Chegamos à Retrospectiva de meses quentes da ovalada! Maio é mês de decisão e junho de seleção.

Clique aqui para conferir como foram Janeiro e Fevereiro.

Clique aqui para conferir como foram Março e Abril.

 

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Adeus Japão e adeus Portugal

Maio e abril foram intensos para os Tupis, que encararam primeiro o Sul-Americano, válido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019, e depois os amistosos de junho. Na América do Sul, a tendência se manteve. O Brasil flertou com a vitória mas acabou superado pelo Chile em Santiago, 15 x 10, enquanto o duelo no Uruguai foi mais cruel, com vitória dos Teros por 41 x 27, que selou o destino dos Tupis. Não será no Japão em 2019 que estrearemos na Copa do Mundo.

Porém, o Sul-Americano se encerrou de forma positiva com o Brasil derrotando o Paraguai por 57 x 06, no Pacaembu. A maior vitória da história dos Tupis sobre os Yakarés. O jogo marcou a despedida do grane Daniel “Nativo” da seleção brasileira.

Depois vieram os amistosos de meio de ano, com o Brasil recebendo Portugal em junho novamente em São Paulo. E o Pacaembu foi ao delírio com a primeira vitória dos Tupis sobre os Lobos: 25 x 21 de virada, com 3 tries incríveis com menos de 5 minutos para o fim.

As atividades se encerraram com uma viagem à Romênia e uma esperada derrota por 56 x 05 sobre os donos da casa.

 

Yaras se despedem de cabeça erguida

As Yaras também acabar tendo um junho de despedida. Em maio, a Seleção Brasileira Feminina se complicou na luta pela permanência na elite da Série Mundial ao terminar o torneio do Canadá em penúltimo lugar, vencendo somente a convidada Holanda. Com isso, o Brasil precisava de um milagre na etapa final em junho em Clermont, na França. As Yaras foram rebaixadas, sim, mas de cabeça erguida, mostrando qualidade na etapa final. Na fase de grupos, derrotaram a forte Rússia por 12 x 07, mas acabaram não avançando às quartas de final pelo saldo. A queda era inevitável, mas o Brasil ainda venceu no último dia a Inglaterra, pela segunda vez na história, com um honroso 27 x 17.

A Nova Zelândia acabou com o título geral, dando a volta por cima da decepção do Rio 2016.

Poli faz história

O Campeonato Paulista foi destaque em 2017 pelo seu imenso equilíbrio e pela queda das potências que haviam dominado o estadual nos últimos anos – São José e Pasteur – resultando em uma final inédita: a nova força Poli e o sempre ascendente Jacareí jamais haviam sido campeões estaduais e se encontraram numa grande tarde na USP. Foi um jogo épico decidido na prorrogação, com a Poli triunfando por 38 x 33.

Farrapos, Guanabara e outros campeões

Brasil afora, os campeões do XV estadual foram se multiplicando nos meses de maio e junho (clique aqui para a lista de campeões pelo Brasil em 2017).

No Rio Grande do Sul, o Farrapos manteve sua invencibilidade levando seu oitavo título seguido do Gaúcho. Mas, mais que isso, o time de Bento Gonçalves ainda faturou um título inédito, sendo campeão da Liga Sul.

No Rio de Janeiro, o Guanabara venceu o Campeonato Fluminense pela terceira vez em quatro anos batendo o rival Niterói numa final de arrepiar por 37 x 30.

BH Rugby, em Minas, Curitiba, no Paraná, e Desterro, em Santa Catarina, seguiram suas hegemonias.

 

Dinastia sarracena

No rugby de clubes europeu, maio foi de grande final da Champions Cup, a Copa Europeia, que confirmou novamente seu rei no trono. Pelo segundo ano seguido, a taça foi dos ingleses do Saracens, que derrotaram o Clermont – eterno vice… tri-vice! – na grande final por 28 x 17. Uma campanha impecável de Owen Farrell, Chris Ashton, Alex Goode & cia, bicampeões.

Europa contra os prognósticos

Mas a história não foi tão mais cruel com o poderoso Clermont. O clube amarelo mostrou que é gigante, afastou os traumas e levantou a taça de campeão francês pela segunda vez em sua história, vencendo o Toulon na grande final do Top 14, 22 x 16. Aleluia.

Na Inglaterra, por sua vez, o Saracens acabou caindo pela ressaca e o título da Premiership ficou com um novato. O Exeter Chiefs já vinha merecendo os louros e conseguiu sua inédita conquista derrotando os Saracens na semifinal e os Wasps na grande decisão. 23 x 20 numa prorrogação dramática.

Já o PRO12 conheceu seu quarto campeão diferente em quatro anos, com os galeses do Scarlets voando baixo e vencendo o Munster na final por 46 x 22.


 

Junho de gala: Lions e All Blacks, o maior clássico do mundo

Em junho, o mundo oval parou para acompanhar um espetáculo que apenas acontece de 12 em 12 anos: a visita dos British and Irish Lions, a super seleção de Inglaterra, Gales, Escócia e Irlanda, à Nova Zelândia. O tour começou em junho e só acabou em julho. Em junho, os Lions tiveram um percurso de aclimatação, com jogos contra as equipes do Super Rugby e combinados, concluído com o primeiro jogo contra os All Blacks, no dia 24. O início foi contundente para a Nova Zelândia, que se impôs por 30 x 15.

Os demais jogos foram em julho e amanhã falaremos neles!

África do Sul é rainha no sevens

E para quem já estava sepultando o rugby sul-africano, os Boks podem ter vivido pesadelos no XV, mas no sevens eles reinaram, sendo campeões da Série Mundial de Sevens 2016-17.