Fiji é campeão mundial de sevens! Mas, o London 7s fica com o surpreendente EUA!

ARTIGO COM VÍDEO – Encerrada a temporada 2014-15 da Série Mundial de Sevens Masculina! E um final de gala foi visto em, Londres, com Fiji batendo a África do Sul nas quartas de final, em duelo entre os dois melhores da temporada, para avançar à semifinal e garantir matematicamente seu segundo título do circuito mundial. No entanto, Fiji caiu na semifinal contra a Austrália. Zebra? Ainda algo maior estava por fim. Os Estados Unidos cresceram na reta final, chegaram à finalíssima depois de despacharem a anfitriã Inglaterra e atropelaram a Austrália na decisão, para conquistarem seu primeiro título de etapa da Série Mundial de Sevens. O gigante acordou às vésperas do Rio 2016!

 

Sobre os Jogos Olímpicos, a última vaga foi definida, com a Inglaterra assegurando a participação da Grã-Bretanha no Rio 2016 com seu quarto lugar geral na temporada. Com isso, os britânicos se juntam a Fiji, África o Sul, Nova Zelândia e Brasil como os cinco primeiros classificados para o torneio olímpico. Agora, as demais seleções jogarão seus campeonatos continentais, dos quais sairão mais seis classificados, e quem não se garantir em seus continentes terá uma última chance no Torneio Pré-Olímpico, valendo o último lugar no Rio de Janeiro.

 

O Brasil também esteve no London Sevens, mostrou qualidade quase derrotado Escócia e Quênia, mas não conseguiu quebrar o tabu de jamais ter vencido um jogo no circuito. A forma apresentada pelos Tupis, entretanto, deu a certeza que a participação brasileira nos Jogos Olímpicos não será uma vexame.

 

Tupis começam promissores em Twickenham

A seleção brasileira masculina começou o torneio de forma mais promissora, voltando a jogar no monumental estádio de Twickenham. Diante da Escócia, na abertura, os Tupis começaram mal, levando três tries em sequência, pecando na defesa. Entretanto, a equipe mostrou grande poder de reação e muita qualidade ofensiva. Antes do intervalo, Tanque fez um belo try explorando o lado cego e correndo mais de meio campo. E, no segundo tempo, com Fiori dominando os rucks, o Brasil cresceu e os Tupis garantiram maior volume de jogo e território. Em rápida ação com as mãos, Rambo recebeu pela ponta, arrancou e fez o segundo try brasileiro. A vitória estava próxima e, no último lance, o Brasil garantiu a posse, atravessou o campo e Lucas Muller saiu em arrancada para o try da vitória, mas recebeu o tackle a poucos passos do try, sendo ejetado de campo. Vitória escocesa, 19 x 14, mas muita qualidade do time brasileiro.

 

No segundo jogo, não teve jeito. Poupando alguns atletas, o Brasil não segurou a força da Inglaterra, que venceu por 56 x 7. Boy fez o único try dos Tupis e a vitória deu a vaga antecipada nos Jogos Olímpicos à Grã-Bretanha (uma vez que a Inglaterra jogará junto de Gales e Escócia o Rio 2016).

 

Revigorado, o Brasil quase fez história na última partida do dia, contra o Quênia. O primeiro tempo terminou com vantagem de 14 a 5 para os Tupis, mas no segundo tempo, com dois tries nos minutos finais, veio a virada queniana, deixando o Brasil na última colocação e sem a esperada primeira vitória na Série Mundial.

 

No mesmo grupo, a Escócia surpreendeu e venceu a Inglaterra, garantindo a primeira posição, com ingleses em segundo. Nos demais grupos, sem surpresas. Fiji venceu seus jogos e assegurou a primeira posição, superando o Canadá. Os Pumas não fizeram boa campanha e terminaram o primeiro dia com três derrotas. Assim como os All Blacks, que apesar das vitórias, tiveram jogos duros contra Austrália e o desesperado Japão, que mesmo quase vencendo Gales, também amargou a última posição e deu adeus à Série Mundial, rebaixado matematicamente pelo resultado. No grupo D, os Estados Unidos repetiram a boa atuação de suas colegas no feminino e venceu o seu grupo, superando inclusive os Blitzboks, segundos colocados. Portugal não conseguiu superar a França, e amargou a última colocação.

