Final da Taça Tupi concorrerá com Austrália x Gales

A CBRu anunciou hoje que a grande final da Taça Tupi, a segunda divisão nacional, entre Niterói e San Diego, será no dia 10 de outubro, às 13h00, com transmissão ao vivo do SPORTV. O jogo ocorre em sede neutra, na Associação Vicking (sic) de Curitiba, exatamente no meio do caminho entre Porto Alegre e Niterói.

 

A notícia é excelente para o rugby brasileiro, uma vez que pela primeira vez na história a final da Taça Tupi terá transmissão de TV. Entretanto, no mesmo horário da partida a ESPN estará exibindo o duelo da Copa do Mundo entre Austrália e Gales, um dos mais aguardados da primeira fase do Mundial. Com isso, os fãs de rugby terão uma dura decisão: serem nacionalistas e prestigiarem o evento nacional ou cederem à vontade de ver o mais alto nível do nosso esporte. É fazer a escolha e torcer pela reprise do outro evento.

 

Opinião:

 

O mesmo conflito de datas da Copa do Mundo e do calendário brasileiro ocorrerá na grande final do Super 8, marcada justamente para o mesmo dia da final da Copa do Mundo. Resta saber qual será a solução encontrada para não fazer os eventos conflitarem. Porém, o sorteio da Copa do Mundo ocorreu há três anos e as datas dos jogos e seus horários foram conhecidos muito antes do calendário brasileiro ser montado. A Copa do Mundo ocorre a cada quatro anos e é o evento que mais traz pessoas novas para o rugby no Brasil, como os eventos de 2003, 2007 e 2011 já provaram.

 

É fato que montar calendários no Brasil é de grande dificuldade e não da para condicionar o calendário nacional a tudo o que ocorre no mundo. É fato também que mais pessoas têm disponível em suas casas o SPORTV do que a ESPN. Porém, há jogos e datas chave a serem evitados, para o bem do rugby. Fazer o jogo no mesmo horário de Escócia x Samoa ou Inglaterra x Uruguai, que ocorrem no mesmo dia, não seria realmente um problema. Mas, se o que se objetiva é audiência e engajamento do rugby nacional, esse tipo de erro não pode ocorrer. É esquecer de dialogar com a realidade, é pecar na estratégia. Se realmente não havia outra opção, paciência. A questão é adivinhar quais foram os critérios que fizeram valer a pena prescindir de uma massa grande de fãs de rugby para essa transmissão.

 

Estratégia pura? Falta de opções? Ingenuidade? Ou falha? Infelizmente, “sei lá”.

 

Escrito por: Redação Portal do Rugby

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