O sábado foi histórico para o Rugby League brasileiro. O CERET, em São Paulo, foi palco para as finais do TOP1, o novo Campeonato Brasileiro da modalidade de 13 jogadores, disputado em jogos de tempo reduzido desta vez.

O evento ainda contou com a presença de Lois Forsell, jogadora da Seleção Inglesa de Rugby League, que chegou ao Brasil junto com a comitiva da International Rugby League (IRL, a federação internacional da modalidade), que trouxe o troféu da Copa do Mundo para o Brasil pela primeira vez na história. O motivo foi a classificação da Seleção Brasileira Feminina ao Mundial. O troféu que foi exposto no CERET era justamente o do torneio feminino.


Em campo, o torneio feminino foi disputado no formato de todos contra todos (em jogos de 30 minutos, 2 tempos de 15) e o combinado Remendadas, formado por paulistas, capixabas, paranaenses e catarinenses ficou com a taça, com a equipe mostrando muita força física ao superar as paranaenses do Urutau, as mineiras do São Lourenço e as fluminenses do Rio Warriors.

Entre os homens, o TOP1 teve semifinais e final, em jogos de 60 minutos (2 tempos de 30 minutos). Nas semifinais, os paranaenses prevaleceram, com Urutau (de São José dos Pinhais) e Maringá vencendo, respectivamente, São Lourenço e Rio Warriors nas semis. O time do Rio ainda ficou com o 3º lugar.

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Na grande final, com os irmãos Domingues (Curitiba e Seleção Brasileira) em campo, o Urutau prevaleceu, triunfando por 30 x 04.

 

TOP1 – Campeonato Brasileiro de Rugby League 13s

Dia 07/12/2019 – Rio Warriors (RJ), São Lourenço (MG), Maringá (PR) e Urutau (PR)

09h40 – Urutau 42 x 06 São Lourenço – Semifinal Masculina

10h50 – Rio Warriors 24 x 30 Maringá – Semifinal Masculina

15H00 – São Lourenço 28 x 32 Rio Warriors – 3o lugar

16h00 – Urutau 30 x 04 Maringá – Final Masculina

Local: CERET – São Paulo, SP

 

Campeonato Brasileiro de Rugby League 13s Feminino

Dia 07/12/2019 – Remendadas (SP), Rio Warriors (RJ), São Lourenço (MG) e Urutau (PR)

Local: CERET – São Paulo, SP

08h30 – Urutau 08 x 16 Rio Warriors

09h10 – São Lourenço 04 x 16 Remendadas

12h00 – Remendadas 18 x 04 Rio Warriors

12h35 – São Lourenço 13 x 00 Urutau

14h40 – São Lourenço 18 x 08 Rio Warriors

15h15 – Remendadas 16 x 00 Urutau

Classificação final: 1 Remendadas, 2 São Lourenço, 3 Rio Warriors, 4 Urutau

 

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Família Domingues é campeã do League com o @urutau_rugby_sjp ! Luquinhas, o Sábados, comentou! @brasilrugbyleague #culturaderugby #fanaticosporrugby

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O que é o Rugby League?

O Rugby League é uma modalidade do rugby que nasceu em 1895 no Norte da Inglaterra. Na época, o rugby (o Rugby Union) proibia o profissionalismo no mundo todo, mas um grupo de clubes ingleses se opôs à proibição de pagamentos a jogadores e romperam com a federação inglesa, formando uma liga independente. A fim de mudar a dinâmica do jogo e torná-lo mais aberto, a liga passou a promover mudanças nas suas regras, criando uma modalidade distinta, jogada com regras diferentes. O League, no entanto, se difundiu fortemente apenas no Norte da Inglaterra e na Austrália, onde é mais popular que o Union. O esporte ganhou popularidade ainda na Papua Nova Guiné (país da Oceania onde é o League e não o Union quem reina) e, em menor dimensão, na Nova Zelândia e em algumas partes da França.

As entidades que organizam o Rugby League no mundo não têm ligações com as entidades do Rugby Union. A federação internacional do League é a International Rugby League (IRL) – Federação Internacional de Rugby League. No Brasil, a entidade que organiza o League é a CBRL – Confederação Brasileira de Rugby League.

Quais as principais diferenças do League para o Union?

  • O League é jogado por 2 times de 13 jogadores cada, com 4 reservas, sendo que um atleta que foi substituído poderá retornar a campo. A modalidade reduzida principal é o Nines, de 9 jogadores de cada lado;
  • No League, o try vale 4 pontos, a conversão 2, o penal 2 e o drop goal (chamado também de field goal) 1 ponto;
  • Não existem rucks. Quando um atleta sofre o tackle, é seguro e vai ao chão o jogo é parado. O atleta com a bola é liberado, rola a bola com os pés para trás e o jogo é reiniciado. É o chamado “play the ball”;
  • Cada equipe tem direito a realizar 5 vezes o play the ball e, na sexta vez que um atleta é derrubado, a posse da bola troca de equipe. É a chamada “Regra dos 6 tackles”. Com isso, é comum após o 5º tackle a equipe com a posse da bola chutá-la;
  • Se a equipe defensora tocar na bola entre um play the ball e outro a contagem de tackles é zerada. Quando uma equipe com a posse de bola comete um erro de manuseio e a bola troca de posse o primeiro tackle é considerado “tackle zero” e a contagem se inicia apenas após ele;
  • Não há lineouts. A reposição da bola que saiu pela lateral é feita a partir de um scrum. Penais chutados para a lateral são cobrados com free kick;
  • Na prática, os scrums não possuem disputas, pois a equipe que introduz a bola na formação pode introduzi-la diretamente no pé de sua segunda linha. Porém, a equipe sem a bola pode tentar empurrar a formação para roubar a bola (o que é raro de acontecer);
  • Não existe o mark. Com isso, chutes no campo ofensivo são frequentes;
  • Um chute dado atrás da linha de 40 metros do campo de defesa que saia pela lateral após a linha de 20 metros do campo ofensivo é chamado de “40/20” e premia a equipe chutadora com a manutenção da posse da bola e com a contagem de tackles zerada;
  • A numeração dos atletas no League muda. Os números mais altos são para os forwards e os números menos são para a linha. O fullback é o camisa 1 e o pilar o 13, por exemplo;