ATUALIZADO EM 02/01/2016 – Jogos com bola e contato físico são praticados pelas sociedades humanas há milênios. Os romanos, por exemplo, praticavam o Harpastum, com características semelhantes ao rugby moderno, no qual os atletas jogavam em equipes, e buscavam levar uma bola à outra extremidade da quadra de jogo, empurrando os oponentes. Autores antigos como Ateneu, Galeno, Sidônio Apolinário e Júlio Polux relatam a prática contemporânea.

 

Na Itália, na região de Florença, floresceu o Calcio, cujas regras foram formalizadas em 1580, segundo as quais 2 equipes com 27 jogadores deveriam conduzir a bola até o outro lado do campo adversário, em dois tempos de 50 minutos, contando ainda com juízes de campo e de linha. Os celtas, por sua vez, praticavam o Caid, ao qual se atribui grande influência sobre o rugby.

 

Como afirma o historiador Hilário Franco Júnior, os jogos com bola são manifestações antropológicas, comuns a diversas sociedades humanas ao longo dos séculos. A origem específica do rugby está na própria Inglaterra industrial, dos séculos XVIII e XIX.

 

Mito

Tratar da história do Rugby nos obriga a abordar tanto a origem mítica como as raízes históricas. No ano de 1823, na Rugby School, na cidade de Rugby, Inglaterra, um aluno chamado William Webb Ellis, tomou a bola em suas mãos e, desrespeitando as regras orais do football praticado na escola (e não as regras do futebol moderno, que ainda não existia), avançou rumo ao campo adversário, enquanto os oponentes tentavam segurá-lo para impedir a sua progressão. O costume era de receber a bola com as mãos e em seguida chutá-la, ao invés de correr com ela.

 

A jogada, entretanto, só foi reconhecida pela comunidade do rugby décadas mais tarde, nos anos 1880, como a origem do esporte. Webb Ellis morreu desconhecendo o status que ganharia.

 

Debate e origens

O rugby não é fruto de uma jogada isolada. Desde o final do século XVIII, os antigos jogos com bola medievais, chamados de football, passaram a ser incorporados pelo sistema de ensino britânico como parte da educação física e da recreação dos garotos. Cada escola e universidade britânica tinha, pois, sua forma própria de jogar, com suas próprias regras, ainda que não escritas. Não havia, portanto, um Football, mas vários, sem qualquer organização que os unificasse.

 

A Rugby School, por exemplo, tinha a sua própria forma de jogar que, como em todos os lugares, sofreu alterações com o passar do tempo. O historiador Tony Collins afirma que das poucas coisas que sabemos a respeito de William Webb Ellis, de uma coisa temos certeza: ele não inventou o rugby. Ellis viveu sua vida na obscuridade como clérigo, e apenas em 1872 foi apontado por Matthew Bloxham, um ex-aluno de Rugby como o garoto que havia corrido com a bola nas mãos. O jogo da escola de Rugby tornou-se antes notório por meio de um outro garoto: Tom Brown, personagem fictício do livro Tom Brown’s Schooldays, de Thomas Hughes. Com  isso, a história o ex-aluno real de Rugby, William Webb Ellis, não desempenhou grande papel no desenvolvimento do jogo até os anos 1880, segundo Collins.

 

Ainda que o jogo de Rugby tenha sido praticado pelo menos desde os anos 1820, foi em 1846 que as primeiras regras foram escritas, formalizando-se o Rugby Football. Thomas Arnold, diretor da escola desde 1828, foi um dos encorajadores do esporte e de sua formalização, reconhecendo nele grandes valores pedagógicos. Outras escolas seguiram a mesma tendência e clubes foram sendo formados por ex alunos, desejosos de seguirem praticando football.

 

A proliferação de clubes que praticavam alguma forma de football na Inglaterra fez necessária a criação de regras comuns entre todos os clubes, uma vez que até então cada clube usava suas próprias regras, em geral derivadas das regras das escolas onde seus atletas estudaram. Em 1863, representantes de clubes de toda a Inglaterra se reuniram a fim de criar estabelecer regras comuns, baseadas nas regras usadas na Universidade de Cambridge. Nasceu, assim, a Football Association, isto é, o futebol moderno. Entretanto, as regras não foram unanimemente aceitas, com os clubes praticantes do football com as regras da Escola de Rugby optando por manter sua forma de jogar e não aderir às regras do Football Association.

 

Rugby Football Union

O surgimento de diversos clubes de rugby por toda a Inglaterra fez necessária a criação de uma entidade nacional organizadora. Em 1871, nasceu a Rugby Football Union. A primeira reunião da RFU foi presidida por E.C. Holmes, capitão do Richmond F. C., e contou com representantes de 21 clubes: além do Richmond, Harlequins, Blackheath (formando o poderoso trio de clubes de Londres, que mandou por anos na entidade), Guy’s Hospital, Civil Service, Wellington College, King’s College, St. Paul’s School (que continuam existindo até hoje), Gipsies, Flamingoes, Mohicans, Wimbledon Hornets, Marlborough Nomads, West Kent, Law, Lausanne, Addison, Belize Park, Ravenscourt Park, Chapham Rovers e Queen’s House (que não existem mais). A União Escocesa de Rugby (SRU) foi a segunda a ser formada, em 1873, seguida da União Irlandesa de Futebol Rugby (IRFU), em 1879, e da União Galesa de Rugby (WRU), em 1881. A criação das 4 entidades nacionais fez necessária a criação de um órgão internacional. Com isso, em 1886, nasceu o International Rugby Board (IRB), fundado por representante de Escócia, Irlanda e País de Gales. A Inglaterra se recusou participar do IRB em sua fundação, e só aderiu à entidade em 1890.

