Prévia da Copa: Japão, com um pé em sua nova era

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Apelido: Brave Blossoms (Bravas Flores de Cerejeira)

População: 127.000.000

Capital: Tóquio

Continente: Ásia

Principais títulos: Copa das Nações do Pacífico (2011 e 2014) e Campeonato Asiático (23 vezes)

Mundiais disputados: Todos

Melhor campanha em Mundiais: 3º lugar na fase de grupos (1991)

Copa do Mundo de 2011: 5º lugar na fase de grupos

Caminho para o Mundial 2015:

03/05/2014 – Filipinas 10 x 99 Japão; 10/05/2014 – Japão 132 x 10 Sri Lanka; 17/05/2014 – Coreia do Sul 5 x 62 Japão; 25/05/2014 – Japão 49 x 8 Hong Kong;

Técnico de 2015: Eddie Jones

2015: Grupo B

19/09 – x África do Sul – Histórico: nunca se enfrentaram;

23/09 – x Escócia – Histórico: 4 jogos, 4 vitórias da Escócia. Último jogo: Escócia 42 x 17 Japão, em 2013 (amistoso);

03/10 – x Samoa – Histórico: 14 jogos, 3 vitórias e 11 derrotas. Último jogo: Japão 33 x 14 Samoa, em 2014 (Copa das Nações do Pacífico);

10/10 – x Estados Unidos – Histórico: 21 jogos, 8 vitórias, 12 derrotas e 1 empate. Último jogo: Estados Unidos 29 x 37 Japão, em 2014 (Copa das Nações do Pacífico);

*as equipes se enfrentarão no dia 24 de julho de 2015 pela Copa das Nações do Pacífico.

 

Japão, país-sede da Copa do Mundo de 2019 e novo integrante do Super Rugby em 2016. Certamente, o Japão é hoje a “bola da vez” do rugby mundial, vivendo um crescimento sem precedentes e reduzindo sua distância significativamente e em alta velocidade para o primeiro escalão mundial.

 

Não é apenas o fato de receber o próximo Mundial que impressiona no Japão. Graças a uma histórica vitória de 26 x 23 sobre a Itália e ao triunfo de destacáveis 33 x 14 sobre Samoa no ano passado, o Japão alcançou ineditamente – e até inesperadamente – o Top 10 no Ranking Mundial em 2014. A derrota em novembro para a Geórgia fez os nipônicos escorregarem para o 13o posto, o que, no entanto, em nada ofusca o brilho do momento dos asiáticos, que vão à Inglaterra em 2015 com muita ambição.

 

Os bons resultados recentes contra as nações do Pacífico – que incluem um título indiscutível da Copa das Nações do Pacífico em 2011 – e a memorável vitória em 2013 sobre Gales (ainda que desfalcado de quase todos os seu titulares, que serviam os British and Irish Lions) completam o quadro positivo que mune de muito ânimo os japoneses a alcançarem não apenas sua primeira vitória em Mundiais desde 1991 – ano da única vitória do Japão na história da Copa do Mundo, sobre o Zimbábue – como também, quem sabe, uma épica classificação ao mata-mata. As chances são baixas de um feito desse tamanho para os japoneses, mas o Grupo B alimenta os sonhos. Afinal, com a exceção da África do Sul, todas as demais seleções são acessíveis para os japoneses. A Escócia, é verdade, aparece como a favorita ao segunda lugar e venceu recentemente o Japão, 42 x 17 em 2013, mas a apresentação dos japoneses em Murrayfield, naquela oportunidade, fora positiva, e a última vitória sobre a Itália, ainda que em Tóquio, provou que o sonho de bater um europeu no Mundial não é irreal.

 

Samoa é a outra grande concorrente do Japão e deve ir com um elenco mais forte do que o que costuma utilizar na Copa das Nações do Pacífico. Mas, apesar do favoritismo samoano, o Japão já aprendeu a enfrentar seu rival do Pacífico, ainda que a diferença física seja evidente. O grupo é completado pelos Estados Unidos, contra quem os japoneses fazem o jogo que servirá para acabar com o jejum de vitórias em Mundiais. A partida contra as Águias promete muito, por conta da evolução do time americano, que não jogará exatamente inferiorizado.

 

O rugby japonês evoluiu muito por conta da qualidade de sua liga profissional, a Top League, que importa a peso de ouro craques e mais craques do rugby mundial, que vem ajudando a elevar o nível do jogo no país. Além disso, o fluxo de estrangeiros para o país permitiu a naturalização de alguns bons nomes, sobretudo para o pack de forwards, como o segunda linha Luke Thompson e os terceiras linhas Michael Broadhurst e Hendrik Tui (hoje no Reds), ambos neozelandeses, e o asa fijiano Michael Leitch, hoje no Chiefs, do Super Rugby. A elevação do nível dos forwards japoneses também foi efeito da força da Top League, com o Japão exportando o hooker Shota Horie para a Austrália, onde se tornou o primeiro japonês a jogar o Super Rugby, pelo Rebels. Em 2015, o pilar Keita Inagake seguiu os passos de Horie e assinou com o Rebels.

 

A “moda” pegou a a qualidade técnica do jogador japonês passou a ser ainda mais valorizada, com novos atletas ganhando chance no Super Rugby. O destaque maior fica por conta do excelente scrum-half Fumiaki Tanaka, do Highlanders, que agora tem a companhia dos pontas Kotaro Matsushima, do Waratahs, e Akhito Yamada, do Force. Já entre os atletas que permaneceram na Top League, o destaque é o fullback Ayumu Goromaru, cujos chutes serão decerto uma das grandes armas da seleção asiática no Mundial.

 

Com uma equipe sempre muito veloz, o Japão pratica um rugby ofensivo e moderno, de positiva influência do Hemisfério Sul e que tem capacidade de surpreender. O desafio do técnico australiano Eddie Jones, que dirigiu os Wallabies de 2001 a 2005, e está a frente dos Brave Blossoms desde 2012, é transformar um time talentoso em uma equipe com espírito vencedor e confiante. Tudo isso leva tempo e a primeira prova terá que ser dada em 2015 com, pelo menos, uma vitória.

 

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