Preparado para mais uma temporada do melhor do rugby inglês? A Aviva Premiership terá o pontapé inicial de sua temporada 2017-18 nessa sexta-feira, com os 12 melhores clubes da Inglaterra iniciando suas jornadas pelo título nacional.

O formato é o mesmo das últimas temporada. Todas as equipes se enfrentarão em turno e returno em um total de 22 rodadas, com os 4 primeiros colocados progredindo às semifinais. Além disso, os 6 primeiros colocados terão vaga na Champions Cup, a Copa Europeia de 2018-19, ao passo que o último colocado será rebaixado. A grande final está marcada para o dia 26 de maio de 2018, no estádio de Twickenham, em Londres.

O campeonato terá jogo exibidos no Watch ESPN.

 

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O que esperar do campeonato?

O atual campeão é o Exeter Chiefs, que faturou a taça pela primeira vez em sua história em maio passado. Os Chiefs seguem como protagonistas e entre os grandes favoritos, mas terão a concorrência pesada de Saracens e Wasps, que seguem no topo da lista dos candidatos.

Leicester Tigers e Bath deverão correr por fora e são fortes candidatos a estarem nas semifinais. Harlequins e Northampton Saints tiveram mudanças importantes em seus elencos e não se reforçaram o bastante para estarem no topo das listas de favoritos, mas deverão seguir brigando pelas semifinais e pelas vagas na Champions Cup, assim como os dois times que melhor contrataram, Newcastle Falcons e Sale Sharks, candidatos a darem um salto de qualidade na nova temporada. O Gloucester, por sua vez, não animou muito seu torcedor nos reforços e é incógnita, ao passo que Worcester Warriors e London Irish são os maiores candidatos ao rebaixamento.

Entre os grandes nomes que desembarcaram na Premiership, destacam-se as repatriações dos ingleses Toby Flood (Falcons), Piers Francis (Saints) e Sam Underhill (Bath), as chegadas dos franceses Tolofua (Saracens) e Maxime Mermoz (Falcons), dos australianos Nic White (Chiefs), Will Skelton (Saracens), Rob Horne (Saints) e James O’Connor (Sharks), dos sul-africanos Faf de Klerk (Sharks) e Juan De Jongh (Wasps), do galês Liam Williams (Saracens) e do escocês Josh Strauss (Sharks).

 

1ª rodada

01/09 – Gloucester x Exeter Chiefs

01/09 – Newcastle Falcons x Worcester Warriors

02/09 – Saracens x Northampton Saints

02/09 – Wasps x Sale Sharks

02/09 – London Irish x Harlequins

03/09 – Leicester Tigers x Bath

 

Bath rugby badge copy

Bath

Cidade: Bath

Estádio: The Recreation Ground (14.000 lugares)

Títulos: 6 títulos do Campeonato Inglês (1989, 1991, 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997), 1 título da Copa Europeia/Champions Cup/Heineken Cup (1998) e 1 título da Copa Desafio Europeu/Challenge Cup (2008) e 10 títulos da Copa Anglo-Galesa/Copa da Inglaterra (1984, 1985, 1986, 1987, 1989, 1990, 1992, 1994, 1995, 1996);

2016-17: 5º lugar

Maiores perdas: George Ford (para o Leicester), David Denton (para o Worcester) e Robbie Fruean (para o Edimburgh);

Maiores reforços: Freddie Burns (inglês, ex Leicester), Sam Underhill (inglês, ex Ospreys) e Anthony Perenise (samoano, ex Bristol);

2017-18: O Bath perdeu Goerge Ford, mas o substituiu por Freddie Burns e contratou o ótimo e promissor Sam Underhill. Após a decepção de ter perdido a vaga nas semfinais, o Bath volta a estar muito bem cotado para encerrar dentro do G4. Mas a equipes ainda não está entre os mais cotados ao título, que não vai para Bath desde 1997… muito tempo já para uma potência da história da ovalada;

 

exeter

Exeter Chiefs

Cidade: Exeter

Estádio: Sandy Park (12.600 lugares)

Títulos: 1 título do Campeonato Inglês (2017) e 1 título da Copa Anglo-Galesa/Copa da Inglaterra (2014);

2016-17: Campeão – 2º lugar na temporada regular

Maiores perdas: Geoff Parling (para o Rebels) e Tom Johnson (aposentado);