 

Em 1871, foi disputada a primeira partida internacional, entre Inglaterra e Escócia, com vitória escocesa. A primeira grande competição internacional nasceu em 1883: o Four Nations (4 Nações), entre as Home Nations (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda). Foi somente em 1910 que o torneio se tornou Five Nations (5 Nações), com a inclusão da França, e Six Nations (6 Nações), apenas em 2000, com a entrada da Itália.

 

Rugby Football League

Em 1895, o rugby chegou a um momento crucial para seu próximo século de existência. O crescimento do esporte levou à discussão sobre a liberalização ou não do profissionalismo, isto é, do ato de se remunerar um atleta. De acordo com a ideologia da época, a remuneração desvirtuaria os ideais do esporte e, por isso, era ilegal. Collins aponta que o rugby football recebia muita atenção do público – seja da mídia ou mesmo do afluxo de pessoas aos campos – por volta dos anos 1870 e 1880. Mas, a adoção do profissionalismo fez crescer o Football Association (futebol) e colocou a discussão para o rugby football. A recusa da RFU de liberar as remunerações, e as seguidas sanções impostas pela entidade aos clubes que as praticavam, levaram um grupo de 22 clubes se desligarem oficialmente da RFU. A reunião no Hotel George, em Huddersfield, levou a 20 dos 21 clubes (todos do norte da Inglaterra) a assinarem a fundação da Northern Rugby Union (NRU), endossada por outros 2 clubes nos dias seguintes, totalizando 22 clubes fundadores.A partir desse momento, o Rugby Football se dividiria em Rugby Union (amador) e Rugby League (profissional).

 

Em 1922, a NRU virou a RFL, Rugby Football League. As seguidas modificações nas regras promovidas pela entidade transformaram o rugby praticado por seus clubes em um outro esporte, o Rugby League, com regras muito distintas. Contudo, apesar da adoção do profissionalismo, o rugby league não conseguiu se difundir pelo mundo, ganhando forte adesão somente na Austrália, além do Norte da Inglaterra. Na Nova Zelândia e na França, o Rugby League conquistou seu espaço, mas jamais superou em popularidade o Rugby Union.

 

Com o Cisma de 1895, a RFU manteve como ilegal o profissionalismo até o ano de 1995, quando, em 25 de agosto, 2 meses após a Copa do Mundo de 1995, a entidade declarou o Rugby Union um esporte livre, isto é, com a permissão para a profissionalização dos atletas.

 

O nascimento do Sevens

Em 1883, na pequena cidade escocesa de Melrose, nasceu a modalidade reduzida do rugby, o seven-a-side. Melrose se localiza no coração do rugby escocês, a Scottish Border, região de pequenos vilarejos, cujas pequenas populações dificultavam a formação de equipes de 15 jogadores. Com isso, o Melrose RFC inovou ao convidar as equipes dos vilarejos vizinhos para um torneio de dois dias, com jogo com apenas 7 jogadores de cada lado, com tempo reduzido, porém mantendo-se as mesmas regras do jogo tradicional de 15 jogadores. O torneio virou uma tradição e a modalidade ganhou o mundo todo, mas somente a partir dos anos 1990 o sevens passou a ter competições internacionais regulares.

 

A evolução das regras

As Leis do Rugby variaram muito ao longo do tempo. A própria bola oval fora oficialmente regulada apenas em 1892. Até 1846, por exemplo, um try não valia pontos, sendo que o único modo de se pontuar consistia em chutar a bola entre os postes. O termo try significa justamente isso. Tratava-se de ganhar a tentativa (try, em inglês) de chutar a bola à meta. As formas de se pontuar variaram muito com o tempo. Veja a tabela com o valor da pontuação do Rugby Union:

Período TRY Conversão Penal Drop goal Goal form Mark*
1871-1886 1 1
1886-1888 1 2 3
1888-1891 1 2 2 3
1891-1893 2 3 3 4 4
1893-1905 3 2 3 4 4
1905-1948 3 2 3 4 3
1948-1971 3 2 3 3 3
1971-1977 4 2 3 3 3
1977-1992 4 2 3 3
1992 – hoje 5 2 3 3

(*) Consistia em se chutar a bola ao gol depois de chamada a marca. O atleta não poderia ser tocado até chutar a bola a gol. Foi extinto em 1977.

 

O Rugby pelo mundo

O rugby não demorou a se disseminar pelo mundo e foi logo abraçado por outras regiões do vasto Império Britânico, ganhando popularidade na Nova Zelândia, na Austrália e na África do Sul, que não tardariam a se tornar grandes forças do esporte. As viagens de equipes desses países à Europa e dos britânicos a suas colônias deram fama aos jogos internacionais, e logo vieram os apelidos, pelos quais australianos, neozelandeses, australianos e sul-africanos ficaram mundialmente conhecidos: a Nova Zelândia são os “All Blacks”, a Austrália os “Wallabies” e a África do Sul os “Springboks”. Foi para desafiar essas três seleções que os britânicos criaram uma seleção especial, formada ocasionalmente por atletas de Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda: os famosos “Lions”.

 

O rugby também cruzou o Canal da Mancha e foi entusiasticamente abraçado pelos franceses, que deram seu toque especial ao esporte, criando um estilo próprio de se jogar. Em 1909, a França se somou aos britânicos no “Five Nations” e se tornou uma potência da modalidade. Na Argentina, a grande colônia de britânicos (mais de 200.000 deles viviam no país no fim do século XIX) rapidamente desenvolveu o Rugby por lá, tornando-se um dos principais esportes para os argentinos. Enquanto isso, na América do Norte, o rugby foi incorporado cedo por Canadá a Estados Unidos, mas os universitários locais optaram por fazer mudanças nas regras, nascendo um esporte totalmente diferente: o futebol americano, nos anos 1860. O rugby seguiu sua marcha, conquistou adeptos da Itália ao Japão, e chegou inclusive ao Brasil ainda no século XIX, sendo aqui praticado pela primeira vez em 1891, no Rio de Janeiro, e em 1895, em São Paulo.

