ATUALIZADO EM 02/01/2016 – Jogos com bola e contato físico são praticados pelas sociedades humanas há milênios. Os romanos, por exemplo, praticavam o Harpastum, com características semelhantes ao rugby moderno, no qual os atletas jogavam em equipes, e buscavam levar uma bola à outra extremidade da quadra de jogo, empurrando os oponentes. Autores antigos como Ateneu, Galeno, Sidônio Apolinário e Júlio Polux relatam a prática contemporânea.

 

Na Itália, na região de Florença, floresceu o Calcio, cujas regras foram formalizadas em 1580, segundo as quais 2 equipes com 27 jogadores deveriam conduzir a bola até o outro lado do campo adversário, em dois tempos de 50 minutos, contando ainda com juízes de campo e de linha. Os celtas, por sua vez, praticavam o Caid, ao qual se atribui grande influência sobre o rugby.

 

Como afirma o historiador Hilário Franco Júnior, os jogos com bola são manifestações antropológicas, comuns a diversas sociedades humanas ao longo dos séculos. A origem específica do rugby está na própria Inglaterra industrial, dos séculos XVIII e XIX.

 

Mito

Tratar da história do Rugby nos obriga a abordar tanto a origem mítica como as raízes históricas. No ano de 1823, na Rugby School, na cidade de Rugby, Inglaterra, um aluno chamado William Webb Ellis, tomou a bola em suas mãos e, desrespeitando as regras orais do football praticado na escola (e não as regras do futebol moderno, que ainda não existia), avançou rumo ao campo adversário, enquanto os oponentes tentavam segurá-lo para impedir a sua progressão. O costume era de receber a bola com as mãos e em seguida chutá-la, ao invés de correr com ela.

 

A jogada, entretanto, só foi reconhecida pela comunidade do rugby décadas mais tarde, nos anos 1880, como a origem do esporte. Webb Ellis morreu desconhecendo o status que ganharia.

 

Debate e origens

O rugby não é fruto de uma jogada isolada. Desde o final do século XVIII, os antigos jogos com bola medievais, chamados de football, passaram a ser incorporados pelo sistema de ensino britânico como parte da educação física e da recreação dos garotos. Cada escola e universidade britânica tinha, pois, sua forma própria de jogar, com suas próprias regras, ainda que não escritas. Não havia, portanto, um Football, mas vários, sem qualquer organização que os unificasse.

 

A Rugby School, por exemplo, tinha a sua própria forma de jogar que, como em todos os lugares, sofreu alterações com o passar do tempo. O historiador Tony Collins afirma que das poucas coisas que sabemos a respeito de William Webb Ellis, de uma coisa temos certeza: ele não inventou o rugby. Ellis viveu sua vida na obscuridade como clérigo, e apenas em 1872 foi apontado por Matthew Bloxham, um ex-aluno de Rugby como o garoto que havia corrido com a bola nas mãos. O jogo da escola de Rugby tornou-se antes notório por meio de um outro garoto: Tom Brown, personagem fictício do livro Tom Brown’s Schooldays, de Thomas Hughes. Com  isso, a história o ex-aluno real de Rugby, William Webb Ellis, não desempenhou grande papel no desenvolvimento do jogo até os anos 1880, segundo Collins.

 

Ainda que o jogo de Rugby tenha sido praticado pelo menos desde os anos 1820, foi em 1846 que as primeiras regras foram escritas, formalizando-se o Rugby Football. Thomas Arnold, diretor da escola desde 1828, foi um dos encorajadores do esporte e de sua formalização, reconhecendo nele grandes valores pedagógicos. Outras escolas seguiram a mesma tendência e clubes foram sendo formados por ex alunos, desejosos de seguirem praticando football.

 

A proliferação de clubes que praticavam alguma forma de football na Inglaterra fez necessária a criação de regras comuns entre todos os clubes, uma vez que até então cada clube usava suas próprias regras, em geral derivadas das regras das escolas onde seus atletas estudaram. Em 1863, representantes de clubes de toda a Inglaterra se reuniram a fim de criar estabelecer regras comuns, baseadas nas regras usadas na Universidade de Cambridge. Nasceu, assim, a Football Association, isto é, o futebol moderno. Entretanto, as regras não foram unanimemente aceitas, com os clubes praticantes do football com as regras da Escola de Rugby optando por manter sua forma de jogar e não aderir às regras do Football Association.

 

Rugby Football Union

O surgimento de diversos clubes de rugby por toda a Inglaterra fez necessária a criação de uma entidade nacional organizadora. Em 1871, nasceu a Rugby Football Union. A primeira reunião da RFU foi presidida por E.C. Holmes, capitão do Richmond F. C., e contou com representantes de 21 clubes: além do Richmond, Harlequins, Blackheath (formando o poderoso trio de clubes de Londres, que mandou por anos na entidade), Guy’s Hospital, Civil Service, Wellington College, King’s College, St. Paul’s School (que continuam existindo até hoje), Gipsies, Flamingoes, Mohicans, Wimbledon Hornets, Marlborough Nomads, West Kent, Law, Lausanne, Addison, Belize Park, Ravenscourt Park, Chapham Rovers e Queen’s House (que não existem mais). A União Escocesa de Rugby (SRU) foi a segunda a ser formada, em 1873, seguida da União Irlandesa de Futebol Rugby (IRFU), em 1879, e da União Galesa de Rugby (WRU), em 1881. A criação das 4 entidades nacionais fez necessária a criação de um órgão internacional. Com isso, em 1886, nasceu o International Rugby Board (IRB), fundado por representante de Escócia, Irlanda e País de Gales. A Inglaterra se recusou participar do IRB em sua fundação, e só aderiu à entidade em 1890.

