Nesse fim de semana, dias 18 e 19, a Seleção Brasileira Feminina volta a campo pela Série Mundial de Sevens Feminina, com o desafio da quarta etapa do circuito. O palco é novo: o Westhills Stadium, em Langford, subúrbio de Victoria (capital da província da Colúmbia Britânica), a cerca de 100 km de Vancouver. O estádio é humilde, com capacidade para 3 mil torcedores, mas é o quartel general da Rugby Canada, a entidade máxima do rugby canadense.

O torneio terá transmissão ao vivo online pelo www.worldrugby.org.

 

Brasil em busca do sétimo lugar

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Até aqui, a Série Mundial de Sevens Feminina tem mostrado que para subir um degrau é preciso muita superação. Enquanto Nova Zelândia e Austrália estão claramente acima dos demais, e o Canadá é indisputavelmente a terceira força, o bloco em busca do quarto lugar é formado por França, Estados Unidos, Inglaterra e Rússia, que, por sua vez, estão um degrau acima do próximo escalão, que luta pela última vaga nas quartas de final, composto por Brasil e Fiji, os quais estão acima de Espanha, China e África do Sul.

Para o Brasil, a disputa com as fijianas é empolgante pelo oitavo lugar. O Brasil alcançou o Top 8 em dois dos três torneios até aqui, mas as fijianas foram longe na única vez que chegaram às quartas, obtendo o que as Tupis jamais conseguiram: o sexto lugar, em Dubai. O desafio está posto ao Brasil. Para entrar na próxima temporada – e no ano dos Jogos Olímpicos – com aspirações ainda maiores é necessário superar a barreira das vitórias entre os grandes no segundo dia de jogos. Nas duas vezes que as Tupis chegaram entre as oito melhores, não conseguiram somar maias nenhuma vitória após o feito.

No Canadá, o Brasil voltou a ter a China em seu grupo, tendo batido as asiáticas nas últimas três vezes que se encontraram e a equipe que a China vem colocando em campo – com atletas diferentes de outros anos – está claramente abaixo da equipe verde e amarela. Os demais adversários do grupo, no entanto, não são de boa memória recente: Austrália e França, favoritas do grupo. Nesta temporada, as Tupis enfrentaram as australianas  uma vez e as francesas duas vezes, e ainda não conseguiram tries sobre as oponentes. Para o Canadá, o Brasil terá quase força máxima, ainda sem Edninha, se recuperando de lesão, e Luíza, por fratura no pé. Xuxu e Karina também não foram a Colúmbia Britânica.

 

Rio 2016 no horizonte

Na etapa anterior, em Atlanta, a Austrália sofreu seu grande revés na temporada, ficando de fora das semifinais ao cair diante dos Estados Unidos. O resultado praticamente deu o título da temporada à Nova Zelândia, deixando as australianas a 12 pontos das Black Ferns na corrida pela taça, e empatadas com o Canadá no segundo lugar. Para as aussies, a missão em Langford é conquistar seu primeiro título na temporada e encerrar o semestre voltando a jogar de igual para igual com as vizinhas. Porém, as Wallaroos não contarão com a craque Emilee Cherry, lesionada. A França, por sua vez, também ficou de fora das semifinais pela primeira vez na temporada em Atlanta, mas tem um tabu maior: em Dubai e em São Paulo, as franceses não superaram o quarto lugar. Na mente das Bleues está a luta por um lugar direto nos Jogos Olímpicos, uma vez que as quatro primeiras colocadas da temporada se garantem no Rio 2016. A França está justamente em quarto lugar, 2 pontos acima dos Estados Unidos.

O Canadá, que está no Grupo C, é outro que tem um tabu engasgada. As Canucks terminaram os últimos seis torneios (três nesta temporada e três na temporada passada) em terceiro lugar, sendo boas demais para o resto das seleções, mas abaixo ainda de Nova Zelândia e Austrália. Em casa, o Canadá tem a grande chance de superar seu limite e, quem sabe, conquistar o que há muito vem merendo: um título. Chegar à final do Canada Sevens deverá significar o segundo lugar na temporada e as colocaria em maior evidência no cenário esportivo nacional às vésperas dos Jogos Olímpicos. É o torneio mais importante da história da seleção para muitos. E o desafio é ainda maior pela ausência da capitã Jen Kish, lesionada. Fará falta, mas pelo menos a vaga olímpica é quase certa.

Em seu grupo, o Canadá terá como principal concorrente o vizinho Estados Unidos, que, apesar de estar abaixo das canadenses na temporada, conseguiu o que as Canucks não conseguiram até aqui: fizeram a final do torneio de Atlanta, depois de baterem a Austrália por 10 x 5. Em São Paulo, as Águias também deixaram escapar uma chance incrível de vencer as neozelandesas, e têm agora a missão enfim entrar na zona de classificação para o Rio 2016. Terminar em primeiro lugar na chave seria essencial para tal pretensão, garantindo um cruzamento favorável no mata-mata.