 

Brevemente, o Rugby fez parte dos Jogos Olímpicos, com sua modalidade principal de quinze jogadores, estando no programa oficial em quatro edições: 1900 (vencida pela França), 1908 (vencida pela Austrália), 1920 e 1924 (ambas vencidas pelos Estados Unidos). Entretanto, a opção do Rugby por sair dos holofotes foi mais forte e por muitos anos foi a ética amadora que prevaleceu, com prestigiados amistosos internacionais e curtos torneios continentais, como o “Five Nations” europeu e o Campeonato Sul-Americano (criado em 1951) ocupando o calendário das seleções. Entre as grandes tradições do rugby está o Barbarians, equipe formada por atletas de diferentes nacionalidades que até hoje é formada para amistosos. Uma verdadeira seleção do mundo, cujo intuito é promover os valores do esporte.

 

Por conta do amadorismo, o rugby somente criou sua Copa do Mundo em 1987. E ela se tornou um dos mais aclamados eventos do esporte mundial, reunindo as melhores seleções do mundo a cada quatro anos. Em 1991, foi a vez das mulheres organizarem a Copa do Mundo Feminina, lutando por maior espaço desde os anos 80. Já em 1993 nasceu a Copa do Mundo de Sevens, transformando o sevens de modalidade recreativa a esporte de alto rendimento.

 

O profissionalismo veio em 1995 e, após a célebre Copa do Mundo realizada na África do Sul, na qual, por meio dos Springboks, Nelson Mandela promoveu a unidade do país, recém saído do regime do apartheid.

 

Com o profissionalismo, a Copa do Mundo cresceu, assim como novas competições. Em 1996, foi criado o Tri Nations, envolvendo África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, transformado em The Rugby Championship em 2012, com a entrada da Argentina no torneio. Em 2000, a Itália foi incorporada pelas potências europeias, nascendo o Six Nations. E campeonatos profissionais de clubes surgiram em todas as partes, como a Copa Europeia (atual Champions Cup), entre os europeus, e o Super Rugby, no hemisfério Sul. Enquanto isso, o sevens ganhou seu circuito mundial anual, a Série Mundial de Sevens, com suas versões masculina e feminina, e em 2016 a modalidade fez sua estreia nos Jogos Olímpicos, marcando o retorno do rugby ao evento depois de 92 anos de ausência e tendo Fiji, no masculino, e Austrália, no feminino, como seus medalhistas de ouro.

 

História do Rugby no Brasil

O rugby começou cedo no Brasil e chegou ao país na mesma época que o futebol. A primeira equipe que se tem registro foi formada em 1891 no Rio de Janeiro: o Clube Brasileiro de Futebol Rugby, que teve vida curta. Em 1895, o rugby foi jogado em São Paulo por iniciativa de Charles Miller, brasileiro, de família, inglesa, que estudou na Inglaterra e, em seu retorno, promoveu em São Paulo esportes britânicos, como o futebol, pelo qual ficou mais conhecido, e o rugby, estando a frente do São Paulo Athletic Club. Porém, o rugby também não teve continuidade, sendo jogado apenas ocasionalmente, sobretudo por britânicos, em várias cidades do país.

 

Foi apenas nos anos 1920 que o rugby passou a ser jogado com maior regularidade em São Paulo e Rio de Janeiro, com a criação de clubes e a promoção de partidas entre os selecionados dos dois estados. Entre os grandes fomentadores da organização do Rugby brasileiro nesse período estavam o escocês Jimmy Macintyre e o inglês Gordon Fox Rule, que criaram, em 1925, o São Paulo Rugby Football Club, logo associado à Associação Atléticas das Palmeiras. No Rio de Janeiro, o Rugby ganhou espaço no Rio Cricket and Athletic Association, em Niterói, enquanto em Santos o Santos Athletic Club promovia atividades do esporte. Em 1926, o conjunto de São Paulo enfrentou Santos e o Rio de Janeiro, em duas partidas que ajudaram a impulsionar o esporte. A partir de 1927, as seleções de São Paulo e Rio de Janeiro passaram a se enfrentar anualmente valendo a Taça Beilby Alston, em homenagem ao embaixador britânico. Nos anos 30, o Brasil se tornou rota para alguns times internacionais, com uma seleção brasileira sendo formada para partidas contra os Junior Springboks (a segunda seleção da África do Sul), em 1932, a Seleção Britânica (os Lions), em 1936.

 

O rugby foi interrompido durante a Segunda Guerra Mundial, quando boa parte dos praticantes, ainda estrangeiros, foram mobilizados pelo conflito. A partir de 1947 a Taça Beilby Alston voltou a ser disputada anualmente até 1963. Em 1950, Macintyre organizou a primeira excursão de uma seleção brasileira para o exterior, com a seleção indo ao Uruguai. No ano seguinte, o Brasil participou do 1º Campeonato Sul-Americano de Rugby, na Argentina. Mas, nesse momento o rugby ainda não possui uma entidade organizadora do esporte no país e, para suprir tal carência, foi fundada em 1963 a União de Rugby do Brasil (URB), com o irlandês Harry Donovan como presidente. No ano seguinte, o Campeonato Brasileiro foi criado e o São Paulo Athletic Club, que desde a retomada do rugby nos anos 40 era o principal fomentador da modalidade, foi sede do Campeonato Sul-Americano, que terminou com o vice-campeonato do Brasil, inaugurando o primeiro campo exclusivo de Rugby do país.

