Esta semana foi alarmante para o rugby argentino. O período de verão e férias das competições oficiais na Argentina é momento para a organização de uma série de torneios de sevens e beach rugby amistosos, voltados para a confraternização em cidades de veraneio.

No entanto, nos últimos anos, vem aumentando preocupantemente nas cidades turísticas o número de incidentes de violência física, assédio sexual e depredação de patrimônio envolvendo grupos de jogadores de rugby alcoolizados. A gota d’água veio nesta semana em Villa Gesell, na região do famoso balneário de Pinamar, quando um grupo de jogadores que estavam dentro de uma boate iniciou uma briga que resultou em assassinato de um jovem de 19 anos, agredido pelos transgressores. Vídeos do incidente já foram publicados.

O caso se somou a outros que vem povoando o noticiário nesse período do ano na Argentina e o debate esquentou sobre os recorrentes incidentes envolvendo grupos de rugbiers, com a questão dos valores que o esporte prega não serem realmente seguidos por muitos, que utilizam o rugby como forma de expressão coletiva violenta de masculinidade.

O clube dos envolvidos no assassinato (o Arsenal Zárate) emitiu nota de repúdio e a União Argentina de Rugby fez o mesmo, reconhecendo que o rugby vem sofrendo um surto de casos de violência fora de campo e que ações de conscientização dentro dos clubes são urgentes, prometendo a criação de um programa de prevenção conjunto com as federações provinciais. No entanto, a entidade foi criticada publicamente por não ter usado o termo “assassinato” para o caso, amenizando ao citar apenas o “falecimento” do jovem.

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