É tempo de Copa do Mundo! Quatro jogos agitam este sábado!

Quatro jogos vão movimentar a Copa do Mundo nesse sábado. Preparado? Quatro jogos em sequência, todos ao vivo na ESPN: Tonga x Geórgia, pelo  Grupo C; Irlanda x Canadá; pelo Grupo D; África do Sul x Japão, pelo Grupo B; e França x Itália, pelo Grupo D.

 

Tonga e Geórgia em rota de colisão

Quando Tonga e Geórgia entrarem em campo em Gloucester, a terra irá tremer. O jogo não parece dos melhores a primeira vista, mas pode acabar sendo o jogo mais emocionante e parelho do dia. E vale muito para os dois lados. Com Nova Zelândia e Argentina no mesmo grupo, estará em jogo para Tonga e Geórgia a chance de garantir vaga antecipada na próxima Copa do Mundo, pois muito provavelmente quem vencer o duelo acabará com o terceiro lugar do grupo. Mas, ao vencedor ainda haverá a esperança como prêmio, afinal, quem vencer certamente irá para a partida diante da Argentina com ânimo para brigar seriamente por uma inédita classificação às quartas de final.

 

O favoritismo está do lado de Tonga, não apenas por estar em vantagem no ranking mundial (11º contra 16º), mas por conta do histórico em Mundiais. Em 2011, Tonga produziu talvez a maior zebra da história da Copa do Mundo derrotando a França, mas falhou em chegar às quartas de final ao perder para o Canadá. A Geórgia, por sua vez, jamais produziu um grande resultado em Copas, mas a sequência de cinco títulos consecutivos do Europeu de Nações (o Six Nations B) a credencia a ser uma das surpresas de 2015, e muito já se fala que os georgianos deveriam ganhar uma chance de jogar o Six Nations. Se eles quiserem provar que, sim, merecem um lugar entre os grandes, vencer Tonga seria essencial. No confronto direto, no entanto, a vantagem é do time da Oceania, que venceu último amistoso entre os dois times, em solo georgiano, em 2014, por expressivos 23 x 9.

 

Tonga tem a maior média de idade da Copa do Mundo, 29,4, apenas de somente cinco atletas terem vencido a França. A liderança é do experiente asa Nili Latu, do Newcastle, que forma uma forte terceira linha com Sione Kalamafoni, do Gloucester, e Viliami Ma’afu, do Oyonnax. Steve Mafi, do Western Force, na segunda linha, também impressiona, e poderá dar a vantagem no lateral a Tonga, mas a opção do técnico Mana Otai por deixar o pilar Sona Taumalolo no banco e a perda para esse jogo de Sona Tonga’uiha lança dúvidas sobre a primeira linha da equipe, que era cotada para ser uma das mais fortes do Mundial, mas poderá sofrer diante da Geórgia pelas ausências. Halani Aulika, do London Irish, será o líder da primeira linha da equipe.

 

O trunfo de Tonga sobre a Geórgia está na verdade atrás, em sua linha. Apesar dos ‘Ikale Tahi terem como seu ponto forte o pack, a equipe tem maior consistência na linha do que os Lelos e se a posse de bola for assegurada Tonga terá mais chances de produzir com a bola em mãos do que a Geórgia. O scrum-half Tane Takulua fez ótimas partidas na Copa das Nações do Pacífico e é uma importante arma na criação de jogadas dos tonganeses, enquanto o abertura Kurt Morath tende a ser seguro. O objetivo será conectar o jogo com velocidade até Fetu’u Vainikolo, o grande nome da linha das Águias do Mar, que se destaca como ótimo finalizador.

 

A Geórgia, por sua vez, irá desesperada e sedenta por uma vitória sobre Tonga e sua força está em um pack sólido e estrelado, que vem se renovando com qualidade, em um mix interessante de experiência e juventude. A primeira linha é maiúscula, com Mikheil Nariashvili, do Montpellier, formando ao lado de Davit Zirakashvili, do Clermont, tendo ainda no banco Levan Chilachava, do Toulon, o que significa produção garantida no segundo tempo. Na segunda linha, Konstantin Mikautadze, do Toulon, colocará muita pressão sobre Steve Mafi, certamente em um dos duelos mais aguardados. E na terceira linha, Mamuka Gorgodze, do Toulon, é candidato a nome do jogo, famoso por ser um dos grandes carregadores de bola da liga francesa, jogando ao lado de Viktor Kolelishvili, do Clermont, muito forte no breakdown. O problema dos Lelos não é falta de grandes nomes, e sim indisciplina, que terá que ser contida, sobretudo pela ansiedade de uma vitória histórica (que seria certamente a mais importante da história dos Lelos).

