglês Bill Beaumont e contra o argentino Agustín Pichot na eleição para a presidência do World Rugby neste ano, o que levou a atritos com o lado sul-americano.

 

Para o presidente da Sudamérica Rugby, Sebastián Piñeyrua, a situação vem com que o projeto de um rugby das Américas unido e articulado perca força e o dirigente inclusive colocou em xeque o futuro do Americas Rugby Championship, que poderia até ser descontinuado ou entendido como um torneio de desenvolvimento, deixando claro que o torneio deixou de ser prioridade para a entidade que comanda.

Com isso, a Sudamérica Rugby cogita voltar a realizar o Campeonato Sul-Americano, competição que havia sido tirada do calendário em 2020, antes da pandemia.