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ARTIGO ATUALIZADO – Pontapé inicial para o Rugby Championship, a mais importante competição do Hemisfério Sul! Nesse sábado, All Blacks, Wallabies, Springboks e Pumas entrarão em campo, com os jogos sendo exibidos pelos canais ESPN para o Brasil.

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Pronto para as prévias da rodada de abertura? Tem o clássico da Oceania entre Austrália e Nova Zelândia, em solo australiano, abrindo o dia e o duelo transatlântico entre África do Sul e Argentina, em solo sul-africano, na sequência.

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Tudo começa com a Bledisloe Cup

Ninguém no Hemisfério Sul duelou tantas vezes como os vizinhos transtasmânicos Austrália e Nova Zelândia, que jogam anualmente pela Bledisloe Cup – a taça dada ao vencedor da melhor de 3 partidas entre os dois gigantes do mundo oval. Os dois jogos entre Wallabies e All Blacks pelo The Rugby Championship e mais um terceiro confronto em outubro (na Austrália, seguindo a política de rotação) valerão juntos a Bledisloe Cup 2017 e a pressão toda está sobre os australianos, que não erguem o troféu desde o longínquo ano de 2002 e poucos analistas apostam que a Austrália recuperará o troféu neste ano que completam-se 15 anos de jejum.

A Austrália vive a maior crise da história de seu rugby e venceu a Nova Zelândia pela última vez em 2015, quando viveu o auge de sua geração. Os problemas se acumularam ao longo de 2016 e chegaram ao limite em 2017, com uma campanha terrível as franquias do país no Super Rugby, com um inacreditável desempenho que teve 26 partidas entre australianos e neozelandeses e 26 vitórias neozelandesas. Já a Nova Zelândia é o time a ser batido. Os All Blacks não perdem um único jogo do Rugby Championship desde 2015 e estão em forma exuberante, a começar pelo desempenho kiwi no Super Rugby.

Para a largada, o técnico neozelandês Steve Hansen apostou em colocar como titulares Sonny Bill Wlliams – livre de possível suspensão e fazendo dupla com Ryan Crotty – e o destaque Damian McKenzie, que já vinha sendo aclamado por torcedores e imprensa. McKenzie está de fullback, com Ben Smith deslocado para uma ponta, enquanto na outra ponta estará o jovem Rieko Ioane. Aaron Smith e Beauden Barrett serão a dupla criativa. No pack, Liam Squire foi o escolhido para jogar na terceira linha ao lado de Sam Cane e do capitão Kieran Read. Na frente, nenhuma surpesa, com Moody, Taylor, Franks, Retallick e Whitelock produzindo poderosas formações.

Os Wallabies, por sua parte, comemoraram o retorno de Kurtley Beale ao time com a camisa 12, enquanto a grande novidade é a estreia de Curtis Rona com a camisa dourada, vestindo a 11. A dupla de scrum-half e abertura será Will Genia (de mudança para os Rebels… boa sorte!) e Bernard Foley, enquanto Israel Folau, com a 15, é destaque nos 3/4s, tendo feito uma temporada acima de seu time no Super Rugby. Michael Hooper lidera a terceira linha, como capitão dos Wallabies, e com a missão de tentar neutralizar o breakdown neozelandês, o que a Austrália não faz desde 2015. Ele terá a seu lado o inexperiente Ned Hanigan e Sean McMahon. A primeira linha terá Stephen Moore, em seu último torneio pelos Wallabies, ao lado de Sio e Alaalatoa.

 

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07h00 – Austrália x Nova Zelândia, em Sydney – ESPN AO VIVO / VT 19h00 na ESPN+

Árbitro: Wayne Barnes (Inglaterra)

Austrália: 15 Israel Folau, 14 Henry Speight, 13 Samu Kerevi, 12 Kurtley Beale, 11 Curtis Rona, 10 Bernard Foley, 9 Will Genia, 8 Sean McMahon, 7 Michael Hooper (c), 6 Ned Hanigan, 5 Adam Coleman, 4 Rory Arnold, 3 Allan Alaalatoa, 2 Stephen Moore, 1 Scott Sio;

Suplentes: 16 Tatafu Polota-Nau, 17 Tom Robertson, 18 Sekope Kepu, 19 Rob Simmons, 20 Lopeti Timani, 21 Nick Phipps, 22 Reece Hodge, 23 Tevita Kuridrani;

Nova Zelândia: 15 Damian McKenzie, 14 Ben Smith, 13 Ryan Crotty, 12 Sonny Bill Williams, 11 Rieko Ioane, 10 Beauden Barrett, 9 Aaron Smith, 8 Kieran Read (c), 7 Sam Cane, 6 Liam Squire, 5 Samuel Whitelock, 4 Brodie Retallick, 3 Owen Franks, 2 Codie Taylor, 1 Joe Moody;