 

Na linha que está outra preocupação. O jogo de mãos georgiano claramente vem evoluindo nos últimos anos, sendo um dos focos do técnico Milton Haig. Mas, falta experiência. A camisa 9 coube ao promissor Vasil Lobzhanidze, de apenas 18, que vai se tornar o atleta mais jovem da história a jogar uma Copa do Mundo, enquanto os chutes caberão ao camisa 15 Merab Kvirikashvili, irregular, mas em evolução. O grande nome da linha é Tamaz Mchedlidze, do Agen, único a jogar em um clube de elite da Europa. Muito pouco.

 

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08h00 – Tonga x Geórgia, em Gloucester – ESPN+ AO VIVO

Árbitro: Nigel Owens (Gales)

Assistentes: Chris Pollock (Nova Zelândia) e Leighton Hodges (Gales) / TMO: George Ayoub (Austrália)

 

Geórgia: 15 Merab Kvirikashvili, 14 Tamaz Mchedlidze, 13 Davit Kacharava, 12 Merab Sharikadze, 11 Giorgi Aptsiauri, 10 Lasha Malaghuradze, 9 Vasil Lobzhanidze, 8 Mamuka Gorgodze (c), 7 Viktor Kolelishvili, 6 Giorgi Tkhilaishvili, 5 Giorgi Nemsadze, 4 Konstantin Mikautadze, 3 Davit Zirakashvili, 2 Jaba Bregvadze, 1 Mikheil Nariashvili.

Suplentes: 16 Shalva Mamukashvili, 17 Kakha Asieshvili, 18 Levan Chilachava, 19 Levan Datunashvili, 20 Shalva Sutiashvili, 21 Giorgi Begadze, 22 Giorgi Pruidze, 23 Muraz Giorgadze.

 

Tonga: 15 Vunga Lilo, 14 Telusa Veainu, 13 Will Helu, 12 Siale Piutau, 11 Fetu’u Vainikolo, 10 Kurt Morath, 9 Tane Takulua, 8 Viliami Ma’afu, 7 Nili Latu (c), 6 Sione Kalamafoni, 5 Steve Mafi, 4 Lua Lokotui, 3 Halani Aulika, 2 Elvis Taione, 1 Tevita Mailau.

Suplentes: 16 Paul Ngauamo, 17 Sona Taumalolo, 18 Sila Puafisi, 19 Hale T Pole, 20 Jack Ram, 21 Samisoni Fisilau, 22 Latiume Fosita, 23 Sione Piukala

 

Histórico: 3 jogos, 2 vitórias de Tonga e 1 vitória da Geórgia. Último jogo: Geórgia 9 x 23 Tonga, em 2014 (amistoso);

 

Estreia tranquila para Irlanda?

O Grupo D terá sua largada com o embate entre Irlanda e Canadá em Cardiff, com a Copa começando também no País de Gales. Esse é um daqueles jogos traiçoeiros para os irlandeses, pois os campeões do Six Nations têm a obrigação de uma vitória bonificada, mas com a pressão que recai sobre a equipe na Copa do Mundo – já que os irlandeses chegam com as credenciais de campeões europeus, mas com o peso de nunca terem passados das quartas de final em Mundiais – o jogo contra o Canadá pode se tornar chato para os comandado de Joe Schmidt – a exemplo do que ocorreu em 2011, quando a Irlanda falhou em vencer com ponto-bônus os Estados Unidos.

 

No papel, não há discussão sobre a abismal vantagem irlandesa. O Trevo, no entanto, saiu de um Six Nations como campeão, pelo segundo ano seguido – o que não ocorria desde 1948-49 – mas iniciou um alarmante declínio nos amistosos de preparação para o Mundial. A Irlanda começou com uma enganosa vitória sobre um time Gales que era um verdadeiro laboratório, e depois conheceu duas derrotas em sequência, perdendo em casa para Gales completo e fora de casa para a Inglaterra. Nos dois jogos, os irlandeses tiveram problemas nas formações, em especial no lateral, o que é o principal problema para Schmidt corrigir. Entretanto, o Canadá não deverá assustar, pois vem muito mal em 2015, sendo este talvez o pior ano canadense em algumas décadas, com a equipe perdendo todos os seus jogos na Copa das Nações do Pacífico, incluindo duas históricas derrotas em casa para os Estados Unidos. A única vitória do ano veio sobre a Geórgia, no último dia 2, quando seu pack funcionou. Mas, no dia 6, os Canucks foram massacrados por Fiji e as preocupações aumentaram. Com isso, apesar da cautela, a vantagem é toda da Irlanda e uma larga vitória dará moral ao Trevo.