 

Fiji abre sábado como campeão mundial!

Por conta da derrota da África do Sul na primeira fase diante dos EUA, a primeira partida das quartas de final principais opôs os dois primeiros colocados do circuito, Fiji e África do Sul, sendo uma genuína final antecipada da temporada, uma vez que a vitória garantiria matematicamente o título para Fiji. E foi o que aconteceu. O time do técnico inglês Ben Ryan mostrou fibra e em momento algum da partida deixou margem para uma vitória sul-africana. Fiji dominou o jogo por completo e abriu sem tardar 12 x 0, com tries de Rawaca e Kolinisau, justamente seus dois artilheiros.

 

No começo do segundo tempo, os Boks reduziram e entraram na partida com try de Chris Dry, mas a reação parou. Kolinisau foi fulminante e provou por que é o capitão da equipe, arrancando para, sempre com frieza, dar a vitória aos Fijianos Voadores, 19 x 7! Com o triunfo, Fiji conquistou pela segunda vez em sua história a Série Mundial de Sevens, quebrando um jejum que vinha desde 2005-06, quando Serevi liderou Fiji rumo a seu primeiro e até então único título do circuito. O bicampeonato torna Fiji o segundo maior campeão da história da competição, atrás apenas da Nova Zelândia.

 

Pelas quartas de final menores, o Brasil não teve sucesso em seu primeiro jogo do dia, caindo por 29 x 0 diante de Gales. Os Tupis tiveram poucas oportunidades e os galeses puniram as falhas defensivas brasileiras com cinco tries não respondidos. Na disputa da semifinal Shield, os Tupis começaram bem, com try de Boy, mas a França não tardou a virar a partida. Jogo inicialmente equilibrado na disputa de rucks, mas os franceses aproveitaram melhor suas oportunidades. No segundo tempo, Moisés quase diminuiu, recebendo o chute e avançando até a linha de 5m, mas a defesa adversária se recuperou a tempo. O Brasil arriscou mais, e a França aproveitou os erros não forçados para ampliar, com mais três tries. Moisés finalizou com um belo try, dando um chapéu no adversário e marcando o seu try.

 

Na final Shield, a França começou forte, abrindo três tries de vantagem no primeiro tempo. Mas a seleção veio em um dia muito instável e suas falhas defensivas permitiram ao Japão realizar sua melhor partida do dia virando a partida com três tries convertidos, e se despedindo da elite mundial com o título.

 

Nas demais Taças, o Quênia alcançou a final Bronze o bater Samoa com facilidade em mais uma atuação de classe de Collins Injera, atingindo a marca de 200 tries na carreira (ele é o 3o maior trymen de todos os tempos da Série, atrás somente de Santiago Gomez Cora e Ben Gollings) enquanto a Argentina superou Gales em uma disputa mais equilibrada. A final teve duas equipes muito experientes e por isso mesmo, protagonizaram um jogo mais estudado, cada lado aproveitando o momento certo para atacar, no erro do adversário, e os quenianos se sobressaíram com contra-ataques matadores vindo de turnovers dos argentinos, fechando a partida em 26 a 12. Sem vaga garantida, o Quênia é o favorito do continente para se classificar aos Jogos Olímpicos.

 

A Escócia, sensação do primeiro dia não teve sucesso nas finais, caindo diante dos Blitzboks, que faria a final prata contra os All Blacks, uma disputa que estamos mais acostumados a ver na Taça Ouro. Os neozelandeses começaram atrás, mas com grandes atuações de Stowers e Ioane, virou a partida e se garantiu na decisão. Na final, as equipes fizeram um jogo mais aberto, com poucos rucks em disputa, e a habilidade individual foi o destaque, com boas infiltrações espaços deixados pela defesa. No fim, os com boas atuações de Kaka e Ioane, os All Blacks levaram a Plate.