 

Até os anos 60, o Rugby era quase restrito a estrangeiros ou brasileiros filhos de estrangeiros, sobretudo britânicos, mas não apenas. Japoneses, franceses e argentinos eram parcela significativa dos praticantes de rugby no Brasil, mas foi apenas nos anos 70 que o esporte passou a ganhar mais adeptos entre os brasileiros. Em 1973, a URB foi transformada em ABR, Associação Brasileira de Rugby, e esporte ganhou adeptos nas universidades e colégios paulistanos, com as categorias de base surgindo, assim como uma seleção juvenil, criada para o Sul-Americano de 1972 da categoria. Nos anos 60 e 70, o rugby foi jogado em Minas Gerais e nos anos 80 chegou ao Paraná. Clubes estrangeiros adicionaram o Brasil em seus destinos, e a França chegou a enfrentar o Brasil em 1974. O rugby deixava definitivamente de ser esporte de estrangeiros, contando com 19 clubes em 1986.

 

Entre 1991 e 1999, o Brasil disputou os Mundiais Juvenis da FIRA, a Federação Internacional de Rugby Amador, e se filiou à International Rugby Board em 1995, participando no ano seguinte pela primeira vez das eliminatórias para a Copa do Mundo. O número de estados praticantes também cresceu nos anos 90, com o rugby chegando a Santa Catarina e Amazonas e voltando a Minas Gerais. E o rugby feminino, enfim, deu seus primeiros passos.

 

Mas, foi a partir dos anos 2000 que o rugby no Brasil experimentou seu maior crescimento, com o esporte ganhando a televisão por assinatura – que passou a exibir um número cada vez maior de partidas internacionais e nacionais -, a internet e as novas mídias. No âmbito das seleções nacionais, o Brasil colecionou conquistas no Sul-Americano B e voltou, em 2008, à elite do continente na categoria masculina. Já no feminino, o Brasil criou sua hegemonia, conquistando de forma invicta o primeiro Sul-Americano Feminino de Sevens e iniciando uma série de dez títulos invictos consecutivos. O sucesso continental permitiu à seleção feminina jogar a Copa do Mundo de Sevens em 2009 e em 2013, o circuito mundial feminino e os Jogos Pan-Americanos, conquistando a medalha de bronze em 2015.

 

No cenário dos clubes, as duas primeiras décadas do século XXI levaram o rugby a todos os 27 estados do Brasil, com clubes e campeonatos sendo formados em todas as regiões, chegando a 2015 com mais de 250 agremiações e mais de 10 mil jogadores cadastrados – e 40 mil estimados, enquanto projetos sociais ganharam espaço, como o “VOR – Vivendo o Rugby”, de Curitiba, premiado em 2014 pelo World Rugby.

 

Em paralelo, a organização institucional foi ganhando corpo, com a ABR se transformando, em 2010, em CBRu (Confederação Brasileira de Rugby), por conta do novo status olímpico do Rugby. Conjuntamente, federações estaduais foram formadas ou repaginadas, com seis estados sendo fundadores da confederação (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A partir das primeiras entidades formadas, e com a necessidade de transformar o crescimento rápido, espontâneo e desordenado em uma realidade sustentável, programas de desenvolvimento foram criados, com o rugby brasileiro passando por uma fase atual de solidificação.

 

Clique aqui para conferir a lista de resultados da história das seleções brasileiras.

 

Lista de títulos

Copa do Mundo de Rugby

Ano Sede Final Campeão Vice campeão 3º colocado 4º colocado
1987 Nova Zelândia e Austrália Nova Zelândia 29 x 9 França Nova Zelândia França Gales Austrália
1991 Cinco Nações (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França), com final na Inglaterra Austrália 12 x 6 Inglaterra Austrália Inglaterra Nova Zelândia Escócia
1995 África do Sul África do Sul 15 x 12 Nova Zelândia África do Sul Nova Zelândia França Inglaterra
1999 Cinco Nações (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França), com final em Gales Austrália 35 x 12 França Austrália França África do Sul Nova Zelândia
2003 Austrália Inglaterra 20 x 17 Austrália Inglaterra Austrália Nova Zelândia França
2007 França África do Sul 15 x 6 Inglaterra África do Sul Inglaterra Argentina França
2011 Nova Zelândia Nova Zelândia 8 x 7 França Nova Zelândia França Austrália Gales
2015 Inglaterra Nova Zelândia 34 x 17 Austrália Nova Zelândia Austrália África do Sul Argentina
2019 Japão
Ranking Títulos Vices 3ºs lugares 4ºs lugares 5º a 8º lugares (Quartas de final)
Nova Zelândia 3 1 2 1 1
Austrália 2 2 1 1 2
África do Sul 2 0 2 0 2
Inglaterra 1 2 0 1 3
França 0 3 1 2 2
Gales 0 0 1 1 3
Argentina 0 0 1 1 2
Escócia 0 0 0 1 6
Irlanda 0 0 0 0 6
Fiji 0 0 0 0 2
Samoa 0 0 0 0 2
Canadá 0 0 0 0 1

Obs: Entre 1987 e 1995 a Copa do Mundo teve 16 participantes. Desde 1999 são 20 participantes;

A África do Sul não disputou o Mundiais de 1987 e 1991 por conta do boicote internacional ao regime de segregação racial do apartheid

 

