Viagens fora do comum no Super Rugby

O Super Rugby 2016 se aproxima. No dia 26 de fevereiro, será dado o pontapé inicial para a nova temporada, com a liga expandida para 18 times, com as inclusões de Kings, da África do Sul, Jaguares, da Argentina, e Sunwolves, do Japão.

 

As equipes foram divididas em 4 grupos, com 2 grupos de 5 e 2 grupos de 4. Os 5 australianos estão sozinhos em um grupo de 5, enquanto os 5 neozelandeses também estão em seu grupo de 5. Os sul-africanos foram rachados em dois, com 3 equipes (Lions, Sharks e Kings) se juntando aos Jaguares argentinos em um grupo e outros três (Cheetahs, Stormers e Bulls) se juntando aos Sunwolves japoneses no outro. No total, cada equipe fará 15 jogos na primeira fase, incluindo confrontos contra equipes dos outros grupos. No primeiro ano, os argentinos terão pela frente os neozelandeses, mas não jogarão com os australianos. Ao passo que os japoneses jogarão com os australianos, mas não com os neozelandeses. No papel, a empolgação pelo novo torneio é absoluta, mas um inconveniente dará muito o que falar ainda: as distâncias, que parecem loucura.

 

Um vôo entre Tóquio e Joanesburgo (principal aeroporto da África do Sul) leva mais do que 17 horas, o que, somado ao fato de as demais cidades sul-africanas não terem vôos diretos para o Japão, significa um verdadeiro pesadelo de viagens aos Sunwolves. Mas, a situação não é melhor para os argentinos. Não há vôos diretos de Buenos Aires para a África do Sul, o que significa que os Jaguares deverão passar por São Paulo para chegarem ao outro lado do Atlântico, com o vôo a partir de São Paulo a Joanesburgo durando 1o horas. Como também não há vôos para as demais cidades sul-africanas, conexões poderão estar nas passagens dos atletas argentinos.

 

A organização deu um jeito e arrumou a tabela de jogos para reduzir os deslocamentos. Os argentinos, por exemplo, farão todos os seus jogos na Nova Zelândia em uma só sequência, fazendo que apenas uma viagens da América do Sul até a Oceania seja necessária. Entretanto, apesar dos esforços, os números de quilômetros a serem percorridos por cada time são imensos,. Para os argentinos, são mais de 70 mil km, e para os japoneses mais de 80 mil! O terceiro na lista é o Western Force, de Perth, na Austrália, que bate a marca dos 60 mil.

 

Se comparados com os quilômetros percorridos pelos clubes europeus em suas ligas nacionais, fica claro um dos fatores decisivos para a melhor saúde financeira da Europa. Na França, nenhuma distância supera 800 km, enquanto na Inglaterra o não se ultrapassa 600 km. E com calendário com mais do que o dobro de partidas, quando incluídas as copas continentais. E nelas, a distância máxima entre as nações do Six Nations é de 3h, entre o aeroporto de Veneza, na Itália, e o de Galway, na Irlanda, ou um pouco mais em caso de conexões. Fácil, não?

 

Clique aqui para acessar o calendário completo do Super Rugby 2016.

 

super rugby distancias

Comentários