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A espera acabou: o melhor do rugby de seleções estará de volta nesse sábado, dia 18, com o Rugby Championship tendo seu pontapé inicial! All Blacks (Nova Zelândia), Wallabies (Austrália), Springboks (África do Sul) e Pumas (Argentina) se enfrentarão, em jogos de ida e volta, em um total de 6 rodadas, que se encerram no dia 06 de outubro. E os jogos serão exibidos ao Brasil pela ESPN.

Desde a entrada da Argentina em 2012 na competição, a Nova Zelândia venceu simplesmente todos os títulos de edições em turno e returno. Apenas em 2015 os All Blacks foram superados pelos Wallabies mas, por ser ano de Copa do Mundo, o torneio teve apenas um turno (3 partidas). A dúvida em 2018 é, mais uma vez, se alguém tem chances de superar os neozelandeses. O que você acha?

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O calendário e o formato

No Rugby Championship, todos os times se enfrentam duas vezes. O calendário é composto da seguinte maneira:

  • Duas semanas de jogos entre equipes do “mesmo lado do mundo”, isto é, dois jogos seguidos entre Nova Zelândia e Austrália, de um lado, e África do Sul e Argentina, do outro lado, nos dias 18 e 25 de agosto;
  • O fim de semana de 1º de setembro é de folga;
  • Nos dias 8 e 15 de setembro África do Sul e Argentina estarão na Oceania visitando Austrália e Nova Zelândia;
  • Uma nova folga ocorrerá no fim de semana do dia 22 de setembro;
  • E nos dias 29 de setembro e 06 de outubro Austrália e Nova Zelândia visitarão África do Sul e Argentina;

Já o sistema de pontuação segue o sistema francês, que ganhou o Hemisfério Sul:

  • A vitória marcando 3 tries a mais que o oponente vale 5 pontos;
  • A vitória marcando por diferença menor de 3 tries vale 4 pontos;
  • O empate vale 2 pontos;
  • A derrota por 7 pontos ou menos de diferença vale 1 pontos;
  • E a derrota por mais de 7 pontos de diferença não rende pontos;

 

All Blacks invencíveis?

A Nova Zelândia é o time a ser batido no planeta oval a 1 ano da Copa do Mundo. Campeões em 2016 e 2017, os All Blacks são novamente favoritos:

  • A última derrota neozelandesa ocorreu em outubro passado diante da Austrália. A última derrota contra a África do Sul ocorreu em 2014, enquanto a Argentina jamais derrotou os neozelandeses;
  • Em 2018, foram 3 jogos e 3 vitórias sobre a França – porém, todos os jogos foram tomados por polêmicas de arbitragem;
  • Steve Hansen, técnico dos All Blacks, vem promovendo uma gradual renovação no poderoso elenco neozelandês, contando com veteranos do calibre de Kieran Read, Sam Whitelock, Aaron ou Ben Smith, jogadores no auge como Beauden Barrett e Rieko Ioane e novas promessas;
  • Olhos para jogadores jovens brilhante como o pilar Karl Tu’inukuafe, o asa Shannon Frizell, o abertura Richie Mo’unga, o centro Jack Goodhue e o fullback Jordie Barrett;
  • A forma dos times neozelandeses no Super Rugby anima o torcedor, com 4 das 6 melhores campanhas da competição sendo de times do país – Crusaders (campeão), Hurricanes, Chiefs e Highlanders;

 

Wallabies sob pressão

Michael Cheika, técnico da Austrália, passou por altos e baixos no comando de sua equipe e vai ao Rugby Championship com a missão de preparar o time para o ano crucial de Copa do Mundo que será 2019:

  • Apesar de viver na montanha-russa, a Austrália vem sendo o único do Hemisfério Sul capaz de tirar pontos dos All Blacks. Porém, os Wallabies não são capazes de vencerem a Bledisloe Cup – a melhor de 3 partidas anuais contra os All Blacks – desde 2002, estando sob uma imensa pressão popular para conseguir quebrar esse tabu;
  • 2018 não largou bem para os Wallabies, que sofreram 2 derrotas em casa em junho para a Irlanda;
  • No Super Rugby, enquanto os Waratahs – de Kurtley Beale e do polêmico Israel Folau – foram bem, os demais times sequer conseguiram vaga no mata-mata. Porém, comparando-se com a campanha australiana na liga de 2017, 2018 foi melhor;
  • Cheika também apostou numa renovação gradual. Entre os veteranos, além de Beale e Folau, os Wallabies contam com Will Genia em grande forma e com as voltas preciosas de David Pocock e Polotau-Nau para os avançados. A eles se somam jovens revelações, como o hooker Paenga-Amosa ou o fullback Tom Banks;

 

Springboks em reconstrução

A África do Sul viveu o fundo do poço nos últimos anos mas esboça crescimento agora com um novo técnico desde junho, Rassie Erasmus, que já devolveu os Springboks ao brilho com 2 vitórias em casa sobre a Inglaterra.