 

Em 1871, foi disputada a primeira partida internacional, entre Inglaterra e Escócia, com vitória escocesa. A primeira grande competição internacional nasceu em 1883: o Four Nations (4 Nações), entre as Home Nations (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda). Foi somente em 1910 que o torneio se tornou Five Nations (5 Nações), com a inclusão da França, e Six Nations (6 Nações), apenas em 2000, com a entrada da Itália.

 

Rugby Football League

Em 1895, o rugby chegou a um momento crucial para seu próximo século de existência. O crescimento do esporte levou à discussão sobre a liberalização ou não do profissionalismo, isto é, do ato de se remunerar um atleta. De acordo com a ideologia da época, a remuneração desvirtuaria os ideais do esporte e, por isso, era ilegal. Collins aponta que o rugby football recebia muita atenção do público – seja da mídia ou mesmo do afluxo de pessoas aos campos – por volta dos anos 1870 e 1880. Mas, a adoção do profissionalismo fez crescer o Football Association (futebol) e colocou a discussão para o rugby football. A recusa da RFU de liberar as remunerações, e as seguidas sanções impostas pela entidade aos clubes que as praticavam, levaram um grupo de 22 clubes se desligarem oficialmente da RFU. A reunião no Hotel George, em Huddersfield, levou a 20 dos 21 clubes (todos do norte da Inglaterra) a assinarem a fundação da Northern Rugby Union (NRU), endossada por outros 2 clubes nos dias seguintes, totalizando 22 clubes fundadores.A partir desse momento, o Rugby Football se dividiria em Rugby Union (amador) e Rugby League (profissional).

 

Em 1922, a NRU virou a RFL, Rugby Football League. As seguidas modificações nas regras promovidas pela entidade transformaram o rugby praticado por seus clubes em um outro esporte, o Rugby League, com regras muito distintas. Contudo, apesar da adoção do profissionalismo, o rugby league não conseguiu se difundir pelo mundo, ganhando forte adesão somente na Austrália, além do Norte da Inglaterra. Na Nova Zelândia e na França, o Rugby League conquistou seu espaço, mas jamais superou em popularidade o Rugby Union.

 

Com o Cisma de 1895, a RFU manteve como ilegal o profissionalismo até o ano de 1995, quando, em 25 de agosto, 2 meses após a Copa do Mundo de 1995, a entidade declarou o Rugby Union um esporte livre, isto é, com a permissão para a profissionalização dos atletas.

 

O nascimento do Sevens

Em 1883, na pequena cidade escocesa de Melrose, nasceu a modalidade reduzida do rugby, o seven-a-side. Melrose se localiza no coração do rugby escocês, a Scottish Border, região de pequenos vilarejos, cujas pequenas populações dificultavam a formação de equipes de 15 jogadores. Com isso, o Melrose RFC inovou ao convidar as equipes dos vilarejos vizinhos para um torneio de dois dias, com jogo com apenas 7 jogadores de cada lado, com tempo reduzido, porém mantendo-se as mesmas regras do jogo tradicional de 15 jogadores. O torneio virou uma tradição e a modalidade ganhou o mundo todo, mas somente a partir dos anos 1990 o sevens passou a ter competições internacionais regulares.

 

A evolução das regras

As Leis do Rugby variaram muito ao longo do tempo. A própria bola oval fora oficialmente regulada apenas em 1892. Até 1846, por exemplo, um try não valia pontos, sendo que o único modo de se pontuar consistia em chutar a bola entre os postes. O termo try significa justamente isso. Tratava-se de ganhar a tentativa (try, em inglês) de chutar a bola à meta. As formas de se pontuar variaram muito com o tempo. Veja a tabela com o valor da pontuação do Rugby Union:

PeríodoTRYConversãoPenalDrop goalGoal form Mark*
1871-188611
1886-1888123
1888-18911223
1891-189323344
1893-190532344
1905-194832343
1948-197132333
1971-197742333
1977-19924233
1992 – hoje5233

(*) Consistia em se chutar a bola ao gol depois de chamada a marca. O atleta não poderia ser tocado até chutar a bola a gol. Foi extinto em 1977.

 

O Rugby pelo mundo

O rugby não demorou a se disseminar pelo mundo e foi logo abraçado por outras regiões do vasto Império Britânico, ganhando popularidade na Nova Zelândia, na Austrália e na África do Sul, que não tardariam a se tornar grandes forças do esporte. As viagens de equipes desses países à Europa e dos britânicos a suas colônias deram fama aos jogos internacionais, e logo vieram os apelidos, pelos quais australianos, neozelandeses, australianos e sul-africanos ficaram mundialmente conhecidos: a Nova Zelândia são os “All Blacks”, a Austrália os “Wallabies” e a África do Sul os “Springboks”. Foi para desafiar essas três seleções que os britânicos criaram uma seleção especial, formada ocasionalmente por atletas de Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda: os famosos “Lions”.

