Foto: Brasil Rugby

Chegou a hora de decidir quem irá aos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 entre as mulheres sul-americanas. Nesse fim de semana, dias 1º e 2 de junho, Lima, no Peru, receberá o Pré Olímpico Feminino, que ainda contará como o 2º torneio de 2019 válido como Sul-Americano Feminino e também como qualificatório para a última vaga feminina nos Jogos Pan-Americanos deste ano.

O Brasil é amplo favorito ao título do torneio e à classificação aos Jogos Olímpicos pela segunda edição seguida, mas as seleções de Argentina e Colômbia estão no páreo e de olho em vitórias históricas sobre as Yaras – que jamais perderam um só jogo na América do Sul.

O evento será no novo estádio de rugby de Villa Maria del Triunfo, subúrbio de Lima, que será o mesmo palco do Pan de 2019. Com isso, o Pré Olímpico servirá como evento teste para o Pan.

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Os jogos terão transmissão ao vivo pelo YouTube da Federação Peruana de Rugby (clique aqui).

Serão ao todo 10 seleções sul-americanas e centro-americanas em campo. Em resumo, o que estará em jogo?

  • O campeão do Pré Olímpico Sul-Americano ganhará vaga direto em Tóquio 2020;
  • O vice e o 3º colocados do Pré Olímpico Sul-Americano ganharão vaga no Torneio Pré Olímpico Mundial, a ser disputado em junho de 2020 entre times de todos os continentes valendo a última vaga nos Jogos Olímpicos;
  • O melhor time entre Colômbia, Paraguai, Chile, Uruguai, Venezuela, Guatemala e Costa Rica ganhará vaga nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, que serão disputados em julho deste ano;
    • Brasil, Argentina e Peru já estão garantidos no Pan;

 

O que esperar do torneio?

  • As equipes foram divididas em 2 grupos com 5 times cada. Apenas os 2 primeiros de cada grupo avançarão às semifinais;
  • O Brasil é o favorito absoluto do Grupo A, sendo que as Yaras jamais na história foram derrotadas por uma seleção sul-americana;
  • As adversárias das Yaras têm problemas para inclusive marcar tries no time brasileiro. A Venezuela não marca um try no Brasil desde 2004, enquanto o Paraguai fez apenas 1 try na história, em 2017, e o Peru também somente 1 até hoje, ano passado. A Guatemala será oponente inédita para as Yaras;
  • Paraguai e Peru prometem uma briga muito interessante pela segunda colocação, sendo os dois países os que mais evoluíram no continente recentemente. As peruanas vivem momento superior e jogam em casa, mas as paraguaias estão alicerçadas por um trabalho em evolução nas categorias de base;
    • A Venezuela historicamente é superior a Peru e Paraguai, mas a crise que o país vive também afeta o rugby. As venezuelanas têm atletas atuando em clubes brasileiros, argentinos e colombianos e vão jogar com puro espírito de superação, mas com uma preparação longe da adequada. E a Guatemala corre para ganhar experiência;
  • Argentina e Colômbia farão disputa de arrepiar pelo primeiro lugar do grupo e são amplas favoritas a irem às semifinais – onde terão que provar evolução contra o Brasil;
  • Desde a derrota no Pré Olímpico para o Rio 2016, a Argentina se firmou como a 2ª força da América do Sul e o trabalho por lá vem evoluindo. Em Hong Kong, em abril de 2019, as Pumas fizeram seu melhor jogo na história e flertaram com uma vitória sobre o Brasil, que acabou não ocorrendo. De qualquer forma, há hoje mais confiança pelos lados argentinos do que em outros momentos – e mais profissionalismo;
  • Já a Colômbia “escondeu o jogo” e não foi ao Sul-Americano no Paraguai em abril. Ao invés disso, as Tucanas foram treinar no Japão e vem também colhendo frutos de uma evolução em seu sistema de alto rendimento. Mas nos últimos anos as colombianas ficaram para trás da Argentina e em Lima a pergunta é a Colômbia tem mesmo condições de sonhar com sua segunda participação em Jogos Olímpicos;
  • O Chile é a terceira força e vive bom momento, pois terminou o Sul-Americano de abril no Paraguai em 3º lugar, mas a competição não teve participação colombiana. Uruguai e Costa Rica são a quarta e a quinta forças respectivamente na chave;

 

Brasil: Aline “Yu” Bednarski (SPAC), Aline Furtado (USP), Bianca Silva (Leoas), Eshyllen Coimbra (Guanabara), Isadora “Izzy” Cerullo (Niterói), Isadora Lopes (Melina), Leila Silva (Leoas), Mariana Nicolau (São José), Milena “Mille” Silva (São José), Rafaela “Rafa” Zanellato (Curitiba), Raquel Kochhann (Charrua) e Thalia “Mulan” Costa (Delta);

 

Pré Olímpico – Sul-Americano Feminino – em Lima, Peru

Grupo A: Brasil, Peru, Paraguai, Venezuela e Guatemala

Grupo B: Argentina, Chile, Uruguai, Costa Rica e Colômbia

 

*Horários de Brasília

Sábado, dia 1º de junho

12h00 – Peru x Paraguai

12h22 – Brasil x Venezuela

12h44 – Chile x Uruguai

13h06 – Argentina x Costa Rica

 

13h46 – Brasil x Guatemala

14h08 – Peru x Venezuela

14h30 – Argentina x Colômbia

14h52 – Chile x Costa Rica

 

15h34 – Brasil x Paraguai

15h56 – Peru x Guatemala

16h18 – Argentina x Uruguai

16h40 – Chile x Colômbia

 

17h02 – Paraguai x Venezuela

17h22 – Uruguai x Costa Rica

 

Domingo, dia 02 de junho

12h00 – Brasil x Peru

12h22 – Paraguai x Colômbia

12h44 – Argentina x Chile

13h06 – Uruguai x Colômbia

13h28 – Venezuela x Costa Rica

13h50 – Costa Rica x Colômbia

 

14h32 – Semifinal Ouro – 1A x 2B

14h54 – Semifinal Ouro – 1B x 2A

15h16 – Disputa de 9º lugar – 5A x 5B

15h38 – Disputa de 7º lugar – 4A x 4B

16h00 – Disputa de 5º lugar – 3A x 3B

16h50 – Disputa de 3º lugar

17h12 – FINAL