SPAC sobra em casa e supera o Pasteur no “clássico dos 100 anos”

ARTIGO COM VÍDEO – França e Inglaterra são rivais históricos, com a Guerra dos 100 anos sendo o confronto mais famoso entre os países. rivalidade naturalmente se estende a muitas outras esferas, e no esporte não é diferente. E em São Paulo, tivemos um pequeno exemplo dessa rivalidade nesse fim de semana, com o duelo entre um Pasteur em crise enfrentando os britânicos do SPAC, única equipe com 100% de aproveitamento em casa no Super 8. E a abertura do segundo turno acabou por confirmar que o campo do SPAC é o local mais difícil de se vencer na principal competição nacional.

 

 

Veja as fotos da partida, por Daniel Venturole

 

 

O Pasteur começou tentando manter o domínio de posse de bola e jogar no campo do adversário, mas não tardou para o SPAC começar a se impôr na partida e levar o jogo para o seu campo de ataque, abrindo o placar com um penal de Matias Newton, aos 10 minutos. Na reposição, o SPAC recomeçou de trás trabalhando a bola muito bem e com Boy no centro e Careca na ponta, era uma aposta certa de que dali sairiam boa parte dos ataques. E em uma grande arrancada da dupla desmontando a defesa adversária, Boy serviu Anderson, que apoiou debaixo dos postes, para fácil chute de matias fazer 10 a 0 no placar. Careca tentou outra arrancada na ponta minutos depois, mas dessa vez, foi contido por Gu e frustrou o que poderia ser mais um try para os donos da casa.

 

 

Pouco depois, o Pasteur voltou a atacar, e se beneficiou de cartão amarelo dado a Arthur Bergo para voltar a ter mais posse de bola. Pilla desperdiçou um penal frontal, mas ainda conseguia ameaçar o adversário, sempre parando na parede formada pelos alvicelestes. Mau teve a chance de abrir o placar para os visitantes com um drop, mas também perdeu sua chance. Os erros custaram caro, e em mais uma investida, o SPAC garantiu mais três pontos, com um drop de Zé, mesmo em inferioridade numérica, diante de boa defesa do Pasteur que impediu pelo menos duas chances de try dos britânicos. No final da etapa o SPAC ainda ampliou com um belo try de Zé, encontrando espaço pela linha adversária e avançando sem oposição até o ingoal.

 

 

O segundo tempo começou com o SPAC dominando, e com o trabalho facilitado pela exclusão de Gu no final da etapa inicial. Contudo a equipe sofreu um baque nos minutos iniciais, com uma lesão aparentemente série de Careca, que voltou de outra lesão há pouco mais de dois meses. Lembrando que o atleta é cotado para compôr o grupo que irá representar o Brasil nos Jogos Olímpicos. Mas isso não abalou o SPAC que ampliou pouco depois com Carnivale, em atuação incrível nesse sábado. O hooker SPACiano encarou e derrubou três marcadores na linha de 5m antes de apoiar debaixo dos paus. A resposta do Pasteur foi na mesma medida, dez minutos depois, após insistir no jogo de forwards para ganhar terreno dentro dos 22m adversário, e Ogro finalizou um pick and go dentro do ingoal adversário.

 

 

Mas a reação dos Galos não iria adiante. O próprio Ogro foi punido com cartão amarelo, desfalcando a equipe, e Abud aproveitou em um belo try, dia inspirado da primeira linha do SPAC. Após uma série de fases perto da linha de 5m, ele praticamente passou por cima da defesa, mergulhando no ingoal. O Pasteur não esboçava reação, e mesmo com muita luta, o semblante dos jogadores passava uma impressão mista de cansaço e de resignação com o resultado adverso.

 

 

No final, depois de jogada rápida na linha, Boy acionou Zé na ponta e sacramentou a vitória do SPAC, a quinta em casa, que garante a volta do clube ao G4 da competição, beneficiado pela derrota do Desterro contra o Farrapos, justamente seu próximo adversário na competição.

 

 

O Portal do Rugby elegeu Rafael Carnivale o melhor jogador da partida.

 

 
Placar final SPAC (20) 41 X 05 (00) Pasteur

 

 
SPAC
Tries: Micael Anderson, Lucas Tranquez (2), Lucas Abud e Rafael Carnivale
Conversões: Matias Newton (5)
Penal: Matias Newton
Drop: Lucas Tranquez

Cartão Amarelo: Arthur Bergo

 

 
Pasteur
Try: Ogro

Cartão Amarelo: Douglas Andrade e Ogro

 

 

Artigo e fotos por Daniel Venturole

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