  • O jejum de títulos coloca os Springboks em pressão, com o país jamais tendo vencido o Championship na versão de 4 seleções. A última conquista foi em 2009 quando a competição era ainda o Tri Nations;
  • Os times sul-africanos no Super Rugby também vem sofrendo para se modernizarem, com a exceção dos Lions, que chegaram à final da liga nos últimos 3 anos. A perda constante de atletas para o rugby europeu vem assombrando o rugby sul-africano e os Springboks têm dificuldades para renderem seu melhor;
  • A renovação é constante na África do Sul, mas alguns veteranos que permanecem no time vem desempenhando importante papel de liderança, como Siya Kolisi – primeiro capitão negro da história do país – e Eben Etzebeth. Junto deles, Malcolm Marx e Franco Mostert vem liderando os Lions e devem aportar muito aos Boks;
  • Com trocas constantes no plantel nos últimos anos e de técnico em 2018, os Boks ainda precisam encontrar sua composição melhor. A vinda de atletas que jogam na Europa vem sendo essencial para o time ter um nível bom, com Faf De Klerk, Willie Le Roux e François Louw permanecendo no grupo;
  • Olhos para o jovem Aphiwe Dyantyi, que vem explodindo com a camisa dos Lions;
  • Os Springboks precisam de ao menos um vice campeonato para voltarem a ter confiança em um ano de Copa do Mundo. É essa a missão de Erasmus;

 

Los Pumas prontos para renascerem

A Argentina acaba de trocar de treinador, com Mario Ledesma tendo reerguido os Jaguares e, agora, com a missão de reerguer os Pumas;

  • Os elencos são os mesmos, mas o desempenho de Jaguares, no Super Rugby, e dos Pumas, vem sendo muito distinto. O ponto baixo dos Pumas esteve em junho deste ano com desempenhos abaixo da crítica contra Gales e Escócia, sofrendo 3 derrotas em casa;
  • Ledesma, por outro lado, levou os Jaguares pela primeira vez ao mata-mata do Super Rugby e a vitórias contra franquias neozelandesas na Nova Zelândia;
  • A Argentina conta com um grupo forte, mas ainda contestado em algumas posições. O aspecto criativo ainda preocupa, assim como os muitos erros defensivos, mas o crescimento de nomes como Kremmer, no pack, Boffelli e Delguy, na linha, empolgam o torcedor argentino;
  • A preocupação de Ledesma com os avançados está claro nos pedidos do técnico para poder contar com atletas que atuam na Europa, os quais ele ainda aguarda saber se poderá contar ao longo da competição. Ampliar a profundidade do elenco é hoje uma prioridade pelos lados do Rio da Prata;
  • A missão dos Pumas é fugir do último lugar e seguir colocando pressão sobre Wallabies e Springboks, o que sob novo comando é plausível;

 

Tabela

1ª rodada – dia 18 de agosto

Wallabies x All Blacks, em Sydney

Springboks x Pumas, em Durban

 

2ª rodada – dia 25 de agosto

All Blacks x Wallabies, em Auckland

Pumas x Srpingboks, em Mendoza

 

3ª rodada – dia 08 de setembro

All Blacks x Pumas, em Nelson

Wallabies x Springboks, em Brisbane

 

4ª rodada – dia 15 de setembro

All Blacks x Springboks, em Wellington

Wallabies x Pumas, em Gold Coast

 

5ª rodada – dia 29 de setembro

Springboks x Wallabies, em Port Elizabeth

Pumas x All Blacks, em Buenos Aires

 

6ª rodada – dia 06 de outubro

Springboks x All Blacks, em Pretória

Pumas x Wallabies, em Salta

 

Histórico

PaísNúmero de títulosVices3ºs4ºs
Nova Zelândia15530
Austrália41360
África do Sul46121
Argentina0017
1996 - 2011 - Tri Nations Series (Nova Zelândia, Austrália e África do Sul);

2012 - hoje - The Rugby Championship (Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e Argentina);