 

Na primeira semifinal Ouro, a Austrália começou avassaladora contra os já campeões fijianos, atropelando com 28 a 0 na etapa inicial, e ainda iniciou com um jogador a mais no começo do segundo tempo. A reação de Fiji veio nos primeiros minutos, com try de Katonibau depois de uma série de lindos offloads pela direita, mas o dia era realmente dos australianos, que não deram a posse de bola para os Voadores, fecharam muito bem os espaços na defesa e se garantiram na final. Na outra semifinal, os anfitriões encararam os Estados Unidos, que frustaram a torcida local, com um jogo muito agressivo sobretudo nas saídas de bola, e abriu 24 a 7 no primeiro tempo. Carlin Isles e Perry Baker mostraram que as Águias podem, e até os Jogos Olímpicos, devem produzir mais velocistas para a seleção, demolindo com uma facilidade incrível a defesa inglesa e garantindo uma improvável final entre australianos e norte-americanos.

 

Com o apoio da torcida, a Inglaterra enfrentou o campeão Fiji, mas não se intimidou pelos Voadores, e mesmo saindo atrás do marcador, encerrou a primeira etapa na liderança. Os fijianos se mostravam desorganizados e nervosos com seus próprios erros, e ainda no fim, ficou novamente com um homem a menos em campo. A indisciplina fijiana parece fazer o efeito inverso na equipe, e assim como contra os australianos, anotaram um try com apenas seis homens em campo. Na etapa final, Fiji voltou com outra dinâmica, encaixou os tackles, o apoio se fez presente e os tries vieram,e o novo campeão encerrou sua campanha com uma vitória de 26 a 12 sobre os ingleses.

 

Na grande final, a Austrália abriu o placar rapidamente com Malouf pela ponta, dando a impressão que seria um jogo mais fácil, mas os norte-americanos empataram no minuto seguinte, e em dois minutos, anotaram mais dois tries, sempre apostando na disputa de bola pelo alto no kickoff, onde era mais bem sucedido em quase todas ocasiões e davam início aos seus ataques, sempre efetivos. E mostraram que nem só de velocidade vivem as Águias, dominando também no jogo de contato e com muito apoio em todas as jogadas. No segundo tempo, Baker ampliou para os Estados Unidos, mas Malouf devolveu o try no lance seguinte. O jogo era franco e os ataques seguiram encontrado espaços pelas pontas, mas a reação australiana não foi adiante com os Estados Unidos devolvendo cada try sofrido assim, comemoraram seu primeiro título em uma etapa da Série Mundial.

 

london sevens logo

London Sevens – 9ª etapa da Série Mundial de Sevens Masculina – em Londres, Inglaterra

Grupo A: Fiji, Canadá, Argentina e Samoa

Grupo B: Nova Zelândia, Austrália, Gales e Japão

Grupo C: Inglaterra, Escócia, Quênia e Brasil

Grupo D: Estados Unidos, África do Sul, França e Portugal

 

Sábado, dia 16 de maio – das 05h00 às 15h00

África do Sul 19 x 0 Portugal

Estados Unidos 24 x 19 França

Canadá 17 x 14 Samoa

Fiji 24 x 19 Argentina

Austrália 41 x 0 Japão

Nova Zelândia 38 x 0 Gales

Escócia 19 x 14 Brasil

Inglaterra 40 x 0 Quênia

África do Sul 28 x 7 França

Estados Unidos 28 x 12 Portugal

Canadá 26 x 5 Argentina

Fiji 26 x 12 Samoa

Austrália 19 x 14 Gales

Nova Zelândia 26 x 14 Japão

Escócia 26 x 12 Quênia

Inglaterra 56 x 7 Brasil

França 26 x 19 Portugal

Estados Unidos 21 x 12 África do Sul

Argentina 10 x 19 Samoa

Fiji 31 x 14 Canadá

Gales 24 x 21 Japão

Nova Zelândia 24 x 10 Austrália

Quênia 19 x 14 Brasil

Inglaterra 19 x 22 Escócia

 