Suplentes: 16 Nathan Harris, 17 Wyatt Crockett, 18 Ofa Tu’ungafasi, 19 Luke Romano, 20 Ardie Savea, 21 TJ Perenara, 22 Lima Sopoaga, 23 Anton Lienert-Brown;

Histórico: 158 jogos, 109 vitórias da Nova Zelândia, 42 vitórias da Austrália e 7 empates. Último jogo: Nova Zelândia 37 x 10 Austrália, em 2016 (Bledisloe Cup 3);

 

Pumas na terra dos Springboks

Em Porto Elizabeth, terra dos Kings, Springboks e Pumas se encararão em jogo de muita rivalidade recente, já que nos dois últimos anos Argentina e África do Sul venceram uma partida e perderam a outra nesse duelo. Em 2015, os argentinos venceram em solo sul-africano, mas perderam em casa. Já em 2016 ocorreu o oposto, com vitória sul-africana em solo sul-africano e vitória argentina em solo argentino.

Para 2017, os dois times vivem momentos bem diferentes do ano passado. A África do Sul vem em franca recuperação e depois de vence três vezes seguidas a França em junho e de ter os Lions como vice campeões do Super Rugby a situação dos Springboks é bem mais positiva do que em 2016 quando os verde e ouros chegaram ao fundo do inferno. A Argentina, por outro lado, vive momento de desconfiança, com os Jaguares decepcionando no Super Rugby – com 6 derrotas e 3 vitórias contra times sul-africanos – e os Pumas perdendo para o time “quase B” da Inglaterra. A pressão, porém, está bem dividida, já que uma vitória em casa é obrigatória para os Springboks comprovarem que poderão brigar pelo título.

A África do Sul manteve 13 dos 15 titulares que venceram o último jogo contra a França. As novidades são Uzair Cassiem, dos Cheetahs, como oitavo, para apenas seu segundo test com os Boks, atuando ao lado de Jaco Kriel e Siya Kolisi, e o retorno do pilar Coenie Oosthuizen, que fará uma forte primeira linha com Mtawarira e Marx, enquanto Etzebeth e Mostert farão uma segunda linha de impressionar. A linha contará com o entrosamento de Cronje e Jantjies na armação com Andries Coetzee de fullback e Skosan na ponta, dando uma maioria dos Lions para o jogo de mãos. Rhule, dos Cheetahs, Jesse Kriel e Serfontein, do Bulls, fecham os 3/4s.

Daniel Hourcade, técnico dos Pumas, optou por manter o time esperado, deixando Juan Martín Hernández como opção para o segundo tempo. Matera e Senatore eram dúvidas na terceira linha mas foram confirmados, Juan Manuel Leguizamón ficou de fora por questões particulares. A questão para a Argentina é fazer com que seu grupo produza com a camisa do país o que não fez com a camisa dos Jaguares. Tempo eles tiveram para se prepararem.

 

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12h00 – África do Sul x Argentina, em Porto Elizabeth – Watch ESPN AO VIVO / VT 21h00 na ESPN+

Árbitro: Romain Poite (França)

África do Sul: 15 Andries Coetzee, 14 Raymond Rhule, 13 Jesse Kriel, 12 Jan Serfontein, 11 Courtnall Skosan, 10 Elton Jantjies, 9 Ross Cronje, 8 Uzair Cassiem, 7 Jaco Kriel, 6 Siya Kolisi, 5 Franco Mostert, 4 Eben Etzebeth (c), 3 Coenie Oosthuizen, 2 Malcolm Marx, 1 Tendai Mtawarira;

Suplentes: 16 Bongi Mbonambi, 17 Steven Kitshoff, 18 Trevor Nyakane, 19 Pieter-Steph du Toit, 20 Jean-Luc du Preez, 21 Francois Hougaard, 22 Curwin Bosch, 23 Damian de Allende;

Argentina: 15 Joaquin Tuculet, 14 Ramiro Moyano, 13 Matías Oralando, 12 Jerónimo de la Fuente, 11 Emiliano Boffelli, 10 Nicolás Sánchez, 9 Martin Landajo, 8 Leonardo Senatore, 7 Tomás Lezana, 6 Pablo Matera, 5 Tomás Lavanini, 4 Guido Petti, 3 Enrico Pieretto, 2 Agustín Creevy (c), 1 Nahuel Tetaz Chaparro;

Suplentes: 16 Julián Montoya, 17 Lucas Noguera Paz, 18 Ramiro Herrera, 19 Marcos Kremmer, 20 Javier Ortega Desio, 21 Tomás Cubelli, 22 Juan Martín Hernández, 23 Matías Moroni;

Histórico: 24 jogos, 21 vitórias da África do Sul, 2 vitórias da Argentina e 1 empate. Último jogo: Argentina 26 x 24 África do Sul, em 2016 (Rugby Championship);