 

O rugby também cruzou o Canal da Mancha e foi entusiasticamente abraçado pelos franceses, que deram seu toque especial ao esporte, criando um estilo próprio de se jogar. Em 1909, a França se somou aos britânicos no “Five Nations” e se tornou uma potência da modalidade. Na Argentina, a grande colônia de britânicos (mais de 200.000 deles viviam no país no fim do século XIX) rapidamente desenvolveu o Rugby por lá, tornando-se um dos principais esportes para os argentinos. Enquanto isso, na América do Norte, o rugby foi incorporado cedo por Canadá a Estados Unidos, mas os universitários locais optaram por fazer mudanças nas regras, nascendo um esporte totalmente diferente: o futebol americano, nos anos 1860. O rugby seguiu sua marcha, conquistou adeptos da Itália ao Japão, e chegou inclusive ao Brasil ainda no século XIX, sendo aqui praticado pela primeira vez em 1891, no Rio de Janeiro, e em 1895, em São Paulo.

 

Brevemente, o Rugby fez parte dos Jogos Olímpicos, com sua modalidade principal de quinze jogadores, estando no programa oficial em quatro edições: 1900 (vencida pela França), 1908 (vencida pela Austrália), 1920 e 1924 (ambas vencidas pelos Estados Unidos). Entretanto, a opção do Rugby por sair dos holofotes foi mais forte e por muitos anos foi a ética amadora que prevaleceu, com prestigiados amistosos internacionais e curtos torneios continentais, como o “Five Nations” europeu e o Campeonato Sul-Americano (criado em 1951) ocupando o calendário das seleções. Entre as grandes tradições do rugby está o Barbarians, equipe formada por atletas de diferentes nacionalidades que até hoje é formada para amistosos. Uma verdadeira seleção do mundo, cujo intuito é promover os valores do esporte.

 

Por conta do amadorismo, o rugby somente criou sua Copa do Mundo em 1987. E ela se tornou um dos mais aclamados eventos do esporte mundial, reunindo as melhores seleções do mundo a cada quatro anos. Em 1991, foi a vez das mulheres organizarem a Copa do Mundo Feminina, lutando por maior espaço desde os anos 80. Já em 1993 nasceu a Copa do Mundo de Sevens, transformando o sevens de modalidade recreativa a esporte de alto rendimento.

 

O profissionalismo veio em 1995 e, após a célebre Copa do Mundo realizada na África do Sul, na qual, por meio dos Springboks, Nelson Mandela promoveu a unidade do país, recém saído do regime do apartheid.

 

Com o profissionalismo, a Copa do Mundo cresceu, assim como novas competições. Em 1996, foi criado o Tri Nations, envolvendo África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, transformado em The Rugby Championship em 2012, com a entrada da Argentina no torneio. Em 2000, a Itália foi incorporada pelas potências europeias, nascendo o Six Nations. E campeonatos profissionais de clubes surgiram em todas as partes, como a Copa Europeia (atual Champions Cup), entre os europeus, e o Super Rugby, no hemisfério Sul. Enquanto isso, o sevens ganhou seu circuito mundial anual, a Série Mundial de Sevens, com suas versões masculina e feminina, e em 2016 a modalidade fará sua estreia nos Jogos Olímpicos, marcando o retorno do rugby ao evento depois de 92 anos de ausência.

 

História do Rugby no Brasil

O rugby começou cedo no Brasil e chegou ao país na mesma época que o futebol. A primeira equipe que se tem registro foi formada em 1891 no Rio de Janeiro: o Clube Brasileiro de Futebol Rugby, que teve vida curta. Em 1895, o rugby foi jogado em São Paulo por iniciativa de Charles Miller, brasileiro, de família, inglesa, que estudou na Inglaterra e, em seu retorno, promoveu em São Paulo esportes britânicos, como o futebol, pelo qual ficou mais conhecido, e o rugby, estando a frente do São Paulo Athletic Club. Porém, o rugby também não teve continuidade, sendo jogado apenas ocasionalmente, sobretudo por britânicos, em várias cidades do país.

 

Foi apenas nos anos 1920 que o rugby passou a ser jogado com maior regularidade em São Paulo e Rio de Janeiro, com a criação de clubes e a promoção de partidas entre os selecionados dos dois estados. Entre os grandes fomentadores da organização do Rugby brasileiro nesse período estavam o escocês Jimmy Macintyre e o inglês Gordon Fox Rule, que criaram, em 1925, o São Paulo Rugby Football Club, logo associado à Associação Atléticas das Palmeiras. No Rio de Janeiro, o Rugby ganhou espaço no Rio Cricket and Athletic Association, em Niterói, enquanto em Santos o Santos Athletic Club promovia atividades do esporte. Em 1926, o conjunto de São Paulo enfrentou Santos e o Rio de Janeiro, em duas partidas que ajudaram a impulsionar o esporte. A partir de 1927, as seleções de São Paulo e Rio de Janeiro passaram a se enfrentar anualmente valendo a Taça Beilby Alston, em homenagem ao embaixador britânico. Nos anos 30, o Brasil se tornou rota para alguns times internacionais, com uma seleção brasileira sendo formada para partidas contra os Junior Springboks (a segunda seleção da África do Sul), em 1932, a Seleção Britânica (os Lions), em 1936.