Seleção*Pontos – Classificação GeralEtapa 10 (Inglaterra)Etapa 9 (França)Etapa 8 (Singapura)Etapa 7 (Hong Kong)Etapa 6 (Canadá)Etapa 5 (Estados Unidos)Etapa 4 (Austrália)Etapa 3 (Nova Zelândia)Etapa 2 (África do Sul)Etapa 1 (Emirados Árabes)
Fiji18115191922152217171322
África do Sul17119131717191715192213
Nova Zelândia15813101219221322221015
Austrália13407121015171919131012
Argentina11912151508051013121910
Estados Unidos11717050712121510101217
Quênia9803102210011012101505
Inglaterra9210070513050110150719
Samoa8905221305130307080310
Escócia8722080807100505070807
França8510171005070701031708
Gales5408020210100803010505
Canadá4005010102080208050503
Rússia2802050303030502020201
Portugal2101030501020105010101
*Apenas as seleções centrais
EtapaCampeão
Etapa 1 (Emirados Árabes)Fiji
Etapa 2 (África do Sul)África do Sul
Etapa 3 (Nova Zelândia)Nova Zelândia
Etapa 4 (Austrália)Nova Zelândia
Etapa 5 (Estados Unidos)Fiji
Etapa 6 (Canadá)Nova Zelândia
Etapa 7 (Hong Kong)Fiji
Etapa 8 (Singapura)Quênia
Etapa 9 (França)Samoa
Etapa 10 (Inglaterra)Escócia

– 15º colocado = rebaixamento.

Pontuação:
1º – 22 pontos; 2º – 19 pts; 3º – 17 pts; 4º – 15 pts;
5º – 13 pts; 6º – 12 pts; 7º e 8º – 10 pts;
9º – 8 pts; 10º – 7 pts; 11º e 12º – 5 pts;
13º – 3 pts; 14º – 2 pts; 15º e 16º – 1 pt.

 

Domingo, dia 17 de maio – das 05h00 às 13h50

Quartas de final Bronze

Samoa 33 x 14 Portugal

Quênia 24 x 12 Japão

França 14 x 17 Argentina

Gales 29 x 0 Brasil

 

Quartas de final Ouro

Fiji 19 x 7 África do Sul

Escócia 19 x 31 Austrália

Estados Unidos 29 x 10 Canadá

Nova Zelândia 17 x 21 Inglaterra

 

Semifinais Estímulo (Shield)

Portugal 21 x 26 Japão

França 35 x 12 Brasil – às 08h28

Final: França 19 X 21 Japão

 

Semifinais Bronze (Bowl)

Samoa 07 x 38 Quênia

Argentina 26 x 14 Gales

Final: Quênia 26 X 12 Argentina

 

Semifinais Prata (Plate)

África do Sul 31 x 07 Escócia

Canadá 15 x 33 Nova Zelândia

Final:  África do Sul 12 X 26 Nova Zelândia

 

Semifinais Cup (Ouro)

Fiji 07 x 33 Austrália

Estados Unidos 43 x 12 Inglaterra

Disputa de 3o lugar: Fiji 26 x 12 Inglaterra

Final: Austrália 22 X 45 Estados Unidos


Classificação final

SeleçãoPontos
Fiji164
África do Sul154
Nova Zelândia152
Inglaterra132
Austrália120
Estados Unidos108
Escócia87
Argentina78
Canadá65
Samoa64
França61
Gales55
Quênia46
Portugal28
Japão21

– 4 primeiros colocados = classificação aos Jogos Olímpicos de 2016;
– 16º colocado = rebaixamento.

Pontuação:
1º – 22 pontos; 2º – 19 pts; 3º – 17 pts; 4º – 15 pts;
5º – 13 pts; 6º – 12 pts; 7º e 8º – 8 pts;
9º – 8 pts; 10º – 7 pts; 11º e 12º – 5 pts;
13º – 3 pts; 14º – 2 pts; 15º e 16º – 1 pt.

 

Seleção Brasileira Masculina:

André Luis Nascimento Silva “Boy” (SPAC), Fernando Henrique Jungers Portugal (São José), Gabriel Bolzan Motta (Charrua), Gustavo Barreiros de Albuquerque “Rambo” (Curitiba), Julino Fiori (Richmond, Inglaterra), Lucas Domingues “Sábados” (São José), Lucas Drudi Romeu (Jacareí), Lucas Muller (Desterro), Lucas Rodrigues Duque “Tanque” (São José), Mateus Estrela (Niterói), Matthew Gardner (Swinton Lions, Inglaterra – Rugby League), Moisés Rodrigues Duque (São José).

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