Copa do Mundo Feminina

Ano Sede Campeão Vice campeão 3º colocado 4º colocado
1991 Gales Estados Unidos Inglaterra França Nova Zelândia
1994 Escócia Inglaterra Estados Unidos França Gales
1998 Holanda Nova Zelândia Estados Unidos Inglaterra Canadá
2002 Espanha Nova Zelândia Inglaterra França Canadá
2006 Canadá Nova Zelândia Inglaterra França Canadá
2010 Inglaterra Nova Zelândia Inglaterra Austrália França
2014 França Inglaterra Canadá França Irlanda
2017 Irlanda
Ranking Títulos Vices 3ºs lugares 4ºs lugares
Nova Zelândia 4 0 1 0
Inglaterra 2 4 1 0
Estados Unidos 1 2 0 0
Canadá 0 1 0 3
França 0 0 5 1
Austrália 0 0 1 0
Irlanda 0 0 0 1
Gales 0 0 0 1


 

Six Nations

País Número de títulos inteiros* Número total de títulos (incluindo divididos*) Número de Grand Slams** Número de Tríplices Coroas*** Número de Colheres de Pau**** Número de participações Número de títulos desde 2000 (Era Six Nations)
Inglaterra 27 37 13 25 25 120 5
Gales 26 38 11 20 21 122 4
França 17 25 9 18 87 5
Escócia 14 22 3 10 33 122 0
Irlanda 13 22 2 10 36 122 3
Itália 0 0 0 11 17 0

1883 – 1909 – Home Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda);

– Inglaterra não participou em 1888 e 1889; 1885, 1897 e 1898 não foram terminados;

1910 – 1914 – Five Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França);

1915 – 1919 – Interrupção pela Primeira Guerra Mundial;

1920 – 1931 – Five Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França);

1932 – 1939 – Home Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda);

1940 – 1946 – Interrupção pela Segunda Guerra Mundial;

1947 – 1999 – Five Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda e França);

– 1972 não foi terminado por crise política na Irlanda;

2000 – hoje – Six Nations Championship (Inglaterra, Gales, Escócia, Irlanda, França e Itália);

* Até 1988, quando duas ou mais equipes terminavam empatadas em primeiro lugar em número de pontos o título era dividido entre essas duas ou mais seleções. A partir de 1989 critérios de desempate foram adotados para definir apenas um campeão por ano.

** Grand Slam = Quando uma equipe vence todas as partidas do torneio

***Tríplice Coroa (Triple Crown) = Quando Inglaterra, Escócia, Gales ou Irlanda derrotam todos as demais nações dos Ilhas Britânicas. França e Itália não disputam a Tríplice Coroa;

****Colher de Pau = Quando uma seleção perde todas as partidas na competição.

 

The Rugby Championship

País Número de títulos Vices 3ºs lugares 4ºs lugares
Nova Zelândia 14 5 2 0
Austrália 4 12 5 0
África do Sul 3 5 12 1
Argentina 0 0 1 4

1996 – 2011 – Tri Nations Series (Nova Zelândia, Austrália e África do Sul);

2012 – hoje – The Rugby Championship (Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Argentina);

 

Jogos Olímpicos

Ano Sede Ouro Prata Bronze
XV – Masculino
1900 Paris (França) França Grã-Bretanha / Alemanha
1908 Londres (Grã-Bretanha) Australásia (Austrália) Grã-Bretanha
1920 Antuérpia (Bélgica) Estados Unidos França
1924 Paris (França) Estados Unidos França Romênia
Sevens – Masculino
2016 Rio de Janeiro (Brasil) Fiji Grã-Bretanha África do Sul
2020 Tóquio (Japão)
Sevens – Feminino
2016 Rio de Janeiro (Brasil) Austrália Nova Zelândia Canadá
2020 Tóquio (Japão)


 

Copa do Mundo de Rugby Sevens

Ano Sede Campeão Vice campeão 3º colocado 4º colocado
Masculino
1993 Edimburgo (Escócia) Inglaterra Austrália Fiji Irlanda
1997 Hong Kong (Hong Kong) Fiji África do Sul Nova Zelândia Samoa
2001 Mar del Plata (Argentina) Nova Zelândia Austrália Argentina Fiji
2005 Hong Kong (Hong Kong, China) Fiji Nova Zelândia Austrália Inglaterra
2009 Dubai (Emirados Árabes Unidos) Gales Argentina Quênia Samoa
2013 Moscou (Rússia) Nova Zelândia Inglaterra Fiji Quênia
2018 São Francisco (Estados Unidos)
Feminino
2009 Dubai (Emirados Árabes Unidos) Austrália Nova Zelândia Estados Unidos África do Sul
2013 Moscou (Rússia) Nova Zelândia Canadá Estados Unidos Espanha
2018 São Francisco (Estados Unidos)
Ranking Masculino Títulos Vices 3ºs lugares 4ºs lugares
Nova Zelândia 2 1 1 0
Fiji 2 0 2 1
Inglaterra 1 1 0 1
Gales 1 0 0 0
Argentina 0 1 1 0
África do Sul 0 1 0 0
Quênia 0 0 1 1
Samoa 0 0 0 2
Irlanda 0 0 0 1
Ranking Feminino Títulos Vices 3ºs lugares 4ºs lugares
Nova Zelândia 1 1 0 0
Austrália 1 0 0 0
Canadá 0 1 0 0
Estados Unidos 0 0 2 0
África do Sul 0 0 0 1
Espanha 0 0 0 1


 