 

O rugby foi interrompido durante a Segunda Guerra Mundial, quando boa parte dos praticantes, ainda estrangeiros, foram mobilizados pelo conflito. A partir de 1947 a Taça Beilby Alston voltou a ser disputada anualmente até 1963. Em 1950, Macintyre organizou a primeira excursão de uma seleção brasileira para o exterior, com a seleção indo ao Uruguai. No ano seguinte, o Brasil participou do 1º Campeonato Sul-Americano de Rugby, na Argentina. Mas, nesse momento o rugby ainda não possui uma entidade organizadora do esporte no país e, para suprir tal carência, foi fundada em 1963 a União de Rugby do Brasil (URB), com o irlandês Harry Donovan como presidente. No ano seguinte, o Campeonato Brasileiro foi criado e o São Paulo Athletic Club, que desde a retomada do rugby nos anos 40 era o principal fomentador da modalidade, foi sede do Campeonato Sul-Americano, que terminou com o vice-campeonato do Brasil, inaugurando o primeiro campo exclusivo de Rugby do país.

 

Até os anos 60, o Rugby era quase restrito a estrangeiros ou brasileiros filhos de estrangeiros, sobretudo britânicos, mas não apenas. Japoneses, franceses e argentinos eram parcela significativa dos praticantes de rugby no Brasil, mas foi apenas nos anos 70 que o esporte passou a ganhar mais adeptos entre os brasileiros. Em 1973, a URB foi transformada em ABR, Associação Brasileira de Rugby, e esporte ganhou adeptos nas universidades e colégios paulistanos, com as categorias de base surgindo, assim como uma seleção juvenil, criada para o Sul-Americano de 1972 da categoria. Nos anos 60 e 70, o rugby foi jogado em Minas Gerais e nos anos 80 chegou ao Paraná. Clubes estrangeiros adicionaram o Brasil em seus destinos, e a França chegou a enfrentar o Brasil em 1974. O rugby deixava definitivamente de ser esporte de estrangeiros, contando com 19 clubes em 1986.

 

Entre 1991 e 1999, o Brasil disputou os Mundiais Juvenis da FIRA, a Federação Internacional de Rugby Amador, e se filiou à International Rugby Board em 1995, participando no ano seguinte pela primeira vez das eliminatórias para a Copa do Mundo. O número de estados praticantes também cresceu nos anos 90, com o rugby chegando a Santa Catarina e Amazonas e voltando a Minas Gerais. E o rugby feminino, enfim, deu seus primeiros passos.

 

Mas, foi a partir dos anos 2000 que o rugby no Brasil experimentou seu maior crescimento, com o esporte ganhando a televisão por assinatura – que passou a exibir um número cada vez maior de partidas internacionais e nacionais -, a internet e as novas mídias. No âmbito das seleções nacionais, o Brasil colecionou conquistas no Sul-Americano B e voltou, em 2008, à elite do continente na categoria masculina. Já no feminino, o Brasil criou sua hegemonia, conquistando de forma invicta o primeiro Sul-Americano Feminino de Sevens e iniciando uma série de dez títulos invictos consecutivos. O sucesso continental permitiu à seleção feminina jogar a Copa do Mundo de Sevens em 2009 e em 2013, o circuito mundial feminino e os Jogos Pan-Americanos, conquistando a medalha de bronze em 2015.

 

No cenário dos clubes, as duas primeiras décadas do século XXI levaram o rugby a todos os 27 estados do Brasil, com clubes e campeonatos sendo formados em todas as regiões, chegando a 2015 com mais de 250 agremiações e mais de 10 mil jogadores cadastrados – e 40 mil estimados, enquanto projetos sociais ganharam espaço, como o “VOR – Vivendo o Rugby”, de Curitiba, premiado em 2014 pelo World Rugby.

 

Em paralelo, a organização institucional foi ganhando corpo, com a ABR se transformando, em 2010, em CBRu (Confederação Brasileira de Rugby), por conta do novo status olímpico do Rugby. Conjuntamente, federações estaduais foram formadas ou repaginadas, com seis estados sendo fundadores da confederação (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A partir das primeiras entidades formadas, e com a necessidade de transformar o crescimento rápido, espontâneo e desordenado em uma realidade sustentável, programas de desenvolvimento foram criados, com o rugby brasileiro passando por uma fase atual de solidificação.

 

Clique aqui para conferir a lista de resultados da história das seleções brasileiras.