Maiores reforços: Matt Kvesic (inglês, ex Gloucester) e Nic White (australiano, ex Montpellier);

2017-18: Campeão pela primeira vez e novamente entre os favoritos. O Exeter manteve a base do time campeão, substituiu Parling por Kvesic e ainda deu um “upgrade” em seu grupo com o ótimo Nic White. Espere mais criatividade ainda do time do brilhante treinador Rob Baxter, que agora olha também para conseguir sucesso em gramados internacionais;

 

Gloucester

Gloucester

Cidade: Gloucester

Estádio: Kingsholm Stadium (16.500 lugares)

Títulos: 2 títulos da Copa Desafio Europeu/Challenge Cup (2006 e 2015) e 5 títulos da Copa Anglo-Galesa/Copa da Inglaterra (1972, 1978, 1982, 2003 e 2011);

2016-17: 9º lugar

Maiores perdas: Greig Laidlaw (para o Clermont), James Hook (para o Ospreys), Matt Kvesic (para o Gloucester), Jonny May (para o Leicester), Paul Doran-Jones (para o Wasps), Sione Kalamafoni (para o Leicester);

Maiores reforços: Owen Williams (galês, ex Leicester), Jason Woodward (neozelandês, ex Bristol), Ruan Ackermann (sul-africano, ex Lions) e Ed Slater (inglês, ex Leicester);

2017-18: O Gloucester decepcionou mais uma vez com uma temporada insossa e não sugere uma grande melhora. Os Cherry and White perderam a liderança de Greig Laidlaw, a qualidade do finalizador Jonny May, a experiência de James Hook, e não se reforçou o bastante. Voltar à Champions Cup já seria lucro para Gloucester;

 

Harlequins copy copy

Harlequins

Cidade: Londres

Estádio: Twickenham Stoop (14.800 lugares)

Títulos: 1 título do Campeonato Inglês (2012), 3 títulos da 2 títulos da Copa Desafio Europeu/Challenge Cup (2001, 2004 e 2011) e 3 títulos da Copa Anglo-Galesa/Copa da Inglaterra (1988, 1991 e 2013);

2016-17: 6º lugar

Maiores perdas: Ruardh Jackson (para o Edinburgh), Netani Talei (aposentado), Nick Evans (aposentado)

Maiores reforços: Demetri Catrakilis (sul-africano, ex Montpellier), Francis Saili (neozelandês, ex Munster), Renaldo Bothma (namibiano, ex Bulls);

2017-18: A última temporada não animou muito o torcedor dos Quins, mas a equipe ao menos conseguiu a vaga na Champions Cup. A aposta em Catrakilis, para substtuit o ídolo Nick Evans, é boa, mas faltaram reforços o bastante para o time londrino dar o passo adiante para voltar às semifinais. Mais perguntas que resposta no The Stoop;

 

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Leicester Tigers

Cidade: Leicester

Estádio: Welford Road (24.000 lugares)

Títulos: 10 títulos do Campeonato Inglês (1988, 1995, 1999, 2000, 2001, 2002, 2007, 2009, 2010 e 2013), 2 títulos da Copa Europeia (2001 e 2002) e 8 título da Copa Anglo-Galesa/Copa da Inglaterra (1979, 1980, 1981, 1993, 1997, 2007, 2012 e 2017);

2016-17: Semifinalista – 4º lugar na temporada regular

Maiores perdas: Owen Williams (para o Gloucester), Freddie Burns (para o Bath), Peter Betham (para o Clermont), JP Pieterson (para o Toulon) e Marcos Ayerza (aposentado);

Maiores reforços: George Ford (inglês, ex Bath), Jonny May (inglês, ex Gloucester), Gareth Owen (galês, ex Scarlets), Dominic Ryan (irlandês, ex Leinster), Nick Malouf (australiano, ex Sevens);

2017-18: O primeiro ano de Matt O’Connor como treinador dos Tigers foi razoável, com a equipe se garantindo no G4. A missão agora é devolver o protagonismo ao maior clube da Inglaterra e as vindas de George Ford, Jonny May e Gareth Owen poderão dar o impulso necessário em Leicester. Ainda assim, os verdes ainda não estão no Top 3 de maiores candidatos à taça. O que é bom para os Tigers, pois os holofotes não estarão sobre eles;

