South China Tigers é formado por atletas da seleção de Hong Kong. Foto; HKRU

Nesse sábado, dia 14, será dado o pontapé inicial para outra nova liga profissional. Depois da América do Sul inaugurar a Superliga Americana de Rugby (SLAR), agora é a vez da Ásia e Oceania iniciarem as disputas da Global Rapid Rugby (GRR).

A GRR nasceu no ano passado com uma série oficial de amistosos e foi transformada propriamente numa liga para 2020. O campeonato nasceu por iniciativa do bilionário australiano “Twiggy” Forrest após sua equipe, o Western Force, de Perth (extremo oeste da Austrália), ter sido excluído em 2018 do Super Rugby. O Force, que segue disputando o NRC (o Campeonato Australiano) no segundo semestre, buscou uma alternativa para o primeiro semestre, para substituir o Super Rugby em seu calendário, e juntou países da região para suprir a carência deles por rugby profissional.

A GRR está sendo lançada em 2020 com 6 times:

  • China Lions (China/Nova Zelândia)
  • Fijian Latui (Fiji)
  • Manuma Samoa (Samoa)
  • Malaysia Valke (Malásia/África do Sul)
  • South China Tigers (Hong Kong)
  • Western Force (Austrália)

Após 10 rodadas (turno e returno), os 2 primeiros colocados farão a grande final em Perth (Austrália) no dia 6 de junho.

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As equipes

  • O Western Force é o grande favorito ao título da GRR, depois de ter sido campeão do NRC (o Campeonato Australiano) em 2019. O time de Perth conta com o segunda linha ex All Black Jeremy Thrush (melhor jogador juvenil do mundo em 2004). Além dele, o elenco tem 2 atletas que jogaram a Copa do Mundo de 2019 por Samoa: o centro Henry Taefu e o abertura AJ Alatimu.
  • O principal concorrente do Force promete ser o China Lions, a primeira equipe profissional da história da China. Ou quase isso. A equipe é 100% de atletas neozelandeses. Trata-se do Bay of Plenty, equipe que disputa o Campeonato Neozelandês (Mitre 10 Cup) e que fechou parceria com a federação chinesa. O Lions deveria atuar em solo chinês, mas o coronavírus obrigou a equipe a mandar todas as suas partidas na Nova Zelândia. Ou seja, de “China” há apenas o nome;
  • Correndo por fora está outro time em situação semelhante: o Malaysia Valke. Trata-se da primeira equipe profissional da Malásia que, na verdade, é o Valke (o Falcons), que disputa a segunda divisão da Currie Cup sul-africana. Todos os atletas são sul-africanos, com apenas 3 malaios no time;
  • Forte ainda promete ser o Fijian Latui, que é, na prática, a seleção fijiana de atletas que atuam no próprio país. O Latui é o mesmo time que o Fijian Drua, a equipe fijiana que joga o NRC (semifinalista em 2019). A diferença está apenas na marca, com a federação fijiana criando nomes diferentes para a mesma equipe, de acordo com a competição;
  • Por sua vez, o Manuma Samoa é a seleção samoana de atletas que jogam no próprio país, sendo a primeira equipe profissional da história do país. O time conta com um atleta da Copa do Mundo de 2019, o scrum-half Matavao;
  • Por fim, o South China Tigers é a seleção de Hong Kong (21ª colocada do Ranking Mundial), agora profissional. Hong Kong é uma cidade cosmopolita, que foi colônia britânica até 1997, o que levou sua seleção a contar com uma maioria de atletas ocidentais;

 

Regras sendo testadas

Além de lançar uma nova liga, o Force promoveu a introdução de novas regras para o GRR, que tem a proposta de ter jogos mais rápidos, com mais pontos e mais tempo de bola em jogo. Os testes foram aprovados pelo World Rugby e a liga terá as seguintes particularidades:

  • Jogos de 70 minutos, com 2 tempos de 35 minutos;
  • Limite de 1 minuto para formação do scrum e de 45 segundos para o alinhamento lateral;
  • Chutes de trás da linha de 22 metros de defesa para a lateral não valem arremesso lateral para o time chutador;
  • Power Try de 9 pontos: um try marcado em jogada iniciada desde as 22 de defesa valerá 9 pontos e não precisará de chute de conversão;

 

1ª rodada

Dia 14/03 – Manuma Samoa x South China Tigers, em Apia (Samoa)

Dia 14/03 – Fijian Latui x China Tigers, em Suva (Fiji)

Dia 14/03 – Western Force x Malaysia Valke, em Perth (Austrália)