Obrigado Rio 2016, o caminho está aberto até Tokyo 2020

O Rio 2016 deixa saudades. Foi a primeira Olimpíada com Rugby Sevens, . Os primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul e no Brasil. Foi motor de investimentos governamentais e privados nunca antes vistos no esporte olímpico – ou melhor, no esporte brasileiro para além do futebol masculino. Pudemos assistir aos melhores atletas do planeta aqui em nossa casa e de todas as modalidades. Pudemos mostrar nosso esporte, o rugby, a um número de pessoas antes não imaginado e também pudemos conhecer esportes que antes não conhecíamos ou conhecíamos mas não parávamos para ver. E fomos contemplados com uma conquista histórica de nossa seleção feminina de rugby, que chegou ao lugar que merece.

 

Mas, o clima de despedida não é o clima correto. Não estamos nos despedindo dos Jogos Olímpicos. Na verdade, estamos dando as boas-vindas a uma nova Olimpíada, a XXXI (31ª) – afinal, para o Comitê Olímpico Internacional, “Olimpíada” não se refere às duas semanas de jogos que vivenciamos agora. “Olimpíada” é o período de quatro anos que sempre se inaugura no ano dos Jogos Olímpicos e se encerra antes dos próximos Jogos. 2016 é o ano de um começo, não de um fim. O começo de um ciclo que vai até o final de 2019, para dar lugar em 2020 à XXXII (32ª) Olimpíada, a ser inaugurada em Tóquio, no Japão.  É esse o significado dos Jogos Olímpicos: eles são o COMEÇO de uma Olimpíada, o marco de um novo ciclo de celebração esportiva, de celebração da diversidade e da promoção da união de todos os povos.

 

A 31ª Olimpíada, inaugurada pelo Rio de Janeiro, promete levar o rugby a um novo patamar. Em 2017, viveremos a Copa do Mundo de Rugby Feminino (de XV), na Irlanda, a qual esperamos que dê ao rugby das mulheres a projeção que deve, o estímulo que precisa. No ano que vem também teremos no XV masculino os British and Irish Lions, a seleção britânica, visitando a Nova Zelândia e devendo produzir batalhas épicas contra os All Blacks. Aqui na América do Sul o Brasil irá encarar um Sul-Americano decisivo, que valerá a sequência dos Tupis na luta por um lugar na Copa do Mundo de 2019. No sevens, a seleção brasileira feminina entrará em uma nova era, agora oficialmente como uma das 11 seleções centrais da Série Mundial de Sevens Feminina.

 

Depois, em 2018, é o sevens que brilhará nos nossos olhos novamente com São Francisco (Estados Unidos) recebendo a Copa do Mundo de Sevens, tanto para homens como para mulheres. Esse é o ano também dos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires, na Argentina. Em 2019, não é preciso dizer, voltaremos a viver a Copa do Mundo de Rugby (XV masculino) no Japão, mesmo país que em 2020 receberá, enfim, o início de um novo ciclo, de uma nova Olimpíada: os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, com o rugby, novamente, presente. E, assim esperamos, com o bola oval brasileira outra vez no palco maior do rugby sevens e do esporte mundial. Com 50 mil lugares, o Tokyo Stadium (foto acima) será o palco do sevens de 2020 e também receberá partidas da Copa do Mundo de 2019.

 

É com a imagem dele que encerramos hoje o dia, para lembrar a todos que o rugby olímpico está só começando e que o Rio 2016 não era um fim em si mesmo. Ele é o começo.

 

A todos os atletas brasileiros que competiram no Rio de Janeiro – e sobretudo às nossas guerreiras do sevens feminino e nossos guerreiros do sevens masculino que estiveram em Deodoro disputando a bola oval – fica o nosso agradecimento pelos dias magníficos que vivemos. Obrigado Rio 2016, mas esperamos que tenha sido apenas o começo. Tóquio está mais perto do que parece.

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