rangers ibrox

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A abertura dos Jogos da Commonwealth de 2014, a Olimpíada do Antigo Império Britânico, será amanhã, com Glasgow, maior cidade da Escócia, recebendo as competições.

O torneio do rugby sevens será logo no início dos Jogos, com o monumental Ibrox Stadium, de 51 mil lugares, casa do Rangers, poderoso clube de futebol da cidade, recebendo o torneio nos dias 26 e 27 de julho, próximos sábado e domingo. Serão dezesseis seleções divididas em quatro grupos, sendo que os dois primeiros de cada grupo avançarão às quartas-de-final.

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Esta será a quinta edição dos Jogos que o rugby estará presente, mas apenas com a modalidade masculina. Em todas as edições anteriores a Nova Zelândia assegurou a medalha de ouro. A prata ficou 2 vezes com Fiji (suspenso de 2014 por conta de sua ditadura militar), 1 vez pela Inglaterra e 1 vez (em 2010) pela Austrália. Já o bronze foi 2 vezes da África do Sul (incluindo na última edição), 1 vez de Fiji e 1 vez da Austrália.

A importância da competição pediu que todas as seleções escolhessem o que têm de melhor para o torneio. Pensando no pentacampeonato, os All Blacks, do técnico Gordon Tietjens, chamaram os campeoníssimos DJ Forbes, Sherwin Stowers e Tim Mikkelson, mas o veterano Tomasi Cama foi deixado de fora. Pela frente da Nova Zelândia no Grupo A estão a anfitriã Escócia e o perigoso Canadá, talvez as duas seleções que mais evoluíram ao longo da última Série Mundial de Sevens, fazendo do grupo o mais difícil da primeira fase. Barbados é o único time “humilde”.

Os escoceses apostaram na base do time que encerrou em 12º lugar o circuito, mas com reforços importantes do XV, como Stuart Hogg, aclamado como um dos melhores fullbacks do mundo, que terá a companhia de Richie Vernon e Sean Lamont. O Canadá, por sua vez, optou por não mudar o time que terminou a temporada na histórica sexta posição, com nomes de destaque como Conor Trainor, Connor Braid, Sean Duke e John Moonlight. Pela fato de jogar em casa, a Escócia não sai atrás do Canadá na briga por uma das duas vagas, mas a oposição é forte.

No Grupo B, a África do Sul é a favorita e encara o torneio como crucial para a sua história no sevens. Sem jamais ter ganho a medalha de ouro, os Boks sabem que é a hora de mudar o destino, na reta final da preparação para o Rio 2016. Não foi por acaso que o técnico Neil Powell quis convocar ninguém menos que Bryan Habana para o torneio, mas o atleta não foi liberado pelo Toulon em um primeiro momento; a notícia agora é de que o clube francês acabou concordando com a ida de Habana aos jogos antes de que ele se junte aos Boks para o Rugby Championship. Resta saber se haverá tempo para o jogador se unir ao plantel. 

Independente da ausência de craques do XV, os Blitzboks têm à disposição o elenco vice-campeão mundial em 2013-14, com nomes como Frankie Horne, Kyle Brown, Chris Dry, Cecil Afrika, Justin Geduld, Branco du Preez e Seabelo Senatla. Buscando igualdade com os Boks está o Quênia, de Paul Treu, credenciado pelo sétimo lugar na temporada passada e liderado por Andrew Amonde e Collins Injera. Sem chances no grupo, Ilhas Cook e Trinidad e Tobago vão à Escócia pela experiência.

O Grupo C também tem donos claros: Samoa e Gales, que lutarão pelo primeiro lugar após decepcionantes campanhas na Série Mundial de Sevens. Gales, que terminou no péssimo 11º lugar, aposta na qualidade do trio Gareth Davies, Jevon Groves e Will Harries, ao passo que Samoa, apenas a 8ª, terá Afa Aiono e Lolo Lui bucando tirar o time da lama. Papua Nova Guiné e Malásia completam o grupo, com algum destaque para os papuásios, que têm as esperanças de, um dia, reverterem a qualidade de seu rugby league em prol do union sevens. 

Fechando o torneio, Inglaterra e Austrália são as duas forças dominantes do Grupo D, que conta com Sri Lanka e Uganda ainda compondo a chave. Os ingleses jogarão com grande apoio de torcedores, que cruzarão a fronteira, mas os australianos tiveram bons momentos no circuito, o que faz de ambos aspirantes reais a medalha. Os ingleses mesclam atletas renomados, como Dan Norton, Marcus Watson, Christian Lewis-Pratt e Tom Mitchell, com jovens promessas, que, no entanto, vem de oscilantes atuações no Grand Prix europeu. Já os aussies não inventaram para Glasgow, jogando as fichas no jovem e bom elenco do circuito, com Liam Gill, Ed Jenkins, Jesse Parahi, Tom Cusack, entre outros bons nomes.

 

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Commonwealth Games 2014 – Glasgow, Escócia

Torneio de Rugby Sevens Masculino

Grupo A: Nova Zelândia, Escócia, Canadá e Barbados

Grupo B: África do Sul, Quênia, Ilhas Cook e Trinidad e Tobago

Grupo C: Samoa, Gales, Papua Nova Guiné e Malásia

Grupo D: Inglaterra, Austrália, Sri Lanka e Uganda

 

Foto: The Scotsman