 

Lista de títulos

Copa do Mundo de Rugby

AnoSedeFinalCampeãoVice campeão3º colocado4º colocado
1987Nova Zelândia e AustráliaNova Zelândia 29 x 9 FrançaNova ZelândiaFrançaGalesAustrália
1991Cinco Nações (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França), com final na InglaterraAustrália 12 x 6 InglaterraAustráliaInglaterraNova ZelândiaEscócia
1995África do SulÁfrica do Sul 15 x 12 Nova ZelândiaÁfrica do SulNova ZelândiaFrançaInglaterra
1999Cinco Nações (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França), com final em GalesAustrália 35 x 12 FrançaAustráliaFrançaÁfrica do SulNova Zelândia
2003AustráliaInglaterra 20 x 17 AustráliaInglaterraAustráliaNova ZelândiaFrança
2007FrançaÁfrica do Sul 15 x 6 InglaterraÁfrica do SulInglaterraArgentinaFrança
2011Nova ZelândiaNova Zelândia 8 x 7 FrançaNova ZelândiaFrançaAustráliaGales
2015InglaterraNova Zelândia 34 x 17 AustráliaNova ZelândiaAustráliaÁfrica do SulArgentina
2019Japão
RankingTítulosVices3ºs lugares4ºs lugares5º a 8º lugares (Quartas de final)
Nova Zelândia31211
Austrália22112
África do Sul20202
Inglaterra12013
França03122
Gales00113
Argentina00112
Escócia00016
Irlanda00006
Fiji00002
Samoa00002
Canadá00001

Obs: Entre 1987 e 1995 a Copa do Mundo teve 16 participantes. Desde 1999 são 20 participantes;

A África do Sul não disputou o Mundiais de 1987 e 1991 por conta do boicote internacional ao regime de segregação racial do apartheid

 

Copa do Mundo Feminina

AnoSedeCampeãoVice campeão3º colocado4º colocado
1991GalesEstados UnidosFrançaFrançaNova Zelândia
1994EscóciaInglaterraInglaterraFrançaGales
1998HolandaNova ZelândiaNova ZelândiaInglaterraCanadá
2002EspanhaNova ZelândiaFrançaFrançaCanadá
2006CanadáNova ZelândiaAustráliaFrançaCanadá
2010InglaterraNova ZelândiaInglaterraAustráliaFrança
2014FrançaInglaterraFrançaFrançaIrlanda
2017Irlanda
RankingTítulosVices3ºs lugares4ºs lugares
Nova Zelândia4010
Inglaterra2410
Estados Unidos1200
Canadá0103
França0051
Austrália0010
Irlanda0001
Gales0001


 

Six Nations

PaísNúmero de títulos inteiros*Número total de títulos (incluindo divididos*)Número de Grand Slams**Número de Tríplices Coroas***Número de Colheres de Pau****Número de participaçõesNúmero de títulos desde 2000 (Era Six Nations)
Inglaterra27371325251205
Gales26381120211224
França1725918875
Escócia1422310331220
Irlanda1322210361223
Itália00011170

1883 – 1909 – Home Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda);

– Inglaterra não participou em 1888 e 1889; 1885, 1897 e 1898 não foram terminados;

1910 – 1914 – Interrupção pela Primeira Guerra Mundial;

1920 – 1931 – Five Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França);

1932 – 1939 – Home Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda);

1940 – 1946 – Interrupção pela Segunda Guerra Mundial;

1947 – 1999 – Five Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França);

– 1972 não foi terminado

2000 – hoje – Six Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda, França e Itália);

* Até 1988, quando duas ou mais equipes terminavam empatadas em primeiro lugar em número de pontos o título era dividido entre essas duas ou mais seleções. A partir de 1989 critérios de desempate foram adotados para definir apenas um campeão por ano.

** Grand Slam = Quando uma equipe vence todas as partidas do torneio

***Tríplice Coroa (Triple Crown) = Quando Inglaterra, Escócia, Gales ou Irlanda derrotam todos as demais nações dos Ilhas Britânicas. França e Itália não disputam a Tríplice Coroa;

****Colher de Pau = Quando uma seleção perde todas as partidas na competição.

 

The Rugby Championship

PaísNúmero de títulosVices3ºs lugares4ºs lugares
Nova Zelândia13520
Austrália41150
África do Sul35111
Argentina0013

1996 – 2011 – Tri Nations Series (Nova Zelândia, Austrália e África do Sul);

2012 – hoje – The Rugby Championship (Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Argentina);

 

Copa do Mundo de Rugby Sevens

AnoSedeCampeãoVice campeão3º colocado4º colocado
Masculino
1993Edimburgo (Escócia)InglaterraAustráliaFijiIrlanda
1997Hong Kong (Hong Kong)FijiÁfrica do SulNova ZelândiaSamoa
2001Mar del Plata (Argentina)Nova ZelândiaAustráliaArgentinaFiji
2005Hong Kong (Hong Kong, China)FijiNova ZelândiaAustráliaInglaterra
2009Dubai (Emirados Árabes Unidos)GalesArgentinaQuêniaSamoa
2013Moscou (Rússia)Nova ZelândiaInglaterraFijiQuênia
2018São Francisco (Estados Unidos)
Feminino
2009Dubai (Emirados Árabes Unidos)AustráliaNova ZelândiaEstados UnidosÁfrica do Sul
2013Moscou (Rússia)Nova ZelândiaCanadáEstados UnidosEspanha
2018São Francisco (Estados Unidos)
Ranking MasculinoTítulosVices3ºs lugares4ºs lugares
Nova Zelândia2110
Fiji2021
Inglaterra1101
Gales1000
Argentina0110
África do Sul0100
Quênia0011
Samoa0002
Irlanda0001
Ranking FemininoTítulosVices3ºs lugares4ºs lugares
Nova Zelândia1100
Austrália1000
Canadá0100
Estados Unidos0020
África do Sul0001
Espanha0001


