ARTIGO OPINATIVO – Ano novo, treta nova! Todo mundo já pulou ondas, fez resoluções para 2019, já quebrou boa parte delas e com o retorno aos treinos das equipes está na hora de prever o que virá pela frente nesse ano! E como sempre, aqueles que preferem previsões mais otimistas podem seguir para o artigo do Victor, mas saiba que ele provavelmente vai errar quase tudo.

Mas antes, vamos recapitular as previsões de 2018, só porque eu acertei quase todas.
Mais um estrangeiro vai se desligar da CBRu – saiu o Gustavo Gerbasi, responsável pela arbitragem.

O Brasil vai fazer algo HISTÓRICO por algum motivo – Vitória contra Geórgia XV, título Sul-Americano e bons jogos contra os Maori e o Racing. Minha real expectativa era de algum feito muito pequeno ser taxado de histórico como de costume, mas de qualquer forma, acertei.

Chegaremos a 300mil jogadores de Rugby no país! – A World Rugby ainda não atualizou sua previsão de atletas em cada país, mas se levamos 34mil para o Morumbi, é justo pensar que tenhamos 10x isso jogando pelo país. Certo?

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CBRu terá orçamento recorde de R$20mi – perto, muito perto. A CBRu teve um orçamento de R$18 milhões de reais.

Árbitros e jogadores vão ficar mais de seis meses sem receber – mais uma que bati na trave…tem árbitro sem receber reembolsos há pelo menos cinco meses
Paulista M15/M17 e M19 serão triangulares – por 1! O M19 teve um quadrangular, mas o Festival Juvenil realizado pela FPR acabou impulsionando a participação nas categorias menores, dando um alento para o fortalecimento da base no estado. Vale um 0,25 na nota?

Poli terá time na divisão de Desenvolvimento Paulista – essa eu errei, e a Poli ainda ganhou os dois principais torneios que participou. Parabéns para os politécnicos

MAAAAAAAAAAAAAAAS
os alunos da faculdade vão jogar apenas a Copa USP, perdendo mais uma vez para o Demônios de Maxwell – a aposta na freguesia do treinador Mamut contra o Mazzeu não me falhou

BONUS ROUND!!
Conselheiros bem intencionados vão colocar quase R$1 milhão para cobrir rombos do ano fiscal anterior a entidade seguirá como modelo de governança – a realidade superou todas as expectativas, com os conselheiros bem intencionados colocando R$1,5 milhões, ou seja, a responsabilidade fiscal segue passando longe, assim como passou longe do prêmio Sou do Esporte, que elege as entidades com melhor governança.

E vamos para as previsões de 2019!

Leis de Incentivo vão minguar
O cenário das Leis de Incentivo ainda é incerto no novo governo, mas há indicação de uma correção de rotas na Lei Rouanet, privilegiando quem realmente precisa de verba pública. De qualquer forma, uma eventual mudança (e contando também com um aquecimento da economia) só será sentida em 2020, então nesse ano, os clubes que dependem fortemente de patrocínio através de LIEs, vão ter que mostrar mais que retorno social para segurar as poucas empresas que ainda investem através desse mecanismo de forma relevante. Os campeonatos nacionais, a exemplo do que já aconteceu no ano passado, são candidatos a serem prejudicados mais uma vez.

Mais um grande paulista vai flertar com a Série B
Em 2018, pela primeira vez, um time grande da elite de São Paulo caiu direto para a segunda divisão desde que o formato atual foi definido. Não deverá ocorrer um repeteco esse ano, mas pode esperar jogos mais duros para as equipes da parte de baixo da tabela se garantirem na divisão em 2019.

Estaduais seguirão minguando pelo Brasil
Essa é uma tendência irreversível, e 2018 já foi muito pobre em torneios fora dos seis estados atendidos pela entidade, onde deverão predominar jogos isolados e torneios amistosos (Taça Baré, Superliga SICREDI), insuficientes para manter o interesse no esporte e fomentar o seu crescimento nas regiões. Dentro do “Eixo”, haverão divisões inferiores com menos clubes e mais campeonatos regionalizados (como a Liga das Montanhas e do Triângulo em MG)

A Federação Baiana não será reconhecida pela CBRu
No papel, a Federação de Rugby da Bahia já atendeu a todos os requisitos para entrar no clube, e a espera pelo sinal verde definitivo já tem alguns meses. Mas eu não vou me surpreender se surgir algum motivo obscuro para o processo retroceder e tudo ficar como está.

Vai ter alguma situação bizarra no Super 16
Acho que a ambulância não vai entrar em campo, mas a falta de leitura de regulamentos e o ranking bizarro vão voltar a produzir situações insólitas. Quem sabe o campeonato termine com o clube rebaixado sendo campeão.

O XV Feminino vai ficar para 2020
Depois do fracasso das Magic Weekends e do sucesso do League feminino apoiado pela CBRL, fica difícil imaginar que o jogo completo volte a ganhar fôlego tão cedo no Union. Mas com a nova edição do Mundial da categoria em 2021 na Nova Zelândia, é possível que a modalidade volte a ganhar espaço na agenda da CBRu.

A base feminina voltará à estaca zero
A inesperada derrota para a Colômbia na edição inaugural do M18 feminino em São José dos Campos resultou em promessas de trabalho e foco na base para evitar que isso aconteça novamente. Quase um ano depois, quase nada mudou e a esvaziada competição feminina no Brasileiro Junior (com atletas de São Paulo completando times de outros estados inclusive) são sinais que o desenvolvimento do futuro do Rugby feminino seguirá a cargo das próprias atletas e clubes.