Blues vencem jogo 2 debaixo de chuva no State of Origin. Foto; NRL.com

ARTIGO COM VÍDEOS – Fim de semana de gala no Rugby League – o rugby de 13 jogadores – mundial com nada menos que 8 jogos entre seleções, com destaque para um duelo de titãs da Oceania entre Nova Zelândia e Tonga no sábado, seguidos pelo maior evento do esporte australiano, o State of Origin, no domingo. Nova Gales do Sul conquistou uma épica vitória por 38 x 06 para levar a decisão da série ao jogo 3.

 

State of Origin pintado de azul!

As duas poderosas seleções estaduais do League australiano, Queensland (Maroons) e Nova Gales do Sul (Blues) foram a campo neste domingo na cidade de Perth (sede neutra) para o segundo e decisivo jogo da melhores de três partidas anuais do State of Origin.

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O primeiro embate havia acabado com vitória de Queensland em casa, mas Nova Gales do Sul voou baixo em Perth (que pela primeira vez na história recebeu o evento) e conquistou sua maior vitória sobre o rival desde 2000: 38 x 06. O resultado levará a decisão ao jogo 3, em Sydney (casa dos Blues), no dia 10 de julho.

Tom Trbjojevic só não foi o responsável pela chuva, porque foi o grande destaque dos Blues na partida, com hat-trick (3 tries). O primeiro try do jogo foi dele, logo aos 8′, apanhando chute alto para o in-goal. Mas a resposta dos Maroons foi rápida com um penal try sobre Will Chambers, impedido de apanhar chute. Os Blues não tardaram a voltarem à liderança com try no físico de Tyson Frizell e as condições climáticas começaram a deteriorar até Trbojevic cruzar o in-goal pela segunda vez e abrir frente importante para NSW (depois que Addo-Carr teve try anulado). No segundo tempo, Trbojevic correu para o try matador recebendo offload incrível de James Tedesco – e a porta se abriu. Addo-Carr correu para mais dois tries, dando números finais a uma grande vitória com os Maroons simplesmente nocauteados. Domínio total dos Blues.

Holden State of Origin – Jogo 2

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Queensland Maroons 06 x 38 NSW Blues, em Perth

Maroons

Try: Penal Try

Conversão: Ponga (1)

1 Kalyn Ponga (Knights), 2 Corey Oates (Broncos), 3 Michael Morgan (Cowboys), 4 Will Chambers (Storm), 5 Dane Gagai (Rabbitohs), 6 Cameron Munster (Storm), 7 Daly Cherry-Evans (c) (Sea Eagles), 8 Dylan Napa (Bulldogs), 9 Ben Hunt (Dragons), 10 Josh Papalii (Raiders), 11 Felise Kaufusi (Storm), 12 Matt Gillett (Broncos), 13 Josh McGuire (Cowboys);

Interchange: 14 Moses Mbye (Wests Tigers), 15 Jarrod Wallace (Titans), 16 Tim Glasby (Knights), 17 David Fifita (Broncos);

Blues

Tries: Tom Trbojevic (3), Addo-Carr (2) e Frizell

Conversões: Maloney (2) e Cleary (2)

Penais: Maloney (2)

1 James Tedesco (Roosters), 2 Blake Ferguson (Eels), 3 Tom Trbojevic (Sea Eagles), 4 Jack Wighton (Raiders), 5 Josh Addo-Carr (Storm), 6 James Maloney (Panthers), 7 Nathan Cleary (Panthers), 8 Daniel Saifiti (Knights), 9 Damien Cook (Rabbitohs), 10 Paul Vaughan (Dragons), 11 Boyd Cordner (c) (Roosters), 12 Tyson Frizell (Dragons), 13 Jake Trbojevic (Sea Eagles);

Interchange: 14 Dale Finucane (Storm), 15 Tariq Sims (Dragons), 16 Cameron Murray (Rabbitohs), 17 Wade Graham (Sharks);

 

NSW vence no feminino

Na sexta, Sydney recebeu o State of Origin Feminino, disputado em jogo único, e a seleção da casa venceu por duros 14 x 04. Jogo de alto nível com Maddie Studdon, das Blues, sendo eleita a melhor da partida.