 

Série Mundial de Sevens

TemporadaNúmero de torneiosCampeão
Masculino
1999-0010Nova Zelândia
2000-019Nova Zelândia
2001-0211Nova Zelândia
2002-037Nova Zelândia
2003-048Nova Zelândia
2004-057Nova Zelândia
2005-068Fiji
2006-078Nova Zelândia
2007-088Nova Zelândia
2008-098África do Sul
2009-108Samoa
2010-118Nova Zelândia
2011-129Nova Zelândia
2012-139Nova Zelândia
2013-149Nova Zelândia
2014-159Fiji
2015-1610
Feminino
2012-134Nova Zelândia
2013-145Nova Zelândia
2014-156Nova Zelândia
2015-165
Ranking MasculinoTítulos
Nova Zelândia12
Fiji2
África do Sul1
Samoa1
Ranking FemininoTítulos
Nova Zelândia3


 
Americas Rugby Championship

AnoCampeãoVice campeão3º lugar4º lugar5º lugar6º lugar
2016ArgentinaEstados UnidosCanadáUruguaiBrasilChile
2017


 
Campeonato Sul-Americano de Rugby XV

AnoSedeCampeãoVice campeão3º lugar4º lugar5º lugar
1951Buenos Aires (Argentina)ArgentinaUruguaiChileBrasil
1958Santiago e Viña del Mar (Chile)ArgentinaChileUruguaiPeru
1961Montevidéu (Uruguai)ArgentinaChileUruguaiBrasil
1964São Paulo (Brasil)ArgentinaBrasilUruguaiChile
1967Buenos Aires (Argentina)ArgentinaChileUruguai
1969Santiago (Chile)ArgentinaChileUruguai
1971Montevidéu (Uruguai)ArgentinaChileUruguaiBrasilParaguai
1973São Paulo (Brasil)ArgentinaUruguaiChileBrasilParaguai
1975Assunção (Paraguai)ArgentinaChileUruguaiBrasilParaguai
1977Tucumán (Argentina)ArgentinaUruguaiChileParaguaiBrasil
1979Santiago e Viña del Mar (Chile)ArgentinaUruguaiChileBrasilParaguai
1981*Montevidéu (Uruguai)UruguaiChileParaguaiBrasil
1983Buenos Aires (Argentina)ArgentinaUruguaiChileParaguai
1985Assunção (Paraguai)ArgentinaUruguaiChileParaguai
1987Santiago (Chile)ArgentinaUruguaiChileParaguai
1989Montevidéu (Uruguai)ArgentinaUruguaiChileBrasilParaguai
1991Todos os paísesArgentinaUruguaiChileParaguaiBrasil
1993Todos os paísesArgentinaUruguaiParaguaiChileBrasil
1995Todos os paísesArgentinaUruguaiChileParaguai
1997Todos os paísesArgentinaUruguaiChileParaguai
1998Todos os paísesArgentinaUruguaiChileParaguai
2000Montevidéu (Uruguai)ArgentinaUruguaiChile
2001Todos os paísesArgentinaUruguaiChileParaguai
2002Mendoza (Argentina) e Santiago (Chile)ArgentinaUruguaiChileParaguai
2003Montevidéu (Uruguai)ArgentinaUruguaiChileParaguai
2004Santiago (Chile)ArgentinaUruguaiChileVenezuela
2005Buenos Aires (Argentina)ArgentinaUruguaiChile
2006Todos os paísesArgentinaUruguaiChile
2007Todos os paísesArgentinaUruguaiChile
2008Todos os paísesArgentinaUruguaiChile
2009Montevidéu (Uruguai) e Santiago (Chile)ArgentinaUruguaiChileBrasilParaguai
2010Santiago (Chile)ArgentinaUruguaiChileBrasilParaguai
2011Puerto Iguazu (Argentina)ArgentinaChileUruguaiBrasilParaguai
2012Santiago (Chile)ArgentinaUruguaiChileBrasil
2013Montevidéu (Uruguai) e Temuco (Chile)ArgentinaUruguaiChileBrasil
2014Todos os paísesUruguaiParaguaiBrasilChile
2015Todos os paísesChileUruguaiParaguaiBrasil
2016Todos os países
RankingTítulosVices3ºs lugares4ºs lugares5ºs lugares
Argentina340000
Uruguai227800
Chile192520
Paraguai023118
Brasil011143
Venezuela00010
Peru00010
Copa Sul-Americana**
2014Montevidéu, Paysandu (Uruguai) e Santiago (Chile)ArgentinaUruguaiChile
2015Montevidéu (Uruguai) e Assunção (Paraguai)ArgentinaUruguaiParaguai
2016a definir (Uruguai e Chile)
RankingTítulosVices3ºs lugares
Argentina200
Uruguai020
Chile001
Paraguai001
Sul-Americano “B”
AnoSedeCampeãoVice campeão3º lugar4º lugar5º lugar
2000São Paulo (Brasil)BrasilVenezuelaPeru
2001Todos os paísesBrasilVenezuelaPeruColômbia
2002Lima (Peru)BrasilPeruVenezuelaColômbia
2003Bogotá (Colômbia)VenezuelaBrasilVenezuelaPeru
2004São Paulo (Brasil)ParaguaiBrasilPeruColômbia
2005Assunção (Paraguai)ParaguaiBrasilPeruColômbiaVenezuela
2006Caracas (Venezuela)BrasilColômbiaVenezuelaPeruCosta Rica
2007Lima (Peru)BrasilPeruColômbiaVenezuela
2008Luque (Paraguai)BrasilParaguaiVenezuelaColômbiaPeru
2009San José (Costa Rica)ColômbiaVenezuelaPeruCosta Rica
2010Medellín (Colômbia)PeruVenezuelaColômbiaCosta Rica
2011Lima (Peru)VenezuelaPeruColômbiaCosta Rica
2012Valencia (Venezuela)ParaguaiColômbiaVenezuelaPeru
2013Luque (Paraguai)ParaguaiColômbiaPeruVenezuela
2014Apartadó (Colômbia)ColômbiaVenezuelaPeruEquador
2015Lima (Peru)ColômbiaPeruVenezuelaEquador
2016a definir
Sul-Americano “C”
AnoSedeCampeãoVice campeão3º lugar4º lugar
2012Cidade da Guatemala (Guatemala)Costa RicaGuatemalaEquadorEl Salvador
2013San José (Costa Rica)EquadorCosta RicaGuatemalaEl Salvador
2014Balboa (Panamá)El SalvadorGuatemalaCosta RicaPanamá
2015San Salvador (El Salvador)GuatemalaCosta RicaEl SalvadorPanamá
2016a definir