Série Mundial de Sevens

Temporada Número de torneios Campeão
Masculino
1999-00 10 Nova Zelândia
2000-01 9 Nova Zelândia
2001-02 11 Nova Zelândia
2002-03 7 Nova Zelândia
2003-04 8 Nova Zelândia
2004-05 7 Nova Zelândia
2005-06 8 Fiji
2006-07 8 Nova Zelândia
2007-08 8 Nova Zelândia
2008-09 8 África do Sul
2009-10 8 Samoa
2010-11 8 Nova Zelândia
2011-12 9 Nova Zelândia
2012-13 9 Nova Zelândia
2013-14 9 Nova Zelândia
2014-15 9 Fiji
2015-16 10 Fiji
Feminino
2012-13 4 Nova Zelândia
2013-14 5 Nova Zelândia
2014-15 6 Nova Zelândia
2015-16 5 Austrália
Ranking Masculino Títulos
Nova Zelândia 12
Fiji 3
África do Sul 1
Samoa 1
Ranking Feminino Títulos
Nova Zelândia 3
Austrália 1


 
Americas Rugby Championship

Ano Campeão Vice campeão 3º lugar 4º lugar 5º lugar 6º lugar
2016 Argentina Estados Unidos Canadá Uruguai Brasil Chile
2017


 
Campeonato Sul-Americano de Rugby XV

Ano Sede Campeão Vice campeão 3º lugar 4º lugar 5º lugar
1951 Buenos Aires (Argentina) Argentina Uruguai Chile Brasil
1958 Santiago e Viña del Mar (Chile) Argentina Chile Uruguai Peru
1961 Montevidéu (Uruguai) Argentina Chile Uruguai Brasil
1964 São Paulo (Brasil) Argentina Brasil Uruguai Chile
1967 Buenos Aires (Argentina) Argentina Chile Uruguai
1969 Santiago (Chile) Argentina Chile Uruguai
1971 Montevidéu (Uruguai) Argentina Chile Uruguai Brasil Paraguai
1973 São Paulo (Brasil) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
1975 Assunção (Paraguai) Argentina Chile Uruguai Brasil Paraguai
1977 Tucumán (Argentina) Argentina Uruguai Chile Paraguai Brasil
1979 Santiago e Viña del Mar (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
1981* Montevidéu (Uruguai) Uruguai Chile Paraguai Brasil
1983 Buenos Aires (Argentina) Argentina Uruguai Chile Paraguai
1985 Assunção (Paraguai) Argentina Uruguai Chile Paraguai
1987 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Paraguai
1989 Montevidéu (Uruguai) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
1991 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai Brasil
1993 Todos os países Argentina Uruguai Paraguai Chile Brasil
1995 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai
1997 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai
1998 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai
2000 Montevidéu (Uruguai) Argentina Uruguai Chile
2001 Todos os países Argentina Uruguai Chile Paraguai
2002 Mendoza (Argentina) e Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Paraguai
2003 Montevidéu (Uruguai) Argentina Uruguai Chile Paraguai
2004 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Venezuela
2005 Buenos Aires (Argentina) Argentina Uruguai Chile
2006 Todos os países Argentina Uruguai Chile
2007 Todos os países Argentina Uruguai Chile
2008 Todos os países Argentina Uruguai Chile
2009 Montevidéu (Uruguai) e Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
2010 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil Paraguai
2011 Puerto Iguazu (Argentina) Argentina Chile Uruguai Brasil Paraguai
2012 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil
2013 Montevidéu (Uruguai) e Temuco (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil
2014 Todos os países Uruguai Paraguai Brasil Chile
2015 Todos os países Chile Uruguai Paraguai Brasil
2016 Todos os países Uruguai Chile Brasil Paraguai
2017 Todos os países
Ranking Títulos Vices 3ºs lugares 4ºs lugares 5ºs lugares
Argentina 34 0 0 0 0
Uruguai 3 27 8 0 0
Chile 1 10 25 2 0
Paraguai 0 2 3 12 8
Brasil 0 1 2 14 3
Venezuela 0 0 0 1 0
Peru 0 0 0 1 0
Copa Sul-Americana**
2014 Montevidéu, Paysandu (Uruguai) e Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile
2015 Montevidéu (Uruguai) e Assunção (Paraguai) Argentina Uruguai Paraguai
2016 Colonia de Sacramento (Uruguai) e Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile
Ranking Títulos Vices 3ºs lugares
Argentina 3 0 0
Uruguai 0 3 0
Chile 0 0 2
Paraguai 0 0 1
Sul-Americano “B”
Ano Sede Campeão Vice campeão 3º lugar 4º lugar 5º lugar
2000 São Paulo (Brasil) Brasil Venezuela Peru
2001 Todos os países Brasil Venezuela Peru Colômbia
2002 Lima (Peru) Brasil Peru Venezuela Colômbia
2003 Bogotá (Colômbia) Venezuela Brasil Colômbia Peru
2004 São Paulo (Brasil) Paraguai Brasil Peru Colômbia
2005 Assunção (Paraguai) Paraguai Brasil Peru Colômbia Venezuela
2006 Caracas (Venezuela) Brasil Colômbia Venezuela Peru Costa Rica
2007 Lima (Peru) Brasil Peru Colômbia Venezuela
2008 Luque (Paraguai) Brasil Paraguai Venezuela Colômbia Peru
2009 San José (Costa Rica) Colômbia Venezuela Peru Costa Rica
2010 Medellín (Colômbia) Peru Venezuela Colômbia Costa Rica
2011 Lima (Peru) Venezuela Peru Colômbia Costa Rica
2012 Valencia (Venezuela) Paraguai Colômbia Venezuela Peru
2013 Luque (Paraguai) Paraguai Colômbia Peru Venezuela
2014 Apartadó (Colômbia) Colômbia Venezuela Peru Equador
2015 Lima (Peru) Colômbia Peru Venezuela Equador
2016 Lima (Peru) Colômbia Venezuela Peru Equador
2017 a definir
Sul-Americano “C”
Ano Sede Campeão Vice campeão 3º lugar 4º lugar
2012 Cidade da Guatemala (Guatemala) Costa Rica Guatemala Equador El Salvador
2013 San José (Costa Rica) Equador Costa Rica Guatemala El Salvador
2014 Balboa (Panamá) El Salvador Guatemala Costa Rica Panamá
2015 San Salvador (El Salvador) Guatemala Costa Rica El Salvador Panamá
2016 Cidade da Guatemala (Guatemala) Guatemala Costa Rica Panamá El Salvador
2017 a definir

