All Blacks vencem dura batalha com Los Pumas

ARTIGO COM VÍDEO – Foi a partida de nível mais elevado até aqui no Mundial. O lendário estádio de Wembley recebeu a estreia de Nova Zelândia e Argentina nesta Copa do Mundo de 2015 e os dois times não decepcionaram, fazendo um jogo cheio de alternativas e emoção que terminou com a vitória dos All Blacks por 26 x 16, mas com os Pumas valorizando muito a vitória dos campeões mundiais. Mais um jogo para provar que esta é a melhor Copa de todos os tempos.

 

Com muita gana, a Argentina começou o jogo de forma intensa, mas cometendo o primeiro penal a 5′, que Carter não perdoou. Pouco depois, aos 10′, Matera recebeu amarelo e parecia que a Argentina viveria um pesadelo logo no começo, com Carter ampliando o marcador com mais 3 pontos. Mas, o que se assistiu foi uma defesa ferrenha dos Pumas, que não deixaram de ir para cima dos All Blacks e não se acanharam com a inferioridade numérica. Carter teve mais um penal para abrir 9 x 0, aos 19′, sendo esse o único revés em desvantagem de atletas para os Pumas. Ainda jogando desfalcados, aos 21′, a sequência perfeita de fases dos argentinos foi premiada com o primeiro try do jogo, com o segunda linha Guido Petti Pagadizabal caindo no in-goal kiwi. Delírio em Londres, os Pumas estavam no jogo.

 

A Argentina ganhou moral, seu scrum seguiu impondo dificuldades aos All Blacks e, aos 29′, McCaw passou uma rasteira em Lobbe e recebeu cartão amarelo, jogando a desvantagem para o lado preto. Sánchez não titubeou e colocou os Pumas na frente com penal certeiro, 10 x 9. A pressão intensa argentina mexeu com os nervos neozelandeses e, aos 37′, Conrad Smith recebeu outro amarelo, deixando o jogo em 15 contra 13. Mas, ao invés de buscar o try, a Argentina não incorporou o espírito japonês e optou pelo chute aos paus, com Sánchez. Antes do intervalo, já com McCaw em campo, a Nova Zelândia ganhou um penal e Carter bateu para levar a peleja aos vestiários em 13 x 9 para os sul-americanos, que dominavam o breakdown (ao final da partida, seriam 18 turnovers conquistados pelos Pumas, contra 12 arrancados pelos All Blacks).

 

O jogo foi ainda melhor no segundo tempo e a Argentina arrancou penal aos 42′, que Sánchez não desperdiçou. Porém, já recomposto em 15 homens, a Nova Zelândia voltou a igualar as ações e a entrada de Sonny Bill Williams mudou tudo a favor dos kiwis. Em lindo offload, SBW deixou Milner-Skudder livre para o try, mas o ponta – que não esteve bem em campo – perdeu a chance por knock-on. A Argentina passou a cometer muitos penais para deter os avanços neozelandeses e, aos 56′, Wayne Barnes chamou a atenção dos argentinos, o que acabou por esfriou o ímpeto da equipe. Os All Blacks bateram lateral, emplacaram um maul poderoso e na sequência Aaron Smith pegou desprevenida a defesa dos Pumas após a formação do ruck, punindo o posicionamento deficiente para cair para o primeiro try dos campeões mundiais na Copa de 2015.

 

Os argentinos caíram de nível? De forma alguma. A resposta veio com arrancada de Imhoff na ponta, que chutou para o in-goal no contra-ataque, mas Sánchez não ganhou de Barrett na corrida. O fôlego argentino, no entanto, despencou no último quarto da partida, e, aos 62′, a Nova Zelândia novamente passou perto do try que mataria o jogo, com Kieran Read errando em passe longo na ponta para McCaw,  que estava livre para o try. Três minutos depois Sonny Bill Williams rompeu a defesa e deu offload para Aaron Smith, o qual serviu Sam Cane, mas o último passe para o try não sai certo. No minuto seguido a jogada neozelandesa encaixou e a troca de passes deixou três All Blacks livres na ponta. Sam Cane cruzou o in-goal e deu números finais à batalha.