Correndo por fora, a Rússia, de Kazakova e Khamidova, que chegou às semifinais em Atlanta, busca seguir em campanha de recuperação promissora, após início de temporada fraco, e ainda está de olho nos Jogos Olímpicos. As Ursas ocupam o sétimo lugar da temporada, 10 pontos abaixos das francesas, e as últimas fichas serão jogadas em Langford. A África do Sul completa o grupo e até agora nada mostrou no circuito.

No Grupo A, a Nova Zelândia é a grande favorita e sabe que o título da temporada é questão de tempo, pois 12 pontos não são nada fáceis para Canadá e Austrália tirarem. Perfeitas e invictas até aqui, as Black Ferns podem reafirmar sua supremacia na casa de uma das principais concorrentes, dando um motivo a mais para as neozelandesas jogaram tudo e mais um pouco na Colúmbia Britânica.

Os olhos de todos se voltarão à Inglaterra, que venceu o Canadá em Atlanta, mas até agora não conseguiu chegar a uma semifinal. As inglesas encaram Langford como o torneio de vida ou morte, pois estão 6 pontos abaixo da França na luta pelos Jogos Olímpicos. O grupo se completa com Fiji, em busca de voltar ao Top 8, e Espanha, ainda sem chegar às quartas de final. As fijianas sabem que um vacilo no Canadá poderá lhes custar o oitavo lugar na temporada para o Brasil, o que significa que é neste grupo que as Tupis estarão de olho.

 

Brasil:

Julia Albino Sardá – capitã – Desterro
Beatriz Futuro Muhlbauer – vice-capitã – Niterói
Bruna Pamela Lotufo – Band Saracens
Angélica Pereira Gevaerd – SPAC
Juliana Esteves Santos – Band Saracens
Paula Harumi Ishibashi – SPAC
Isadora Cerullo – Niterói
Mariana Barbosa Ramalho  SPAC
Raquel Cristina Kochhann – Charrua
Katrina Marjorie Santilly – Band Saracens
Amanda Carolina Gomes de Araujo – Niterói
Cláudia Jaqueline Lopes Teles – Niterói
Christopher George Neill – Treinador

 

Nayara Lima representa Brasil na arbitragem

Outra grande notícia para o rugby brasileira é a participação da árbitra Nayara Lima, vencedora do prêmio de Destaque da Arbitragem do Prêmio Troféu Brasil Rugby de 2014.

“Fui convocada para atuar como auxiliar na etapa do Canadá do WSS e estou com a melhor das expectativas!
Me preparei fisicamente para estar aqui e espero cumprir com o que estão esperando de mim!
Estou bem animada com esta oportunidade e tenho a expectativa de aprender bastante, além de me divertir com os árbitros, pois nos conhecemos das outras etapas. O clima da cidade é um pouco frio demais pro meu gosto, mas me apaixonei! A cidade é linda!! Muito organizada, limpa e o visual é fantástico”, declarou Nayara.

 

Canada_Sevens_Logo

Canada Sevens – 4ª etapa da Série Mundial de Sevens Feminina – em Langford, Canadá

Sábado, dia 18 de abril

Das 15h00 às 23h20 (hora de Brasília)

Grupo A: Nova Zelândia, Inglaterra, Fiji e Espanha

Grupo B: Austrália, França, Brasil e China

Grupo C: Canadá, Estados Unidos, Rússia e África do Sul

 

França x China

Austrália x Brasil – às 15h22

Inglaterra x Espanha

Nova Zelândia x Fiji

Estados Unidos x África do Sul

Canadá x Rússia

França x Brasil – às 18h00

Austrália x China

Inglaterra x Fiji

Nova Zelândia x Espanha

Estados Unidos x Rússia

Canadá x África do Sul

Brasil x China – às 21h00

Austrália x França

Fiji x Espanha

Nova Zelândia x Inglaterra

Rússia x África do Sul

Canadá x Estados Unidos

 

Domingo, dia 19 de abril

Das 14h00 às 21h45 (hora de Brasília)

Finais

 

SeleçãoPontos
Nova Zelândia108
Canadá96
Austrália94
Inglaterra76
Estados Unidos76
França72
Rússia60
Fiji32
Espanha26
Brasil20
China13
África do Sul9
Holanda2
- Pontuação: 1º lugar, 20 pontos / 2º, 18 pts / 3º, 16 pts / 4º, 14 pts / 5º, 12 pts / 6º, 10 pts / 7º, 8 pts / 8º, 6 pts / 9º, 4 pts / 10º, 3 pts / 11º, 2 pts / 12º, 1 pt.

- 4 primeiros colocados garantem vaga nos Jogos Olímpicos de 2016

 

Foto: Wojie Photography – WorldRugby.org