* Argentina não participou em 1981;

**A partir de 2014, a Argentina não participa do Campeonato Sul-Americano de Rugby. Mas, os dois primeiros colocados da competição enfrentam no ano seguinte a Argentina na Copa Sul-Americana (Copa CONSUR em 2014 e 2015, Copa Sudamérica Rugby a partir de 2016), que passou a ser o título máximo do continente.

 
Campeonato Sul-Americano de Rugby Sevens Feminino

Ano Sede Campeão Vice-campeão 3º lugar 4º lugar 5º lugar 6º lugar 7º lugar 8º lugar
2004 Barquisimeto (Venezuela) Brasil Venezuela Colômbia Argentina Uruguai Chile Paraguai Peru
2005 São Paulo (Brasil) Brasil Argentina Venezuela Colômbia Chile Uruguai Paraguai Peru
2007 Viña del Mar (Chile) Brasil Colômbia Venezuela Argentina Chile Uruguai Peru
2008 Punta del Este (Uruguai) Brasil Argentina Venezuela Uruguai Colômbia Chile Peru Paraguai
2009 São José dos Campos (Brasil) Brasil Argentina Venezuela Uruguai Colômbia Chile Peru Paraguai
2010 Mar del Plata (Argentina) Brasil Colômbia Uruguai Argentina Chile Venezuela Paraguai Peru
2011 Bento Gonçalves (Brasil) Brasil Argentina Chile Uruguai Colômbia Peru Venezuela Paraguai
2012 Rio de Janeiro (Brasil) Brasil Colômbia Uruguai Argentina Chile Venezuela Paraguai Peru
2013 Rio de Janeiro (Brasil) Brasil Argentina Uruguai Venezuela Colômbia Chile Peru Paraguai
2014 Santiago (Chile) Brasil Argentina Uruguai Colômbia Chile Paraguai Venezuela
2015* Santa Fé (Argentina) Colômbia Argentina Venezuela Uruguai Paraguai Chile Peru Costa Rica
2016 Rio de Janeiro (Brasil) Brasil Argentina Colômbia Venezuela Paraguai Chile Peru Uruguai
2017 Carlos Paz (Argentina) Brasil Argentina Colômbia Paraguai Venezuela Chile Peru Uruguai
2018

*Em 2015, o Brasil não disputou porque o torneio valia como Pré-Olímpico para os Jogos Olímpicos do Rio 2016

 

Campeonato Sul-Americano de Rugby Sevens Masculino

Ano Sede Campeão Vice-campeão 3º lugar 4º lugar 5º lugar 6º lugar 7º lugar 8º lugar 9º lugar 10º lugar
2006 Assunção (Paraguai) Argentina Chile Uruguai Paraguai Brasil Colômbia Venezuela Peru
2007 Viña del Mar (Chile) Argentina Chile Paraguai Uruguai Brasil Peru Colômbia Venezuela
2008 Punta del Este (Uruguai) Argentina Uruguai Chile Brasil Colômbia Peru Paraguai Venezuela
2009 São José dos Campos (Brasil) Argentina Chile Uruguai Brasil Colômbia Paraguai Peru Venezuela
2010 Mar del Plata (Argentina) Argentina Uruguai Chile Brasil Colômbia Paraguai Peru Venezuela
2011 Bento Gonçalves (Brasil) Argentina Uruguai Brasil Chile Paraguai Colômbia Peru Venezuela
2012 Rio de Janeiro (Brasil) Uruguai Argentina Chile Paraguai Brasil Peru Colômbia Venezuela Guatemala Equador
2013 Rio de Janeiro (Brasil) Argentina Uruguai Brasil Chile Colômbia Peru Paraguai Venezuela Guatemala Equador
2014 Santiago (Chile) Argentina Uruguai Chile Brasil Colômbia Paraguai Peru
2015* Santa Fé (Argentina) Argentina Uruguai Chile Colômbia Paraguai Venezuela Peru
Circuito Sul-Americano
2017 Punta del Este (Uruguai) Argentina Fiji* Chile Estados Unidos* Uruguai Colômbia Canadá* Brasil
Viña del Mar (Chile) Fiji* Argentina Chile Canadá* Uruguai Colômbia Estados Unidos* Brasil
Geral: Fiji* Argentina Chile Uruguai Canadá* Estados Unidos* Colômbia Brasil
2018
*Convidado

*Em 2015, o Brasil não disputou porque o torneio valia como Pré-Olímpico para os Jogos Olímpicos do Rio 2016

 