 

No fim, faltou físico para os dois lados, após tamanha intensidade na disputa. Fim de jogo, All Blacks 26 x 16, negando aquele que seria um merecido ponto-bônus aos sul-americanos. A Nova Zelândia voltará a campo na próxima quinta-feira contra a Namíbia, ao passo que a Argentina enfrenta sábado a Geórgia, em jogo decisivo pela classificação.

 

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Nova Zelândia 26 x 16 Argentina, em Wembley, Londres

Árbitro: Wayne Barnes (Inglaterra)

Assistentes: JP Doyle (Inglaterra) e Angus Gardner (Austrália) / TMO: George Ayoub (Austrália)

 

Nova Zelândia

Tries: A Smith e Cane

Conversões: Carter (2)

Penais: Carter (4)

15 Ben Smith, 14 Nehe Milner-Skudder, 13 Conrad Smith, 12 Ma’a Nonu, 11 Julian Savea, 10 Dan Carter, 9 Aaron Smith, 8 Kieran Read, 7 Richie McCaw (c), 6 Jerome Kaino, 5 Sam Whitelock, 4 Brodie Retallick, 3 Owen Franks, 2 Dane Coles, 1 Tony Woodcock.

Suplentes: 16 Keven Mealamu, 17 Wyatt Crockett, 18 Charlie Faumuina, 19 Victor Vito, 20 Sam Cane, 21 TJ Perenara, 22 Beauden Barrett, 23 Sonny Bill Williams.

 

Argentina

Try: Petti

Conversão: Sánchez (1)

Penais: Sánchez (3)

15 Joaquin Tuculet, 14 Santiago Cordero, 13 Marcelo Bosch, 12 Juan Martin Hernandez, 11 Juan Imhoff, 10 Nicolas Sanchez, 9 Tomas Cubelli, 8 Leonardo Senatore, 7 Juan Martin Fernandez Lobbe, 6 Pablo Matera, 5 Tomas Lavanini, 4 Guido Petti, 3 Nahuel Tetaz Chaparro, 2 Agustin Creevy (c), 1 Marcos Ayerza.

Suplentes: 16 Julian Montoya, 17 Lucas Noguera, 18 Ramiro Herrera, 19 Mariano Galarza, 20 Juan Manuel Leguizamon, 21 Martin Landajo, 22 Jeronimo De La Fuente, 23 Lucas Gonzalez Amorosino.

 

 

Clube P J V E D 4+ -7 PP PC SP
Grupo A
Austrália 17 4 4 0 0 1 0 141 35 106
Gales 13 4 3 0 1 1 0 111 67 44
Inglaterra 11 4 2 0 2 2 1 133 75 58
Fiji 5 4 1 0 3 1 0 84 101 -17
Uruguai 0 4 0 0 4 0 0 30 226 -196
Grupo B
África do Sul 16 4 3 0 1 3 1 176 56 120
Escócia 14 4 3 0 1 2 0 142 139 3
Japão 12 4 3 0 1 0 0 98 100 -2
Samoa 6 4 1 0 3 1 1 69 124 -55
Estados Unidos 0 4 0 0 4 0 0 50 156 -106
Grupo C
Nova Zelândia 19 4 4 0 0 3 0 174 49 125
Argentina 15 4 3 0 1 3 0 179 70 109
Geórgia 8 4 2 0 2 0 0 53 122 -69
Tonga 6 4 1 0 3 1 1 70 130 -60
Namíbia 1 4 0 0 4 0 1 70 174 -104
Grupo D
Irlanda 18 4 4 0 0 2 0 135 35 100
França 14 4 3 0 1 2 0 117 64 53
Itália 10 4 2 0 2 1 1 74 88 -14
Romênia 4 4 1 0 3 0 0 60 126 -66
Canadá 2 4 0 0 4 0 2 58 141 -83

 

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