 

A Irlanda perdeu para a partida seu centro Robbie Henshaw por lesão, com Luke Fitzgerald entrando no time. O restante do elenco é praticamente força máxima com Paul O’Connell liderando o time. Os verdes deverão ter imensa vantagem nos forwards, já que o Canadá vem tendo desempenhos ruins no setor, sobretudo no segundo tempo, quando a equipe frequentemente tem grande queda de rendimento.

 

O Canadá aposta sua fichas na liderança do segunda linha Jamie Cudmore, do Clermont, que terá a missão de roubar o deficiente lateral irlandês e jogá-lo a favor dos Canucks, mas a força do time está na qualidade de sua linha, em especial dos pontas DTH van der Merwe e Jeff Hassler, que buscarão alguns pontos de consolação aos norte-americanos.

 

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10h30 – Irlanda x Canadá, em Cardiff

Árbitro: Glen Jackson (Nova Zelândia)

Assistentes: Pascal Gaüzère (França) e Mike Fraser (Nova Zelândia) / TMO: Ben Skeen (Nova Zelândia)

 

Irlanda: 15 Rob Kearney, 14 Dave Kearney, 13 Jared Payne, 12 Luke Fitzgerald, 11 Keith Earls, 10 Jonathan Sexton, 9 Conor Murray, 8 Jamie Heaslip, 7 Sean O’Brien, 6 Peter O’Mahony, 5 Paul O’Connell (c), 4 Iain Henderson, 3 Mike Ross, 2 Rory Best, 1 Jack McGrath.

Suplentes: 16 Sean Cronin, 17 Cian Healy, 18 Nathan White, 19 Donnacha Ryan, 20 Chris Henry, 21 Eoin Reddan, 22 Ian Madigan, 23 Simon Zebo.

 

Canadá: 15 Matt Evans, 14 Jeff Hassler, 13 Ciaran Hearn, 12 Nick Blevins, 11 DTH Van der Merwe, 10 Nathan Hirayama, 9 Gordon McRorie, 8 Aaron Carpenter, 7 John Moonlight, 6 Kyle Gilmour, 5 Jamie Cudmore (c), 4 Brett Beukeboom, 3 Doug Wooldridge, 2 Ray Barkwill, 1 Hubert Buydens.

Suplentes: 16 Benoit Piffero, 17 Djustice Sears-Duru, 18 Andrew Tiedemann, 19 Jebb Sinclair, 20 Richard Thorpe, 21 Phil Mack, 22 Liam Underwood, 23 Conor Trainor.

 

Histórico: 6 jogos, 5 vitórias da Irlanda e 1 empate. Último jogo: Canadá 14 x 40 Irlanda, em 2013 (amistoso);

 

África do Sul em busca da tranquilidade

Springboks e Japão entrarão em campo em Brighton em jogo histórico, pois será o primeiro confronto até hoje entre os dois países. E é evidente que toda a vantagem está nas mãos da África do Sul, ainda mais pelo histórico negativo do Japão e, Mundiais – afinal, os nipônicos não vencem uma partida desde 1991, quando derrotaram o Zimbábue.

 

A África do Sul usará a partida para corrigir seus erros e se preparar para os desafios que vem pela frente. Ninguém crê em uma surpresa asiática, mas a cautela é necessária para os Springboks para não desperdiçarem a chance de uma vitória bonificada com largo saldo. A derrota neste ano para a Argentina e a queda crônica de rendimento do time nos segundos tempos alarmaram a todos que acreditavam que os Boks estariam entre os favoritos ao título. Contra o Japão, o que está em jogo é o orgulho verde e ouro.

 

Heyneke Meyer não quer problemas na partida e escalou um elenco experiente, com Jean de Villiers de capitão e nada menos que 880 caps entre todos os atletas somados, o número mais elevado da história do time. Willie Le Roux e Duane Vermeulen estão de fora da partida, com Zane Kirchner e François Louw na equipe. Lood de Jager também foi escolhido na segunda linha no posto de Eben Etzebeth e Jannie Du Plessis voltará à primeira linha ao lado de seu irmão Bismarck.

