Em meio à guerra e ao avanço do ISIS, rugby segue vivo na Síria

São quatro anos de guerra civil, cerca de 300 mil mortos e ao redor de 5 milhões de desalojados. O saldo da Guerra da Síria é catastrófico, e as perspectivas de um fim para o conflito são ínfimas, com quatro grupos em guerra e um país absolutamente dividido. De um lado, as forças do governo de Bashar al-Assad, ditadura ba’athista, de hegemonia alawita e hoje alinhada com grupos xiitas, como o Hezbollah e o governo iraniano. De outro, a heterogênea coalisão da oposição, que vai de grupos tradicionalistas islâmicos, de várias vertentes, a grupos laicos e pró-democracia, também de ideologias distintas. Por outro lado estão as forças curdas, de etnia distinta da maioria árabe e com aspirações de autonomia. E, por fim, a alarmante investida do grupo fundamentalista sunita ISIS (ou DAESH), o Estado Islâmico, que avança pelo leste do país acumulando violência extrema contra população civil e destruição de patrimônio histórico.

 

Em meio à crise política e humanitária, uma notícia alvissareira foi recebida pela comunidade do rugby. O clube de rugby mais antigo da Síria, o Zenobians Rugby Club está promovendo mais uma edição do Damascus Sevens, na capital do país, Damasco. O clube já havia participado do torneio de clubes do Dubai Sevens no ano passado e resiste às dificuldades para seguir em atividade. O torneio será realizado nesta sexta, dia 22. Clique aqui para mais.

 

O nome do clube de Damasco é uma referência ao breve Império de Palmira, cuja capital, Palmira, cidade que cresceu sob domínio romano como um centro regional importante, proclamou sua separação do Império Romano no século III, liderada pela Rainha Zenóbia, dominando toda o leste do Império Romano, até ser derrotada e reincorporada pela forças romanas. A história de Zenóbia se tornou uma referência para o nacionalismo sírio no século XX.

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