Os brasileiros Frederico Pasqualli e Victor Guilherme Silva retornam ao Brasil nesta semana e na próxima, respectivamente, após seis meses de intercambio na Nova Zelândia. Os dois foram contemplados com a bolsa de estudos e treinos “Michel Etlin”, na terra dos lendários All Backs, atuais campeões do mundo. A bolsa foi oferecida pela Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) aos melhores atletas juvenis do país da última temporada.

“Foi uma experiência sensacional. Jogar rugby no país que é referência na modalidade foi incrível. E é diferente, bem mais rápido do que estava acostumado”, afirma Pasqualli, atleta do Charrua (RS), que complementa: “ficar imerso na cultura de rugby, treinar no ambiente de alto rendimento com o time que ganhou o Super Rugby foi realmente único. Agora minha ideia é passar o que vivi adiante para meus companheiros de clube. Estamos na Taça Tupi e queremos levar esse grupo novamente à elite”.

“Foram cinco meses muito bons, onde aprendemos uma nova cultura, idioma, hábitos alimentares e ainda jogamos rugby em alto nível. No começo foi difícil, mas logo nos adaptamos. Espero voltar um dia para visitar a Nova Zelândia, pois é um país maravilhoso. Volto ao Brasil com uma cabeça diferente, tanto pro rugby, quanto pra vida, e espero passar isso para meus companheiros no retorno”, ressalta Vitor Guilherme, o Feijão, atleta do São José.

A parceria, já em seu 5º ano, tem como objetivo premiar os dois melhores atletas juvenis de uma temporada para um intercâmbio na Nova Zelândia. Os atletas são selecionados pelos treinadores das Academias e indicados depois para um colegiado de pessoas que avaliam alguns aspectos desde educação até uma carta em que o atleta descreve por que deve ser escolhido, até que se definam os jovens.

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“Para nosso sistema este tipo de parceira é muito importante. Ter um intercâmbio com um país que tem a ideologia do rugby como a Nova Zelândia gera grande aprendizagem para nossos atletas”, afirma Damian Rotondo, técnico da Seleção Brasileira Juvenil. “Eles estão na idade ideal para este tipo de parceria, pois aprendem muito, como pessoas e como atletas de rugby. Suas experiências têm grande importância para nossa Seleção Juvenil, pois contagia o resto dos jogadores. Todos os jovens que passaram pelo intercâmbio trouxeram uma experiência muito saudável para o crescimento do rugby brasileiro”, complementa Rotondo.

Texto retirado de Brasil Rugby – site