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NSW Blues 14 x 04 Queensland Maroons, em Sydney

 

Kiwis afastam a sensação Tonga

Antes do State of Origin agitar o domingo, no sábado o jogo de detaque opôs Nova Zelândia e Tonga, que abriram o triangular da primeira divisão da nova Oceania Cup. Os Kiwis tinham sobre suas costas o peso da derrota para Tonga (recheada de atletas da NRL) na Copa do Mundo de 2017, mas afastaram as dúvidas com uma expressiva vitória por 34 x 14.

Shaun Johnson foi o grande nome dos Kiwis na partida, marcando 3 tries (hat-trick), enquanto Jahrome Hughes, Joseph Manu, Brandon Smith marcaram os demais tries da Nova Zelândia. Solomone Kata, Sio Taukeiaho e Danial Tupou fizeram os tries de Tonga, que tardou a reagir na partida.

Os dois times enfrentarão a Austrália no fim do ano completando o torneio.

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Nova Zelândia 34 x 14 Tonga, em Auckland

Nova Zelândia

Tries: Johnson (2), Hughes, Manu, Smith, Tuivasa-Sheck

Conversões: Marsters (5)

1 Roger Tuivasa-Sheck, 2 Ken Maumalo, 3 Esan Marsters, 4 Joseph Manu, 5 Dallin Watene-Zelezniak, 6 Shaun Johnson, 7 Benji Marshall, 8 Jesse Bromwich, 9 Brandon Smith, 10 Jared Waerea-Hargreaves, 11 Kenneath Bromwich, 12 Briton Nikora, 13 Isaac Liu;

Interchange: 14 Jahrome Hughes, 15 Leeson Ah Mau, 16 Nelson Asofa-Solomona, 17 James Fisher-Harris;

Tonga

Tries: Kata, Taukeiaho e Tupou

Conversões: Taukeiaho (1)

1 Will Hopoate, 2 Daniel Tupou, 3 Kotoni Staggs, 4 Solomone Kata, 5 David Fusitu’a, 6 John Asiata, 7 Tuimoala Lolohea, 8 Andrew Fifita, 9 Siliva Havili, 10 Siosiua Taukeiaho, 11 Tevita Pangai Junior, 12 Manu Ma’u, 13 Jason Taumalolo;

Interchange: 14 Manase Fainu, 15 Addin Fonua-Blake, 16 Peni Terepo, 17 Sitili Tupouniua;

 

Samoa e Fiji triunfam

Na largada da segunda divisão da Oceania Cup, Samoa derrotou a Papua Nova Guiné por expressivos 24 x 06, com domínio do começo ao fim, por seu time recheado de atletas da NRL. Aloiai, Harris-Tavita, Luai e Paulo cruzaram o in-goal para os samoanos.

Já em amistoso internacional de grande interesse, Fiji aplicou largos 58 x 14 sobre o ascendente Líbano, com o craque Robbie Farah anunciando aposentadoria da seleção libanesa. E a Jamaica aplicou 26 x 24 em jogo parelho contra os Estados Unidos, naquele que já é um clássico das Américas do Rugby League.

 

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Papua Nova Guiné 06 x 24 Samoa, em Sydney

 

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Fiji 58 x 14 Líbano, em Sydney

 

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Jamaica 26 x 24 Estados Unidos, em Kingston

 

Kiwi Ferns superiores

Ainda rolaram dois amistosos femininos na Oceania. A Nova Zelândia provou mais uma vez sua superioridade batendo uma brava seleção de Samoa por 46 x 08, ao passo que Fiji colocou 28 x 00 sobre a Papua Nova Guiné, sugerindo força para chegar ao Mundial pela primeira vez (já que a Papua esteve no Mundial feminino de 2017).

 

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Nova Zelândia 46 x 08 Samoa, em Auckland

 

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Fiji 28 x 00 Papua Nova Guiné, em Sydney

 

Ilhas Cook avançam nas Eliminatórias para o Mundial 2021

Por fim, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo (masculina) de Rugby League de 2021, as Ilhas Cook atropelaram os Rhinos da África do Sul por 66 x 06, assegurando vaga na partida final da Repescagem Mundial contra os Estados Unidos, em novembro.