 

London Irish

London Irish

Cidade: Reading

Estádio: Madejski Stadium (24.000 lugares)

Títulos: 1 título da Copa Anglo-Galesa/Copa da Inglaterra (2002)

2016-17: Campeão da 2ª divisão (promovido)

Maiores perdas: nenhuma grande perda;

Maiores reforços: Gordon Reid (escocês, ex Glasgow), Napolioni Nalaga (fijiano, ex Lyon), Manasa Saulo (fijiano, ex Toulon), Saia Fainga’a (australiano, ex Brumbies), Luke McLean (italiano, ex Treviso), Jake Schatz (australiano, ex Rebels), Filo Paulo (samoano, ex Treviso), Petrus Du Plessis (sul-africano, ex Saracens);

2017-18: Após uma temporada na segunda divisão, o London Irish retorno à elite com a missão de permanecer na Premiership e de melhorar sua média de público, que não foi boa no último ano de primeira divisão. O time que joga fora de Londres fez boas contratações, como Nalaga e Reid, mas voltar à Premiership nunca é fácil, pois o desnível com relação ao Championship é brutal;

 

newcastle

Newcastle Falcons

Cidade: Newcastle

Estádio: Kingston Park (10.200 lugares)

Títulos: 1 título do Campeonato Inglês (1998) e 4 títulos da Copa Anglo-Galesa/Copa da Inglaterra (1976, 1977, 2001 e 2004);

2016-17: 8º lugar

Maiores perdas: Marcus Watson (para o Wasps), Mike Delany (para o Bay of Plenty) e Mouritz Botha (aposentado);

Maiores reforços: Maxime Mermoz (francês, ex Toulon), Toby Flood (inglês, ex Toulouse), Josh Matavesi (fijiano, ex Ospreys), DTH van der Merwe (canadense, ex Scarlets), Tevita Cavubati (fijiano, ex Worcester);

2017-18: O Newcastle Falcons deu um expressivo salto de qualidade no último ano e nesta temporada o objetivo é voltar a brigar na metade de cima da tabela e retornar à Champions Cup europeia, a qual não disputa desde 2002. As contratações acompanham a ambição do time do Norte, com ótimos nomes chegando a Newcastle, destacando a experiência de Mermoz e Flood e a qualidade finalizadora de DTH Van der Merwe. Os Falcons estão prontos para voltarem a voar;

 

Northampton Saints

Northampton Saints

Cidade: Northampton

Estádio: Franklin’s Gardens (13.500 lugares)

Títulos: 1 título do Campeonato Inglês (2014), 1 título da Copa Europeia (2000) e 2 títulos da Challenge Cup (2009 e 2014) e 1 título da Copa Anglo-Galesa/Copa da Inglaterra (2010);

2016-17: 7º lugar

Maiores perdas: Louis Picamoles (para o Montpellier), Calum Clark (para o Saracens), JJ Hanrahan (para o Munster), Lee Dickson (para o Bedford);

Maiores reforços: Rob Horne (australiano, ex Waratahs), Piers Francis (inglês, ex Auckland Blues), Cobus Reinach (sul-africano, ex Natal Sharks);

2017-18: O Northampton Saints viveu uma temporada de desapontamentos em 2016-17 e quase ficou de fora da Champions Cup, conseguindo sua classificação apenas pelo playoff qualificatório internacional. O time das East Midlands perdeu Louis Picamoles e Calum Clark, que farão muita falta, mas trouxe Rob Horne, Piers Francis e Cobus Reinach, que podem dar aos Saints uma orientação mais ofensiva. As previsões para Northampton são mais difíceis mas qualquer coisa abaixo da briga pelas semifinais não será bem vinda pelos lados do Franklin’s Gradens;

 

Sale Sharks copy

Sale Sharks

Cidade: Salford (Grande Manchester)

Estádio: AJ Bell Stadium (12.500 lugares)

Títulos: 1 título do Campeonato Inglês (2006) e 2 títulos da Challenge Cup (2002 e 2005);

2016-17: 10º lugar

Maiores perdas: Peter Stringer (para o Worcester), Brian Mujati (para o Ospreys), Mike Phillips (aposentado);