* Argentina não participou em 1981;

**A partir de 2014, a Argentina não participa do Campeonato Sul-Americano de Rugby. Mas, os dois primeiros colocados da competição enfrentam no ano seguinte a Argentina na Copa Sul-Americana (Copa CONSUR em 2014 e 2015, Copa Sudamérica Rugby a partir de 2016), que passou a ser o título máximo do continente.

 
Campeonato Sul-Americano de Rugby Sevens

AnoSedeCampeãoVice-campeão3º lugar4º lugar5º lugar6º lugar7º lugar8º lugar9º lugar10º lugar
Feminino
2004Venezuela (Barquisimeto)BrasilVenezuelaColômbiaArgentinaUruguaiChileParaguaiPeru
2005São Paulo (Brasil)BrasilArgentinaVenezuelaColômbiaChileUruguaiParaguaiPeru
2007Viña del Mar (Chile)BrasilColômbiaVenezuelaArgentinaChileUruguaiPeru
2008Punta del Este (Uruguai)BrasilArgentinaVenezuelaUruguaiColômbiaChilePeruParaguai
2009São José dos Campos (Brasil)BrasilArgentinaVenezuelaUruguaiColômbiaChilePeruParaguai
2010Mar del Plata (Argentina)BrasilColômbiaUruguaiArgentinaChileVenezuelaParaguaiPeru
2011Bento Gonçalves (Brasil)BrasilArgentinaChileUruguaiColômbiaPeruVenezuelaParaguai
2012Rio de Janeiro (Brasil)BrasilColômbiaUruguaiArgentinaChileVenezuelaParaguaiPeru
2013Rio de Janeiro (Brasil)BrasilArgentinaUruguaiVenezuelaColômbiaChilePeruParaguai
2014Santiago (Chile)BrasilArgentinaUruguaiColômbiaChileParaguaiVenezuela
2015*Santa Fé (Argentina)ColômbiaArgentinaVenezuelaUruguaiParaguaiChilePeruCosta Rica
2016Rio de Janeiro (Brasil)BrasilArgentinaColômbiaVenezuelaParaguaiChilePeruUruguai
Masculino
2006Assunção (Paraguai)ArgentinaChileUruguaiParaguaiBrasilColômbiaVenezuelaPeru
2007Viña del Mar (Chile)ArgentinaChileParaguaiUruguaiBrasilPeruColômbiaVenezuela
2008Punta del Este (Uruguai)ArgentinaUruguaiChileBrasilColômbiaPeruParaguaiVenezuela
2009São José dos Campos (Brasil)ArgentinaChileUruguaiBrasilColômbiaParaguaiPeruVenezuela
2010Mar del Plata (Argentina)ArgentinaUruguaiChileBrasilColômbiaParaguaiPeruVenezuela
2011Bento Gonçalves (Brasil)ArgentinaUruguaiBrasilChileParaguaiColômbiaPeruVenezuela
2012Rio de Janeiro (Brasil)UruguaiArgentinaChileParaguaiBrasilPeruColômbiaVenezuelaGuatemalaEquador
2013Rio de Janeiro (Brasil)ArgentinaUruguaiBrasilChileColômbiaPeruParaguaiVenezuelaGuatemalaEquador
2014Santiago (Chile)ArgentinaUruguaiChileBrasilColômbiaParaguaiPeru
2015*Santa Fé (Argentina)ArgentinaUruguaiChileColômbiaParaguaiVenezuelaPeru

*Em 2015, o Brasil não disputou porque o torneio valia como Pré-Olímpico para os Jogos Olímpicos do Rio 2016

 

