Japão anuncia treinador de ponta, mas sua inclusão no Super Rugby segue polêmica

A Copa do Mundo foi histórica para a seleção do Japão, mas o técnico australiano Eddie Jones, que liderou os Brave Blossoms nas grandes vitórias sobre África do Sul, Samoa e Estados Unidos deixou a equipe para assumir a Inglaterra. Nesta semana, enfim, o Japão anunciou seu novo comandante: será o neozelandês Jamie Joseph, campeão do Super Rugby com os Highlanders em 2015.

 

Como jogador, Joseph defendeu os All Blacks por 20 vezes, entre 1992 e 1995, e o próprio Japão por 9 vezes, em 1999, quando a mudança era permitida.

 

Japão visitará Gales em novembro

Entre os desafios que Joseph terá pela frente, estão os dois jogos em casa contra a Escócia, nos dias 18 e 25 de junho, e a gira pela Europa em novembro. Hoje, foi confirmado que o Japão enfrentará Gales, em Cardiff, no dia 19 de novembro, em partida que valerá a “Under Armour Series”.

 

Super Rugby sob ataque

Apesar da boa notícia para a seleção japonesa, a entrada do Sunwolves como a primeira equipe japonesa no Super Rugby segue rendendo polêmica por conta das longas viagens e enormes gastos de deslocamento que as franquias terão neste ano.

 

Desta vez, coube ao polêmico ex jogador australiano David Campese criticar a SANZAR e sua competição, em entrevista ao Planet Rugby

, considerando a fórmula de disputa e as distâncias “ridículas” e “inviáveis”, apontando para os danos que a temporada poderá causar ao bem estar dos atletas, o que, segundo Campese, não foi ponderado pela organização.

 

A inclusão de uma equipe do Japão e outra da Argentina são o foco do problema das distâncias, em especial a equipe japonesa, colocada na conferência sul-africana. “Campo” ainda ressaltou as dificuldades financeiras pelas quais os sul-africanos passam, agravadas pela desvalorização da moeda local, o Rand, que vem causando um alarmante êxodo de sul-africanos para a Europa.

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