Maiores reforços: James O’Connor (australiano, ex Toulon), Josh Strauss (escocês, ex Glasgow), Faf de Klerk (sul-africano, ex Lions);

2017-18: O Sale Sharks teve uma temporada fraquíssima em 2016-17 e brigou apenas para não ser rebaixado. O time de Manchester trouxe agora alguns nomes importantes que poderão dar fôlego novo ao time, com Josh Strauss e Faf de Klerk sendo muito festejado, ao passo que o ponto de interrogação segue pairando sobre James O’Connor. O torcedor está otimista, mas o técnico Steve Diamond terá muito trabalho para dar liga ao elenco e passar a pensar na classificação à Champions Cup;

 

Saracens logo

Saracens

Cidade: Londres

Estádio: Allianz Park (10.000 lugares)

Títulos: 3 títulos do Campeonato Inglês (2011, 2015 e 2016), 2 títulos da Copa Europeia (2016 e 2017) e 2 títulos da Copa da Inglaterra/Anglo-Galesa (1998 e 2015)

2016-17: Semifinalista – 3º lugar na temporada regular

Maiores perdas: Chris Ashton (para o Toulon), Jim Hamilton (aposentado), Petrus Du Plessis (para o London Irish), Kelly Brown (aposentado);

Maiores reforços: Christopher Tolofua (francês, ex Toulouse), Will Skelton (australiano, ex Waratahs), Liam Williams (galês, ex Scarlets), Calum Clark (inglês, ex Northampton), Dominic Day (galês, ex Rebels);

2017-18: O campeão europeu é o time a ser batido na Europa. E na Inglaterra. Mesmo tendo perdido o título da Premiership passada, o Saracens segue como a maior potência do país e maior favorito à taça de 2017-18. A perda de Chris Ashton pode ter sido bem suprida pela vinda de Liam Williams e o pack foi reforçado de forma inteligente. O elenco nas mãos do técnico Mark McCall é farto para ser trabalhado e só tendo a crescer;

 

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Wasps

Cidade: Coventry

Estádio: Ricoh Arena (32.600 lugares)

Títulos: 6 títulos do Campeonato Inglês (1990, 1997, 2003, 2004, 2005, 2008), 2 títulos da Copa Europeia (2004 e 2007), 1 título da Challenge Cup (2003) e 3 títulos da Copa da Inglaterra/Anglo-Galesa (1999, 2000 e 2006);

2016-17: Vice campeão – 1º lugar na temporada regular

Maiores perdas: Kurtley Beale (para o Waratahs), Frank Halai (para o Pau), Alapati Leilua (samoano, para o Bristol), Nick De Luca (aposentado), Carlo Festuccia (aposentado);

Maiores reforços: Juan de Jongh (sul-africano, ex Stormers), Gabiriele Lovobalavu (fijiano, ex Bayonne), Marcus Watson (inglês, ex Newcastle), Paul Doran-Jones (inglês, ex Gloucester);

2017-18: Junto de Saracens e Chiefs, os Wasps estão no Top 3 de favoritos ao título inglês. A perda de Kurtley Beale foi lamentada, mas Marcus Watson, Juan de Jongh e Doran-Jones são nomes muito bem vindos em Coventry. Liderados pelo capitão Joe Launchbury, os Wasps tão mais que prontos para outra temporada na perseguição dos títulos que há tanto tempo não passam por suas mãos;

 

Worcester Warriors

Worcester Warriors

Cidade: Worcester

Estádio: Sixways Stadium (12.000 lugares)

Títulos: 0

2016-17: 11º lugar

Maiores perdas: Tevita Cavubati (para o Newcastle), Ryan Lamb (para o La Rochelle), James Johnston (para o Brive);

Maiores reforços: Peter Stringer (irlandês, ex Sale Sharks) e David Denton (escocês, ex Bath);

2017-18: Novamente, o Worcester Warriors terá uma temporada focada em fugir do rebaixamento. Não foram muitas contratações pelos lados de Sixways e quem ficou sabe que provavelmente uma batalha particular contra o London Irish está pela frente;

 

Vencedores do Campeonato Inglês

10 títulos – Leicester Tigers

6 títulos – Bath e Wasps

3 títulos – Saracens

1 título – Exeter Chiefs, Harlequins, Newcastle Falcons, Northampton Saints e Sale Sharks