 

O Japão, ao contrário das previsões, optou por escalar força máxima, mesmo sabendo que enfrentará a Escócia dentro de quatro dias, em jogo com maiores chances de um bom desempenho japonês. A opção de Eddie Jones pode ser debatida e o Japão terá que tomar cuidado em não sofrer lesões e fadiga no pack, o que certamente é uma missão difícil enfrentando a poderosa África do Sul. A primeira linha japonesa é muito competente e terá o teste da vida contra uma das melhores primeiras linhas do planeta, enquanto o jogo de velocidade da linha, conduzida por Fumiaki Tanaka, buscará expor deficiência defensivas nos verdes. A tendência ainda assim é de um jogo sem sustos para os Springboks, que têm o mais alto percentual de vitória de todos os times da Copa do Mundo, 86,2%, melhor que o dos All Blacks.

 

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12h45 – África do Sul x Japão, em Brighton

Árbitro: Jérôme Garcès (França)

Assistentes: JP Doyle (Inglaterra) e Federico Anselmi (Argentina) / TMO: Graham Hughes (Inglaterra)

 

África do Sul: 15 Zane Kirchner, 14 Bryan Habana, 13 Jesse Kriel, 12 Jean de Villiers (c), 11 Lwazi Mvovo, 10 Pat Lambie, 9 Ruan Pienaar, 8 Schalk Burger, 7 Willem Alberts, 6 Francois Louw, 5 Victor Matfield, 4 Lood de Jager, 3 Jannie du Plessis, 2 Bismarck du Plessis, 1 Tendai Mtawarira.

Suplentes: 16 Adriaan Strauss, 17 Trevor Nyakane, 18 Coenie Oosthuizen, 19 Pieter-Steph du Toit, 20 Siya Kolisi, 21 Fourie du Preez, 22 Handré Pollard, 23 JP Pietersen.

 

Japão: 15 Ayumu Goromaru, 14 Akihito Yamada, 13 Male Sau, 12 Craig Wing, 11 Kotaro Matsushima, 10 Kosei Ono, 9 Fumiaki Tanaka, 8 Hendrik Tui, 7 Michael Broadhurst, 6 Michael Leitch, 5 Hitoshi Ono, 4 Luke Thompson, 3 Kensuke Hatakeyama, 2 Shota Horie, 1 Masataka Mikami.

Suplentes: 16 Takeshi Kazu, 17 Keita Inagaki, 18 Hiroshi Yamashita, 19 Shinya Makabe, 20 Amanaki Mafi. 21 Atsushi Hiwasa, 22 Harumichi Tatekawa, 23 Karne Hesketh.

 

Histórico: nunca se enfrentaram;

 

Primeiro clássico do Six Nations no Mundial

O grande jogo do sábado será entre velhos rivais do Six Nations: França e Itália. A partida tem ar de decisão no Grupo D, já que quem perder terá a obrigação de passar pela Irlanda para avançar às quartas de final. O momento está todo a favor dos franceses, que, após um Six Nations discreto, cresceram e vem fazendo ótima preparação, que incluiu vitória sobre a Inglaterra nos amistosos preparatórios para o Mundial. A Itália, por sua vez, apesar de ter se salvado da colher de pau europeia ao vencer a Escócia, vem em baixa e sofreu pesada derrota justamente contra os escoceses na preparação para o Mundial. Os Azzurri ainda perderam o capitão Sergio Parisse por lesão por tempo indeterminado, mas, quando tudo parecia pior impossível para os italianos a equipe azul se ergueu e, com brio, fez um jogo apertado contra Gales, perdendo por diferença pequena no último dia 5, 23 x 19. A França, em contrapartida, depois de vencer a Inglaterra, sofreu contra a Escócia e quase perdeu em casa, triunfando por apenas 19 x 16 em jogo emocionante que expôs ainda alguns defeitos do time francês, em especial no jogo aberto.

 

Para a abertura da Copa, a França teve um desfalque importante, a perda por lesão de Wesley Fofana, substituído por Alexandre Dumoulin, muito forte fisicamente e com grandes qualidades com a bola em mãos. Phillipe Saint-André ainda trocou Flanquart por Maestri na segunda linha, a fim de resolver alguns problemas no lateral. O jogo será muito físico e a França tem condições de jogar inclusive em superioridade sobre o que a Itália tem de melhor, que é seu scrum. Será uma batalha épica, mas o pack francês mostrou grande força ao se impor sobre o pack inglês no mês passado. A primeira linha francesa é muito técnica e versátil, co Ben Arous e Slimani em alta jogando ao lado do excelente hooker Guirado. A oposição italiana na primeira linha é famosa pela força física, com o camisa 2 Ghiraldini capitaneando o time. Aguero e Castrogiovanni são os pilares, mas Castro já não é mais sombra do que um dia foi. Na terceira linha a vantagem é toda francesa, sobretudo pela ausência de Parisse. O trio francês vem em alta e tem Dusautoir e Chouly nas asas e Picamoles voltando a seu melhor de oitavo. A vantagem será francesa no breakdown.

