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O Rugby Championship teve um desfecho espetacular! Se o título já era dos All Blacks, aos Springboks restava encerrar em alta o campeonato com uma vitória em casa sobre seu arquirrival, o qual não derrotava desde 2009. Sem jamais ter perdido um jogo desde no torneio desde sua transformação de Tri Nations em Rugby Championship e invictos desde , os All Blacks foram ao temível Ellis Park buscando mostrar que sua superioridade sobre os oponentes direto pelo titulo da Copa do Mundo seria inquestionável. O que se viu em campo foi um dos melhores jogos do ano, que terminou com uma brilhante e emocionante vitória dos Springboks por 27 x 25, pondo fim à invencibilidade de 22 jogos dos neozelandeses e ganhando confiança para o Mundial 2015.

A peleja começou em ritmo forte, com Pollard perdendo o primeiro penal aos 6′, mas com Barrett dando a resposta abrindo o placar para os kiwis, 3 x 0.  Era, no entanto, a África do Sul que impunha um ritmo mais forte e dominava as ações no primeiro tempo, com sua terceira linha de Burger e Vermeulen falando mais alto sobre McCaw e Read. Aos 11′, os Boks foram recompensados, com contra-ataque fulminante saindo desde as 22 de defesa. De Villiers abriu para Hendricks, que arrancou e deixou com Serfontein, que desferiu um duvidoso passe (para frente?) para Hougaard correr e marcar o primeiro try.

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A pressão verde não arrefeceu, controlando a posse de bola e o território, empurrando os All Blacks para a linha de defesa. Aos 26′, a África do Sul premiou seu torcedor com uma jogada magnífica, nascida de uma lateral. Os passes saíram com muita velocidade até a ponta, encontrando Habana, que arrancou e foi detido. A reciclagem foi rápida e a Pollard recebeu, aplicou linda finta dentro dos 5 metros e cravou o segundo try, mostrando que a nova dupla Hougaard e Pollard parece ser o grande acerto do técnico Heyneke Meyer, com os dois entre os melhores jogadores em campo, levando grande perigo e imprimindo muita velocidade no jogo.

A partida era dos Springboks, o domínio de jogo era completo a favor dos verde-e-ouros, mas, os All Blacks nçao são os melhores do mundo à toa. Aos 34′, após o scrum, Savea recebeu pelo lado cego, inventou um chapéu pela ponta e, na sequência da jogada, Barrett achou um buraco deixado por De Villiers e serviu Fekitoa, que correu para  o try. Boks 14 x 13 All Blacks, jogo em aberto. A resposta foi imediata e os Boks emplacaram rápido contra-ataque, com Hendricks disputando corrida com Fekitoa, mas o neozelandês foi capaz de anular o try. A sequência foi de mais pressão verde, finalizada com incrível try de Pollard, fintando três jogadores dentro dos 5′ pra cravar seu segundo try. 21 x 13, e um show do melhor M20 do mundo no primeiro tempo.

O segundo tempo começou quente com Pollard conduzindo bem o priomeiro ataque. Aos 47′, Pollard ampliou com penal, 24 x 13. Mas os All Blacks cresceram, assumiram o controle, tiveram maior posse e bola, e fizeram a África do Sul mostrar sua qualidade defensiva, tendo de resistir atrás. Em grande jogada, Hougaard aplicou belo tackle na ponta sobre Savea e, aos 58′, Vermeulen anulou try após pressão do ruck a 5m. Na sequência, os sul-africanos roubaram o scrum dos All Blacks magistralmente e se safaram. Pouco depois, Conrad Smith encontrou o espaço pela ponta, e, mesmo em desvantagem de dois contra um, serfontein aplicou um salvador tackle, em momento que a posse. Primeiro tempo dos Boks, sendo tempo dos ABs, não por acaso, primeiro contra segundo do ranking mundial.

Com domínio territorial e impondo erros no lateral sul-africano, a capacidade de continuidade no jogo da Nova Zelândia e sua força de reação mostrou por que inveja qualquer um. Aos 65′, justiça foi feita.  Conrad Smirth recebeu no centro e achou o espaço para Ben Smith correr na ponta, fintar e cravar o try, em jogada polêmica, pois Conrad recebeu passe para frente de Barrett. A porta se abriu e a virada veio, com a Nova Zelândia dominando as ações por completo. A defesa da África do Sul não teve velocidade para flutuar até a ponta, acusando desgaste, e a bola foi de mão em mão até Dane Coles, pilar, correr pela ponta para o try. Mas, Barrett errou a conversão, e o placar ficou em aberto, 25 x 24, assegurando minutos finais dramáticos.

A África do Sul voltou a ter maior controle da bola e seguiu buscando o espaço para um drop goal e Lambie teve a chance aos 75′, mas desperdiçou. Aos 78′, Messam agrediu Burger, cometeu penal e Lambie arriscou o penal de 55 metros e virou o jogo para a explosão do Ellis Park. No fim, a Nova Zelândia buescou o espaço para um chute final, mas a África do Sul garantiu a vitória. 27 x 25, vitória dos Springboks, fim de tabu, fim de The Rugby Championship e certeza de uma baita Copa do Mundo.

A Nova Zelândia volta a campo no dia 18, pelo terceiro jogo da Bledisloe Cup, em Brisbane, contra a Austrália. Em novembro, os neozelandeses visitam os Estados Unidos, no dia 1º, Inglaterra, no dia 8, Escócia, no dia 15, e Gales, no dia 22. Já a África do Sul visita em novembro a Irlanda, no dia 8, a Inglaterra, no dia 15, a Itália, no dia 22, e Gales, no dia 29.

 

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África do Sul 27 x 25 Nova Zelândia, em Joanesburgo

Árbitro: Wayne Barnes (Inglaterra)

África do Sul

Tries: Pollard (2) e Hougaard

Conversões: Pollard (3)

Penais: Pollard (1) e Lambie (1)

15 Willie le Roux, 14 Cornal Hendricks, 13 Jan Serfontein, 12 Jean de Villiers (c), 11 Bryan Habana, 10 Handrè Pollard, 9 Francois Hougaard, 8 Schalk Burger, 7 Tebo Mohoje, 6 Marcell Coetzee, 5 Victor Matfield, 4 Eben Etzebeth, 3 Jannie du Plessis, 2 Bismarck du Plessis, 1 Tendai Mtawarira.

Suplentes: 16 Adriaan Strauss, 17 Trevor Nyakane, 18 Marcel van der Merwe, 19 Bakkies Botha, 20 Duane Vermeulen, 21 Cobus Reinach, 22 Pat Lambie, 23 JP Pietersen.

Nova Zelândia

Tries: Fekitoa, Ben Smith e Coles

Conversões: Barrett (2)

Penais: Barrett (2)

15 Israel Dagg, 14 Ben Smith, 13 Conrad Smith, 12 Malakai Fekitoa, 11 Julian Savea, 10 Beauden Barrett, 9 Aaron Smith, 8 Kieran Read, 7 Richie McCaw (c), 6 Jerome Kaino, 5 Sam Whitelock, 4 Jeremy Thrush, 3 Owen Franks, 2 Keven Mealamu, 1 Joe Moody.

Suplentes: 16 Dane Coles, 17 Ben Franks, 18 Charlie Faumuina, 19 Steven Luatua, 20 Liam Messam, 21 Tawera Kerr-Barlow, 22 Colin Slade, 23 Ryan Crotty.

 

 

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