Taça Beilby Alston – Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais

AnoEquipe da casaPlacarvsPlacarEquipe visitanteCampeão
1927RJ29X03SP
SP00X24RJRJ
1928SP08X06RJSP
1929RJ16X05SPRJ
1930SP08X11RJRJ
1931RJ27X03SPRJ
1932*
1933SP03X00RJSP
1934RJ15X03SPRJ
1935SP03X00RJSP
1936RJ11X00SPRJ
1937SP12X16RJRJ
1938RJ03X08SPSP
1939SP20X00RJSP
1940RJ06X05SPRJ
1941-46**
1947SP00X08RJRJ
1948RJ16X04SPRJ
1949SP13X06RJSP
1950RJ06X00SPRJ
1951SP26X06RJSP
1952RJ09X21SPSP
1953SP12X03RJSP
1954RJ00X06SPSP
1955SP20X06RJSP
1956RJ13X00SPRJ
1957SP11X13RJRJ
1958RJ13X03SPRJ
1959SP17X03RJSP
1960RJ03X33SPSP
1961SP25X10RJSP
1962RJ00X57SPSP
1963SP38X06RJSP
1964-1969***
1970RJ05X48SPSP
1971SP33X05RJSP
1972RJ09X39SPSP
1973****
1974SP24X09RJSP
1975SP49X03RJSP
1976RJ24X17SPRJ
1977SP27X12RJSP
1978-1978****
1979RJ15X30SPSP
1980-1982****
1983SP15X07RJSP
RankingTítulos
São Paulo24
Rio de Janeiro15

Taça disputada entre as seleções estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro.

*Sem disputa em 1932 por conta da Revolução Paulista;
**Sem disputa entre 1941 e 1946 por conta da Segunda Guerra Mundial;
***Sem disputa entre 1964 e 1969 por falta de atletas no RJ;
****Sem disputa, outros motivos.

 

Campeonato Brasileiro de Rugby

AnoCampeão 
1964SPAC
1965SPAC
1966SPAC
1967SPAC
1968SPAC
1969SPAC
1970São Paulo Barbarians
1971São Paulo Barbarians
1972FUPE
1973Medicina
1974SPAC
1975SPAC
1976*SPACNiterói
1977SPAC
1978SPAC
1979Niterói
1980Alphaville
1981Medicina
1982Alphaville
1983*NiteróiAlphaville
1984Niterói
1985Alphaville
1986Niterói
1987Pasteur
1988Bandeirantes
1989Alphaville
1990Niterói
1991Alphaville
1992Alphaville
1993Rio Branco
1994Pasteur
1995Bandeirantes
1996Desterro
1997Rio Branco
1998Rio Branco
1999SPAC
2000Desterro
2001Bandeirantes
2002São José
2003São José
2004São José
2005Desterro
2006Rio Branco
2007São José
2008São José
2009Bandeirantes
2010São José
2011São José
2012São José
2013SPAC
2014Curitiba
2015São José
2016
*Títulos divididos
Ranking de campeõesCidade/EstadoTítulos
SPACSão Paulo (SP)13
São JoséSão José dos Campos (SP)8
Alphaville **Barueri (SP)7
NiteróiNiterói (RJ)6
Bandeirantes (Band Saracens)São Paulo (SP)4
Rio BrancoSão Paulo (SP)4
DesterroFlorianópolis (SC)3
Medicina USPSão Paulo (SP)2
PasteurSão Paulo (SP)2
São Paulo Barbarians**São Paulo (SP)2
CuritibaCuritiba (PR)1
FUPE**São Paulo (SP)1
**Inativo/extinto


 

Além do Rugby

Outros esportes surgiram em outras partes do Império Britânico na mesma época que o rugby e o futebol.

 

Na Austrália, na região de Melbourne, os colonos britânicos praticavam desde muito cedo um esporte com bolas, de origem local e também com influências do caid celta e dos football ingleses. O Australian Rules Football, ou simplesmente Futebol Australiano, teve suas regras escritas em 1859 e, apesar de não ser propriamente derivado do rugby, compartilha princípios semelhantes. Na Irlanda, o Futebol Gaélico se aproxima do Futebol Australiano, tendo sido regulado tardiamente, 1887. Como particularidade, a meta do Futebol Gaélico combina as traves do futebol com as traves do rugby.
 

Os esportes que, de fato, derivaram do rugby foram o Futebol Americano e o Futebol Canadense – os chamados Gridiron Football. O rugby chegou à América do Norte nos anos de 1860e logo foi adotado pelas universidades locais, que, no entanto, preferiram modificar as regras do jogo, que não contava com uma entidade que o regulasse internacionalmente. Em 1875, os canadenses foram os primeiros a efetuar mudanças, retirando a formação de scrum. No ano seguinte, as universidade de Yale, Princeton, Harvard e Columbia, nos Estados Unidos, fundaram sua liga, mantendo as regras do rugby. Em 1880, as propostas de mudanças nas regras feitas por Walter Camp, considerado o “pai do futebol americano”, foram aceitas, reduzindo o jogo para 11 atletas, tornando o scrum impraticável em sua forma original. Mais mudanças vieram nos anos seguintes, separando definitivamente o Rugby do Futebol Americano e do Futebol Canadense.

 

Referências bibliográficas:

COLLINS, Tony. A social history of the English Rugby Union. Abingdon: Routledge, 2009.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Dança dos Deuses. Futebol, sociedade, cultura.  São Paulo: Companhia das Letras, 2007.