 

Os problemas franceses estão na criação, com Saint-André penando por anos para achar a dupla ideal de 9 e 10. Contra a Itália, ele apostou em Tillous-Borde jogando ao lado do veterano Michalak. Contra a Itália, não haverá oposição mais consistente, pois o Azzurri têm uma das piores duplas de scrum-half e abertura entre as grandes nações do mundo, com Gori e Allan não convencendo ninguém. Mesmo se a França caia na indisciplina, o que é bem plausível, a Itália sequer tem um chutador confiável para punir os franceses. O técnico francês da Itália Jacques Brunel bem que gostaria de ver a bola chegar à sua linha que, apesar de não ser brilhante tem alguns bons jogadores, como Masi, Campagnaro, Sarto e Venditti, que poderiam causar algum estrago na retaguarda francesa, sobretudo porque os Bleus ainda não resolveram seus problemas de defesa entre os backs, com os espaços frequentemente aparecendo entre os centros, ainda mais com uma dupla nova, Bastareaud – brutal no tackle e nas arrancadas, mas questionável quanto à agilidade – e Dumoulin. Segurança para os Bleus está na camisa 15, com Scott Spedding mostrando desempenhos muito consistentes com a camisa da seleção. Se a França estiver inspirada e for capaz de manejar bem a bola na linha, contando com a fragilidade defensiva italiana, basta encontrar Nakaitaci e Huget nas pontas que a vitória será próxima.

 

Para a França, o primeiro objetivo é mostrar solidez no jogo coletivo e colocar um time – e não um combinado de bons atletas – em campo. Para isso, Saint-André teve o tempo de preparação dos sonhos – tempo que não teve no Six Nations. Dominando o pack e enfim encontrando sinergia na ligação entre scrum-half e abertura, a tendência é a porta se abrir e os Bleus poderem perseguir o segundo o objetivo, a vitória com ponto-bônus, para enfrentar com moral a Irlanda. Para a Itália, o positivo para a partida está no histórico, pois não faz tempo que os italianos conseguiram duas históricas vitórias em Roma sobre a França (em 2013 e 2011), mostrando a seu torcedor que é possível ter esperanças. No foco dos comandados de Brunel está colocar as formações a seu lado e reter o máximo possível a posse de bola para jogar com os nervos franceses, desestabilizar o oponente, que é vulnerável psicologicamente, e quem sabe achar os espaços para uma histórica vitória.

 

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16h00 – França x Itália, em Twickenham, Londres

Árbitro: Craig Joubert (África do Sul)

Assistentes: John Lacey (Irlanda) e Stuart Berry (África do Sul) / TMO: Shaun Veldsman (África do Sul)

 

França: 15 Scott Spedding, 14 Yoann Huget, 13 Mathieu Bastareaud, 12 Alexandre Dumoulin, 11 Noa Nakaitaci, 10 Frédéric Michalak, 9 Sébastien Tillous-Borde, 8 Louis Picamoles, 7 Damien Chouly, 6 Thierry Dusautoir (c), 5 Yoann Maestri, 4 Pascal Papé, 3 Rabah Slimani, 2 Guilhem Guirado, 1 Eddy Ben Arous.

Suplentes: 16 Benjamin Kayser, 17 Vincent Debaty, 18 Nicolas Mas, 19 Bernard le Roux, 20 Alexandre Flanquart, 21 Morgan Parra, 22 Rémi Talès, 23 Gaël Fickou.

 

Itália: 15 Luke McLean, 14 Leonardo Sarto, 13 Michele Campagnaro, 12 Andrea Masi, 11 Giovanbattista Venditti, 10 Tommaso Allan, 9 Edoardo Gori, 8 Samuela Vunisa, 7 Francesco Minto, 6 Alessandro Zanni, 5 Joshua Furno, 4 Quintin Geldenhuys, 3 Martin Castrogiovanni, 2 Leonardo Ghiraldini (c), 1 Matias Aguero.

Suplentes: 16 Andrea Manici, 17 Michele Rizzo, 18 Lorenzo Cittadini, 19 Valerio Bernabò, 20 Simone Favaro, 21 Guglielmo Palazzani, 22 Carlo Canna, 23 Enrico Bacchin

 

Histórico: 37 jogos, 34 vitórias da França e 3 vitórias da Itália. Último jogo: Itália 0 x 29 França, em 2015 (Six Nations);

 

*Horários de Brasília

 

Foto: França x Itália, 6 Nations 2015. Ryan Byrne/Inpho.

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