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Ilhas Cook 66 x 06 África do Sul, em Sydney

 

St. Helens afunda Leeds na Super League

Enquanto isso, na Europa, a Super League inglesa seguiu a todo vapor, com sua 19ª rodada. O destaque foi a vitória do líder St. Helens Saints sobre o gigante Leeds Rhinos, que vai vendo o risco de rebaixamento aumentar seriamente rodada após rodada. O Leeds segue na lanterna igualado com o Hull Kingston Rovers, que perdeu para o London Broncos. O time londrino aliviou a pressão, ultrapassando Rhinos e Rovers na classificação.


super league 2017 logo

Betfred Super League – Campeonato Inglês de Rugby League

London 26 x 24 Hull KR

Huddersfield 22 x 38 Wigan

Salford 26 x 16 Castleford

St. Helens 36 x 10 Leeds

Warrington 30 x 06 Wakefield

Catalans 10 x 50 Hull FC

 ClubesCidadeJogosPontos
St. Helens SaintsSt. Helens2340
Warrington WolvesWarrington2330
hull fcHull FCKingston-upon-Hull2328
wigan warriors copy copyWigan Warriors*Wigan2324
CastlefordTigersLogoCastleford TigersCastleford2324
Catalans Dragons logo 2008Catalans DragonsPerpignan (França)2324
Salford Red DevilsSalford2322
huddersfield giantsHuddersfield GiantsHuddersfield2318
Wakefield Trinity WildcatsWakefield2318
leeds rhinos copyLeeds RhinosLeeds2316
hull krHull Kingston RoversKingston-upon-Hull2316
London BroncosLondres2316

 

O que é o Rugby League?

O Rugby League é uma modalidade do rugby que nasceu em 1895 no Norte da Inglaterra. Na época, o rugby (o Rugby Union) proibia o profissionalismo no mundo todo, mas um grupo de clubes ingleses se opôs à proibição de pagamentos a jogadores e romperam com a federação inglesa, formando uma liga independente. A fim de mudar a dinâmica do jogo e torná-lo mais aberto, a liga passou a promover mudanças nas suas regras, criando uma modalidade distinta, jogada com regras diferentes. O League, no entanto, se difundiu fortemente apenas no Norte da Inglaterra e na Austrália, onde é mais popular que o Union. O esporte ganhou popularidade ainda na Papua Nova Guiné (país da Oceania onde é o League e não o Union quem reina) e, em menor dimensão, na Nova Zelândia e em algumas partes da França.

As entidades que organizam o Rugby League no mundo não têm ligações com as entidades do Rugby Union. A federação internacional do League é a RLIF – Federação Internacional de Rugby League. No Brasil, a entidade que organiza o League é a CBRL – Confederação Brasileira de Rugby League.

Quais as principais diferenças do League para o Union?

  • O League é jogado por 2 times de 13 jogadores cada, com 4 reservas, sendo que um atleta que foi substituído poderá retornar a campo. A modalidade reduzida principal é o Nines, de 9 jogadores de cada lado;
  • No League, o try vale 4 pontos, a conversão 2, o penal 2 e o drop goal (chamado também de field goal) 1 ponto;
  • Não existem rucks. Quando um atleta sofre o tackle, é seguro e vai ao chão o jogo é parado. O atleta com a bola é liberado, rola a bola com os pés para trás e o jogo é reiniciado. É o chamado “play the ball”;
  • Cada equipe tem direito a realizar 5 vezes o play the ball e, na sexta vez que um atleta é derrubado, a posse da bola troca de equipe. É a chamada “Regra dos 6 tackles”. Com isso, é comum após o 5º tackle a equipe com a posse da bola chutá-la;
  • Se a equipe defensora tocar na bola entre um play the ball e outro a contagem de tackles é zerada. Quando uma equipe com a posse de bola comete um erro de manuseio e a bola troca de posse o primeiro tackle é considerado “tackle zero” e a contagem se inicia apenas após ele;
  • Não há lineouts. A reposição da bola que saiu pela lateral é feita a partir de um scrum. Penais chutados para a lateral são cobrados com free kick;
  • Na prática, os scrums não possuem disputas, pois a equipe que introduz a bola na formação pode introduzi-la diretamente no pé de sua segunda linha. Porém, a equipe sem a bola pode tentar empurrar a formação para roubar a bola (o que é raro de acontecer);
  • Não existe o mark. Com isso, chutes no campo ofensivo são frequentes;
  • Um chute dado atrás da linha de 40 metros do campo de defesa que saia pela lateral após a linha de 20 metros do campo ofensivo é chamado de “40/20” e premia a equipe chutadora com a manutenção da posse da bola e com a contagem de tackles zerada;
  • A numeração dos atletas no League muda. Os números mais altos são para os forwards e os números menos são para a linha. O fullback é o camisa 1 e o pilar o 13, por exemplo;