Taça Beilby Alston – Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais

Ano Equipe da casa Placar vs Placar Equipe visitante Campeão
1927 RJ 29 X 03 SP RJ
1928 SP 08 X 06 RJ SP
1929 RJ 16 X 05 SP RJ
1930 SP 08 X 11 RJ RJ
1931 RJ 27 X 03 SP RJ
1932 *
1933 SP 03 X 00 RJ SP
1934 RJ 15 X 03 SP RJ
1935 SP 03 X 00 RJ SP
1936 RJ 11 X 00 SP RJ
1937 SP 12 X 16 RJ RJ
1938 RJ 03 X 08 SP SP
1939 SP 20 X 00 RJ SP
1940 RJ 06 X 05 SP RJ
1941-46 **
1947 SP 00 X 08 RJ RJ
1948 RJ 16 X 04 SP RJ
1949 SP 13 X 06 RJ SP
1950 RJ 06 X 00 SP RJ
1951 SP 26 X 06 RJ SP
1952 RJ 09 X 21 SP SP
1953 SP 12 X 03 RJ SP
1954 RJ 00 X 06 SP SP
1955 SP 20 X 06 RJ SP
1956 RJ 13 X 00 SP RJ
1957 SP 11 X 13 RJ RJ
1958 RJ 13 X 03 SP RJ
1959 SP 17 X 03 RJ SP
1960 RJ 03 X 33 SP SP
1961 SP 25 X 10 RJ SP
1962 RJ 00 X 57 SP SP
1963 SP 38 X 06 RJ SP
1964-1969 ***
1970 RJ 05 X 48 SP SP
1971 SP 33 X 05 RJ SP
1972 RJ 09 X 39 SP SP
1973 ****
1974 SP 24 X 09 RJ SP
1975 SP 49 X 03 RJ SP
1976 RJ 24 X 17 SP RJ
1977 SP 27 X 12 RJ SP
1978-1978 ****
1979 RJ 15 X 30 SP SP
1980-1982 ****
1983 SP 15 X 07 RJ SP
Ranking Títulos
São Paulo 24
Rio de Janeiro 15

Taça disputada entre as seleções estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro.

*Sem disputa em 1932 por conta da Revolução Paulista;
**Sem disputa entre 1941 e 1946 por conta da Segunda Guerra Mundial;
***Sem disputa entre 1964 e 1969 por falta de atletas no RJ;
****Sem disputa, outros motivos.

 

Campeonato Brasileiro de Rugby

Ano Campeão  
1964 SPAC
1965 SPAC
1966 SPAC
1967 SPAC
1968 SPAC
1969 SPAC
1970 São Paulo Barbarians
1971 São Paulo Barbarians
1972 FUPE
1973 Medicina
1974 SPAC
1975 SPAC
1976* SPAC Niterói
1977 SPAC
1978 SPAC
1979 Niterói
1980 Alphaville
1981 Medicina
1982 Alphaville
1983* Niterói Alphaville
1984 Niterói
1985 Alphaville
1986 Niterói
1987 Pasteur
1988 Bandeirantes
1989 Alphaville
1990 Niterói
1991 Alphaville
1992 Alphaville
1993 Rio Branco
1994 Pasteur
1995 Bandeirantes
1996 Desterro
1997 Rio Branco
1998 Rio Branco
1999 SPAC
2000 Desterro
2001 Bandeirantes
2002 São José
2003 São José
2004 São José
2005 Desterro
2006 Rio Branco
2007 São José
2008 São José
2009 Bandeirantes
2010 São José
2011 São José
2012 São José
2013 SPAC
2014 Curitiba
2015 São José
2016 Curitiba
2017
*Títulos divididos
Ranking de campeões Cidade/Estado Títulos
SPAC São Paulo (SP) 13
São José São José dos Campos (SP) 9
Alphaville ** Barueri (SP) 7
Niterói Niterói (RJ) 6
Bandeirantes (Band Saracens) São Paulo (SP) 4
Rio Branco São Paulo (SP) 4
Desterro Florianópolis (SC) 3
Curitiba Curitiba (PR) 2
Medicina USP São Paulo (SP) 2
Pasteur São Paulo (SP) 2
São Paulo Barbarians** São Paulo (SP) 2
FUPE** São Paulo (SP) 1
**Inativo/extinto


 

Além do Rugby

Outros esportes surgiram em outras partes do Império Britânico na mesma época que o rugby e o futebol.

 

Na Austrália, na região de Melbourne, os colonos britânicos praticavam desde muito cedo um esporte com bolas, de origem local e também com influências do caid celta e dos football ingleses. O Australian Rules Football, ou simplesmente Futebol Australiano, teve suas regras escritas em 1859 e, apesar de não ser propriamente derivado do rugby, compartilha princípios semelhantes. Na Irlanda, o Futebol Gaélico se aproxima do Futebol Australiano, tendo sido regulado tardiamente, 1887. Como particularidade, a meta do Futebol Gaélico combina as traves do futebol com as traves do rugby.
 

Os esportes que, de fato, derivaram do rugby foram o Futebol Americano e o Futebol Canadense – os chamados Gridiron Football. O rugby chegou à América do Norte nos anos de 1860e logo foi adotado pelas universidades locais, que, no entanto, preferiram modificar as regras do jogo, que não contava com uma entidade que o regulasse internacionalmente. Em 1875, os canadenses foram os primeiros a efetuar mudanças, retirando a formação de scrum. No ano seguinte, as universidade de Yale, Princeton, Harvard e Columbia, nos Estados Unidos, fundaram sua liga, mantendo as regras do rugby. Em 1880, as propostas de mudanças nas regras feitas por Walter Camp, considerado o “pai do futebol americano”, foram aceitas, reduzindo o jogo para 11 atletas, tornando o scrum impraticável em sua forma original. Mais mudanças vieram nos anos seguintes, separando definitivamente o Rugby do Futebol Americano e do Futebol Canadense.

 

Referências bibliográficas:

COLLINS, Tony. A social history of the English Rugby Union. Abingdon: Routledge, 2009.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Dança dos Deuses. Futebol, sociedade, cultura.  São Paulo: Companhia das Letras, 2007.