Curitiba vence e gruda no São José em jogo de seis viradas

ARTIGO COM VÍDEO – Curitiba e São José entraram em campo pela sétima rodada do Super 8 brigando pela liderança já que o SPAC (um jogo a menos) seria derrotado pelo o Desterro. Vindo de derrota, o time da casa lutava para se recuperar e os visitantes, vindo de vitória fora de casa, para se manter no topo da tabela. Com muito sol e com o campo muito seco, pois há quase trinta dias não chove na capital paranaense, os finalistas do ano passado fizeram um jogo de acordo com suas posições na tabela, e nada menos que seis viradas no placar deram o tom do jogo.
 

 

E logo aos trinta segundos de partida o centro Moisés Duque teve chance com penal, mas distante dos postes e contra o vento, não converteu o penal. Um minuto depois, Facundo, abertura curitibano teve a mesma oportunidade, mas não desperdiçou. Quando se fala neste confronto, é de se esperar o ponto forte de cada clube do pack curitibano e da linha joseense, porém aos cinco minutos, após boa execução de lateral a vinte metros do ingoal curitibano, os caipiras formaram um excelente e bem coordenado maul que percorre quinze metros, a bola foi rapidamente aberta para a linha e o abertura Pedrinho com magnífico passe fez com que Jefferson “Rivaldo” sobrasse livre para completar, seguido de conversão por Moisés. Aos oito minutos, Facundo novamente acertou o pé e descontou para os touros.
 

 

Aos onze, com novo penal, que desta vez não encontrou os postes, o Curitiba começava talvez a maior pressão no jogo no seu campo de ataque, tanto com a posse como sem ela, roubando a bola em momentos importantes mas perdendo-as em outros. Com a dificuldade em entrar, Facundo tentou drop goal quase que do meio campo aos vinte e um, não convertido, mas a pressão curitibana continuava, e somente aos vinte e quatro minutos o São José conseguiu passar a linha que divide o gramado. Mas somente aos vinte e sete os touros aproveitaram a situação com novo penal de Facundo e mais uma virada.
 

 

Se a pressão durante longos minutos foi transformada em três pontos, o São José mostrou que, como de costume, é excelente na finalização. Logo após a saída de jogo, e com novo line, praticamente no mesmo local do line do primeiro try, mais uma vez os joseenses mantiveram com maestria a posse e formaram novo maul, levando o pack curitibano novamente a caminhar para trás. Quando foi parado, o time do Vale do Paraíba acelerou seus forwards e no
pick and go, Gabriel “Pão” mergulhou para mais um try e nova virada no placar. Moisés adicionou dois pontos ao marcador. Ainda no final do primeiro tempo, Facundo com drop e Moisés com penal de cinqüenta metros tentaram colocar mais pontos para suas equipes, mas ambos falharam.
 

 

O segundo tempo começou eletrizante como o primeiro, e logo no primeiro minuto, após uma seqüência de fases com seu pack, Facundo recebe a bola e serve Michael pelo meio, que ao passar pelo buraco aberto na linha joseense não encontra dificuldades para se esquivar dos outros marcadores e mergulha para empatar. Os pontos adicionais por Facudo recolocaram os Touros na liderança mais uma vez. Com o amarelo de Michael e atrás no placar, o time paulista esboçou uma reação, mas o Curitiba segurou a pressão, usando muito os chutes de Facundo que sempre recolocavam a bola em posições ruins para os visitantes. Apenas no final do período com um a mais o Sanja conseguiu aproveitar a vantagem com Moisés acertando difícil penal, desta vez à favor do vento, mais uma vez quase em meio ao campo, virando o placar.
 

 

Mudando mais uma vez quem ditava o ritmo, os Touros tiveram chance com novo penal aos dezesseis, e aos dezessete com excelente chute de campo de Facundo, que atrapalhou o recebedor adversário, Michael novamente chega rápido na jogada e apóia a bola, não sem antes a deslocar para a frente, knock on.No segundo tempo os lines dos paranaenses começaram a funcionar como em outros jogos, e após um deles, aos vinte e um, e nova seqüência de pick & go, Michael e Kiko fazem linda jogada pelo campo esquerdo, e este solta para Endy finalizar na ponta e virar o placar.
 

 

Cinco minutos depois, após a pouco usada linha curitibana fazer boa jogada, Rambo recebe em velocidade, passa para Kiko que pisa sobre o defensor caipira e acelera para mais um try. Vendo-se atrás do placar, o time paulista buscava acelerar o jogo, e conseguiu descontar com novo penal de Moisés aos vinte e nove. Aos trinta e um, em nova chance, visto os penais que Moisés já havia convertido, mas desta vez atrás do meio campo, o Sanja mudou sua decisão nos penais e começou buscar a lateral, possivelmente devido aos tries do primeiro tempo terem saído desta maneira. Decisão tomada também aos trinta e quatro e trinta e cinco de segundo tempo, ambos resultando em grande pressão joseense. Na segunda chance, o time quase entra, mas a bola não sai de um ruck a poucos metros do ingoal, e na seqüência os caipiras perdem a posse no scrum, abalando seus ânimos e exaltando os curitibanos com nova vitória no Super 8.
 

 

Devido ao ponto bônus defensivo o São José termina o turno líder do Super 8, com um ponto de vantagem sobre o Curitiba, e começa o segundo turno viajando a São Paulo enfrentar o Band Saracens que luta para fugir das últimas posições.Já o Curitiba segue para Jacareí visando o mesmo resultado do primeiro turno e torcendo por
um tropeço dos caipiras.
 

 

O Portal do Rugby elegeu Endy o melhor da partida.
 

 

Placar Final: Curitiba (09) 26 x 20 (14) São José
Árbitro: Ricardo Sant’anna
Local: Paraná Esporte – Curitiba, PR
 

 

Curitiba:

Tries:Michael, Endy, Kiko.

Conversões:Facundo

Penais: Facundo (3)

 

 

São José

Tries:Rivaldo, Pão

Conversões:Moisés (2)

Penais: Moisés (2)

 

 

EquipeCidade (Estado)PJVED4+-7PPPCSP
São JoséSão José dos Campos (SP)481410044431022783
Band SaracensSão Paulo (SP)4714100434311199112
CuritibaCuritiba (PR)421490533341214127
SPACSão Paulo (SP)401480653322213109
PasteurSão Paulo (SP)311460834232267-35
DesterroFlorianópolis (SC)30146083328427410
FarraposBento Gonçalves (RS)221450911236356-120
JacareíJacareí (SP)1214201222207493-286

 

 

Artigo por Carlos Gustavo Woellner
Foto por Hedeson Alves/Fotojump

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