All Blacks vencem semifinal dramática e vão a mais uma final

ARTIGO COM VÍDEO – O maior jogo do universo do rugby? Springboks e All Blacks colidiram neste sábado pela semifinal da Copa do Mundo, em partida considerada por muitos como a segunda mais importante da história entre as suas seleções (abaixo apenas da final de 1995). Os All Blacks cometeram penais demais, mas fizeram os únicos tries do jogo e saíram com uma memorável vitória por 20 x 18, seguindo na busca do tri inédito.

 

Os Springboks começaram o jogo em alta velocidade, com Fourie Du Preez acelerando as ações e Jesse Kriel levando perigo. Aos 2′, os Boks conseguiram o primeiro penal para Pollard abrir o marcador. Porém, logo na primeira ação de mãos, os All Blacks manejaram a bola até a ponta, com os forwards aparecendo na linha e Jerome Kaino finalizando após passe de Kieran Read. 7 x 3, depois da arbitragem mandar voltar a conversão de Dan Carter. Banho de água fria logo no início.

 

Não tardou para a África do Sul arrancou mais um penal, com McCaw cometendo a infração e Pollard não perdoando, aos 10′. Os Boks cresceram, mostrando força no breakdown, e, aos 20′, o contra ataque sul-africano funcionou e a bola chegou até a ponta, mas o ataque não se consumou, mas os Boks jogavam em vantagem e Pollard anotou mais um penal, virando o marcador.

 

A segunda metade da primeira etapa foi de elevação do ritmo neozelandês, que passou a controlar a posse de bola, dominando mais de 70% de território. O Rugby Total dos Homens de Preto levava perigo sobretudo nas pontas do campo e, aos 32, Carter arrematou penal na trave. O volume neozelandês seguiu maior, mas a pressão sul-africana no breakdown fez efeito e o passe longo foi interceptado no minuto seguinte por Pietersen, mas os All Blacks jogavam em vantagem e a chance de try se perdeu. A arbitragem inverteu o penal para os Springboks, que chutaram a bola para a lateral, mas perderam o alinhamento e a pressão seguiu, com a defesa sul-africana prevalecendo.

 

Aos 38′, no entanto, a sorte se inverteu, Kaino levou cartão, permitindo a Pollard fechar o primeiro tempo em 12 x 7 para os verdes.

 

Os sul-africanos não souberam fazer valer sua superioridade numérica e, pior, ainda permitiram que Dan Carter somasse um raro drop goal aos 45′, reduzindo a diferença. O domínio territorial neozelandês resultou na virada aos 51′, após preciso trabalho de condução de Aaron Smith, que inverteu até a outra ponta, com Nonu chamando a marcação e servindo Barrett para a finalização. Virada no placar, 17 x 12. Na jogada Habana levou amarelo, mas os Boks não afundaram. Pollard reduziu na sequência com penal, mas o troco foi imediato com Carter na mesma moeda.

 

Os Springboks resistiram com 14, mostrando força no tackle, mas seguiram falhando crucialmente nos laterais, o que faria a diferença no fim do jogo. Aos 64′, os All Blacks trabalharam a bola com perigo, fases rápidas até a ponta, mas Habana salvou os verdes.  E o jogo pegou fogo, com Patrick Lambie, aos 68′, adicionando penal de longa distância que colocou os Boks na cola do placar, 20 x 18. Aos 70′, o contra-ataque sul-africano saiu, com Carter salvando os All Blacks chutando a bola sob pressão para fora. Aos 72′, a África do Sul perdeu novo ataque com Matfield perdendo lateral. No fim, os All Blacks seguraram a bola no ataque e conquistaram a sofrida vitória.

 

Os All Blacks erraram mais do que o usual, mas provaram mais uma vez serem o time com mais recursos técnicos do mundo e venceu a partida na capacidade de definição, superior a qualquer equipe. Sem mostrar qualidade em criar tries e errando em alguns dos seus pontos fortes, a África do Sul não conseguiu dar o passo adiante, mas certamente saiu da Copa de cabeça erguida.

 

A Nova Zelândia parte agora em busca de fazer história e se tornar tanto a primeira tricampeã mundial como a primeira seleção a emplacar dois títulos seguidos. Maior time de todos os tempos? Falta uma semana para o veredito.

 

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África do Sul 18 x 20 Nova Zelândia, em Twickenham, Londres

Árbitro: Jérôme Garcès (França)

Assistentes: Romain Poite (França) e John Lacey (Irlanda) / TMO: George Ayoub (Austrália)

 

África do Sul

Penais: Pollard (5) e Lambie (1)

15 Willie le Roux, 14 JP Pietersen, 13 Jesse Kriel, 12 Damian de Allende, 11 Bryan Habana, 10 Handré Pollard, 9 Fourie du Preez (c), 8 Duane Vermeulen, 7 Schalk Burger, 6 Francois Louw, 5 Lood de Jager, 4 Eben Etzebeth, 3 Frans Malherbe, 2 Bismarck du Plessis, 1 Tendai Mtawarira.

Suplentes: 16 Adriaan Strauss, 17 Trevor Nyakane, 18 Jannie du Plessis, 19 Victor Matfield, 20 Willem Alberts, 21 Ruan Pienaar, 22 Pat Lambie, 23 Jan Serfontein.

 

Nova Zelândia

Tries: Kaino e Barrett

Conversões: Carter (2)

Penais: Carter (1)

Drop goal: Carter (1)

15 Ben Smith, 14 Nehe Milner-Skudder, 13 Conrad Smith, 12 Ma’a Nonu, 11 Julian Savea, 10 Daniel Carter, 9 Aaron Smith, 8 Kieran Read, 7 Richie McCaw (c), 6 Jerome Kaino, 5 Samuel Whitelock, 4 Brodie Retallick, 3 Owen Franks, 2 Dane Coles, 1 Joe Moody.

Suplentes: 16 Keven Mealamu, 17 Ben Franks, 18 Charlie Faumuina, 19 Victor Vito, 20 Sam Cane, 21 Tawera Kerr-Barlow, 22 Beauden Barrett, 23 Sonny Bill Williams.

 

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